DEN­GAZ MAIS PES­SO­AL, MAIS SIN­CE­RO

“Pa­ra Sem­pre” é o tí­tu­lo do no­vo ál­bum do rap­per por­tu­guês. um dis­co cheio de sen­ti­men­tos que Den­gaz diz ser “o mais ver­da­dei­ro” de to­dos. Ver­da­de se­ja di­ta... nós con­cor­da­mos.

Metro Portugal (Lisbon) - - CULTO - PA­TRÍ­CIA TA­DEIA

Que “Pa­ra Sem­pre” é es­te? É, sem dú­vi­da, o mais pes­so­al e mais sin­ce­ro dos meus ál­buns. Es­tá mui­to fo­ca­do em sen­ti­men­tos. Não fi­ze­mos ne­nhu­ma mú­si­ca com o in­tui­to de ser uma fai­xa de rádio. É o mais sin­ce­ro e mais ver­da­dei­ro de to­dos os tra­ba­lhos que já fiz. É o mais pes­so­al, até pe­la re­fe­rên­cia às su­as du­as fi­lhas? Sim, fa­lo mui­to ne­las. Es­te ál­bum co­me­çou a ser fei­to há dois anos, nu­ma al­tu­ra mui­to im­por­tan­te pa­ra mim por­que ti­ve du­as fi­lhas. A mi­nha vi­da mu­dou mui­to e acho que is­so se re­fle­te no ál­bum. Mas é pes­so­al tam­bém por­que to­das as his­tó­ri­as que lá es­tão são ver­da­de. Se­jam mi­nhas, da mi­nha fa­mí­lia ou de ami­gos. É 100% ver­da­dei­ro. Nes­te ál­bum, con­ta com a colaboração de Marcelo D2. Co­mo se de­ram? Mais do que uma coi­sa só de mú­si­ca, até ti­ve­mos uma boa li­ga­ção, por­que te­mos os mes­mos in­te­res­ses. Gos­to mui­to de surf, ele de ska­te. En­ten­de­mo-nos mui­to bem. E is­so pas­sou pa­ra a mú­si­ca. Além de co­la­bo­ra­ções di­tas mais “ób­vi­as” do mun­do do rap, co­mo o Va­le­te, por exem­plo, sur­ge aqui o An­tó­nio Zam­bu­jo, que não tem na­da a ver... Pa­re­ce que não tem na­da a ver! [ri­sos] Sou gran­de fã de­le. Fa­lei com ele e mos­trei-lhe o que que­ria fa­zer e foi ab­so­lu­ta­men­te na­tu­ral. Ele ou­viu, gos­tou. Foi ter co­mi­go ao es­tú­dio e fi­ze­mos tu­do na ho­ra! Nas rá­di­os já pas­sa o sin­gle “Di­zer Que Não” e tem si­do um su­ces­so. A que se de­ve o êxi­to des­sa mú­si­ca? Is­so nin­guém sa­be. Era fi­xe sa­ber pa­ra re­pe­tir! [ri­sos] Acho que tem a ver com as le­tras com as quais to­da a gen­te se con­se­gue iden­ti­fi­car. Fa­lo mui­to de pro­ble­mas que to­dos te­mos, so­bre re­la­ções hu­ma­nas, so­bre ví­ci­os... Ao que é que diz que não? Não vou di­zer. Aliás, vou ter de di­zer que não [ri­sos]. Pa­re­ce ar­ro­gan­te, mas não é! Ten­do eu es­cri­to a mú­si­ca, se te di­go vou li­mi­tar as pes­so­as. Qu­e­ro que ca­da um use a mú­si­ca pa­ra si. Que re­fli­ta so­bre a sua vi­da. Nes­te dis­co sur­ge o “En­con­trei” com o Agir, que já ti­nha saí­do na mix­ta­pe. Sim, tan­to es­sa mú­si­ca co­mo “Em Ca­sa” nun­ca fo­ram edi­ta­das. As pes­so­as co­nhe­cem-nas, mas elas saí­ram ape­nas na Net de for­ma gra- tui­ta. Por is­so achei que fa­zia sen­ti­do edi­tá-las em dis­co. Aci­ma de tu­do, que­ria que as pes­so­as ti­ves­sem num CD meu qua­se to­das as mú­si­cas que mais gos­tam. Es­te dis­co tem as­so­ci­a­da a cam­pa­nha #par­ti­lha­pa­ra­sem­pre. O que é is­to? Sem­pre ofe­re­ci mú­si­ca às pes­so­as. O meu ál­bum que mais pes­so­as co­nhe­cem foi a mix­ta­pe, que era de down­lo­ad gratuito, ofe­re­ci­do. E, ao lon­go dos tem­pos, sem­pre fui lan­çan­do mú­si­cas gra­tui­ta­men­te e não que­ria dei­xar de o fa­zer. En­tão en­con­trá­mos uma for­ma de con­ti­nu­ar a ofe­re­cer mú­si­ca às pes­so­as. Os pri­mei­ros 500 a com­prar o CD têm di­rei­to a ou­tro CD pa­ra ofe­re­cer a quem qui­se­rem. Por­que é que as pes­so­as de­vem ofe­re­cer es­te dis­co a al­guém no Na­tal? Por­que é um dis­co que as vai fa­zer sen­tir coi­sas. Por­que é is­so que qu­e­ro quan­do ou­ço mú­si­ca. Sen­tir coi­sas, se­ja tris­te­za ou ale­gria, o que for... es­te dis­co vai fun­ci­o­nar nes­se sen­ti­do. Re­ce­bo mui­tas men­sa­gens de pes­so­as a di­zer que a mú­si­ca os aju­dou em al­guns mo­men­tos das su­as vi­das. Es­pe­ro que es­te ál­bum con­ti­nue a fa­zer is­so.

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