Dia da Flo­res­ta Au­tóc­to­ne

Metro Portugal (Lisbon) - - JORNAL - CÉ­LIA VI­LAS BO­AS CELIAVILASBOAS@QU­ER­CUS.PT

Ho­je co­me­mo­ra-se, na Pe­nín­su­la Ibé­ri­ca, o Dia da Flo­res­ta Au­tóc­to­ne. Es­te ser­ve pa­ra a pro­mo­ção e di­vul­ga­ção da im­por­tân­cia da con­ser­va­ção e pro­te­ção des­tas flo­res­tas, tam­bém de­no­mi­na­das flo­res­tas na­tu­rais. O ter­mo au­tóc­to­ne sig­ni­fi­ca “na­ti­vo ou in­dí­ge­na”. As flo­res­tas au­tóc­to­nes são com­pos­tas por ár­vo­res ori­gi­ná­ri­as do pró­prio ter­ri­tó­rio, co­mo os so­brei­ros, os car­va­lhos (on­de es­tão in­cluí­das as azi­nhei­ras), os cas­ta­nhei­ros, os me­dro­nhei­ros, os aze­rei­ros, os lou­rei­ros ou os aze­vi­nhos. São, mai­o­ri­ta­ri­a­men­te, ame­a­ça­das por in­cên­di­os, pra­gas, do­en­ças, in­va­sões por es­pé­ci­es exó­ti­cas e cor­tes pre­ma­tu­ros e de­sor­de­na­dos. Con­tu­do, da­do que as es­pé­ci­es au­tóc­to­nes são ca­ra­te­ri­za­das pe­la sua gran­de adaptação às con­di­ções do so­lo e do cli­ma dos ter­ri­tó­ri­os, são, tam­bém, mais re­sis­ten­tes a es­tes fa­to­res. É im­por­tan­te per­ce­ber que as flo­res­tas au­tóc­to­nes são par­te in­te­gran­te do nos­so ecos­sis­te­ma e cons­ti­tu­em lu­ga­res de re­fú­gio e re­pro­du­ção pa­ra um gran­de nú­me­ro de es­pé­ci­es ani­mais, mui­tas de­las em vi­as de ex­tin­ção. Es­tas flo­res­tas exer­cem uma fun­ção es­sen­ci­al na re­gu­la­ção e me­lho­ria do cli­ma e da água, bem co­mo na re­ten­ção de car­bo­no da atmosfera, con­tri­buin­do pa­ra a di­mi­nui­ção do efei­to de es­tu­fa. Além dis­so, aju­dam a man­ter a fer­ti­li­da­de do es­pa­ço ru­ral, o equi­lí­brio bi­o­ló­gi­co das pai­sa­gens e a di­ver­si­da­de dos re­cur­sos.

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