OB­JE­TO DE CUL­TO

Len­ço dos Na­mo­ra­dos

Metro Portugal (Lisbon) - - LAZER - CA­TA­RI­NA PO­DE­RO­SO

Séc. XVII-XVIII, Mi­nho O mais cer­to é que a sua ori­gem es­te­ja li­ga­da aos len­ços se­nho­ris (ou len­ços de pe­di­dos) do sé­cu­lo XVII/XVIII, ten­do, a par­tir daí, si­do adap­ta­dos pe­las mu­lhe­res do po­vo – daí o seu as­pe­to tão ca­ra­te­rís­ti­co. Re­gra ge­ral são qua­dra­dos, de li­nho ou de algodão, e bor­da­dos ao gos­to de ca­da uma. Co­me­çou por ser al­go de­co­ra­ti­vo no tra­je fe­mi­ni­no, mas foi co­mo aju­da na con­quis­ta de na­mo­ra­dos que es­te len­ço fi­cou co­nhe­ci­do. E era uma con­quis­ta rá­pi­da: uma ra­pa­ri­ga, es­tan­do per­to da ida­de de ca­sar e ten­do já ho­mem em vis­ta, bor­da­ria o seu len­ço que, de­pois de fei­to, iria dar ao “ama­do” ou “con­ver­sa­do”. Ca­so ele an­das­se com o len­ço em pú­bli­co, era si­nal que a re­la­ção ti­nha per­nas pa­ra an­dar, ca­so não an­das­se com ele em pú­bli­co...

MARILINE AL­VES

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