RO­GER PLEXICO

Metro Portugal (Lisbon) - - CULTO - BRU­NO MAR­TINS

A per­so­na­gem Ro­ger Plexico já deu ori­gem a dois EP – “Who Is Ro­ger Plexico” e “No Man’s Land” – e a um LP ago­ra lan­ça­do com Ace. Mas, pri­mei­ro que tu­do, co­mo nas­ceu es­te pro­je­to? Eu e o Ta­seh tra­ba­lha­mos jun­tos na mú­si­ca des­de sem­pre. Des­de miú­dos, nos anos 2003 ou 2004, em que fi­ze­mos uma ban­da de hip hop mui­to na brin­ca­dei­ra. Mas te­mos es­ta­do sem­pre en­vol­vi­dos nos pro­je­tos um do ou­tro. Ele é qua­se meu vi­zi­nho e meu ami­go. A ideia de Ro­ger Plexico nasce da ne­ces­si­da­de de as­su­mir um tra­ba­lho mais sé­rio: já fa­zía­mos, mas achá­mos que de­ve­ría­mos cri­ar uma per­so­na­gem que jus­ti­fi­cas­se as nos­sas in­fluên­ci­as em con­jun­to. Por te­rem cres­ci­do jun­tos, não têm in­fluên­ci­as pa­re­ci­das? Sim. E a ideia da per­so­na­gem pas­sa por aí: ab­sor­ver e trans­mi­tir to­das es­sas idei­as da me­lhor for­ma. Gos­ta­mos os dois mui­to de mú­si­ca an­ti­ga e te­mos uma pos­tu­ra de des­co­ber­ta de vá­ri­as in­fluên­ci­as, tan­to an­ti­gas co­mo re­cen­tes. O Ro­ger Plexico é um aglo­me­ra­dor das nos­sas in­fluên­ci­as. Exis­tir uma fi­gu­ra ide­a­li­za­da, mes­mo fi­si­ca­men­te, aju­da no vos­so tra­ba­lho? Acho que sim. A par­tir do mo­men­to em que cri­as uma per­so­na­gem, dos ins­tru­men­tais to­dos (ri­sos) e su­ge­riu fa­zer­mos um ál­bum em con­jun­to.

Uma per­so­na­gem cri­a­da pe­los DJ e pro­du­to­res Slim­cutz e Ta­seh a que se jun­tou a lí­ri­ca de Ace, MC dos Mind da Gap. Con­ver­sá­mos com Slim­cutz so­bre a cri­a­ção

des­te pro­je­to que tem ago­ra edi­ção em dis­co.

Es­sa en­tra­da tam­bém mu­dou a abor­da­gem à pro­du­ção? Sim, por­que apren­de­mos sem­pre al­go de no­vo quan­do apa­re­cem pes­so­as com for­mas di­fe­ren­tes de tra­ba­lhar. Ti­ve­mos que nos adap­tar a ele e ele a nós. E há aqui um as­pe­to in­te­res­san­te que é a di­fe­ren­ça de ida­des: o Ace tem qua­se mais 20 anos que eu e que o Ta­seh. So­mos nós a mos­trar-lhe o nos­so mun­do e ele a mos­trar-nos o de­le, de­pois ten­ta­mos che­gar a al­gum con­sen­so. De­pois de ter tra­ba­lha­do num pro­je­to mais vi­ra­do pa­ra pal­co, com os The Big­ger Ban­ger The­ory, es­te é um tra­ba­lho mais de­di­ca­do à pro­du­ção. Com­ple­ta­men­te. Além do Ace, já tra­ba­lhá­mos com a Ca­pi­cua, com o Va­le­te, es­ta­mos ago­ra a tra­ba­lhar com o Be­ze­gol no ál­bum de­le, fa­ze­mos re­mis­tu­ras... In­cluin­do uma re­mis­tu­ra de um dos te­mas do ano: “Ho­tli­ne Bling”, do Dra­ke. O Ta­seh es­ta­va em ca­sa de um ami­go que lhe mos­trou uma ver­são da mú­si­ca can­ta­da por uma miú­da e veio lo­go a ideia de fa­zer uma ver­são com a voz de­la, com um pit­ch down, e tra­ba­lhá­mos a par­tir daí!

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