Pa­ra que não fi­que­mos sem pa­re­des

Metro Portugal (Lisbon) - - FOCUS -

Um pas­seio por Lisboa, con­si­de­ra­da a ci­da­de mais azu­le­ja­da do mun­do, re­ve­la que, ape­sar de fe­liz­men­te ain­da se­rem mui­tos os pré­di­os que têm pai­néis com­ple­tos, há já mui­tos es­pa­ços “va­zi­os”. E num pas­seio pe­la Fei­ra da La­dra ou pe­lo si­te de lei­lões eBay, os azu­le­jos fa­zem par­te da “mer­ca­do­ria”. Pa­ra per­ce­ber o fe­nó­me­no, fo­mos fa­lar com Le­o­nor Sá, di­re­to­ra do SOS Azu­le­jo, em Lisboa. “Des­de há uns anos pa­ra cá du­pli­ca­ram as de­nún­ci­as por rou­bo de azu­le­jos em Lisboa”, o que não quer ne­ces­sa­ri­a­men­te di­zer que ha­ja mais fur­tos, po­de sim que­rer di­zer que “há uma mai­or cons­ci­ên­cia do seu va­lor cul­tu­ral, por is­so, se de­nun­cia mais”. O Pro­je­to SOS Azu­le­jo, lê-se no si­te, “é de ini­ci­a­ti­va e co­or­de­na­ção do Museu de Po­lí­cia Ju­di­ciá­ria, (...) e nas­ceu da ne­ces­si­da­de im­pe­ri­o­sa de com­ba­ter a gra­ve de­la­pi­da­ção do pa­tri­mó­nio azu­le­jar por­tu­guês.” As es­ta­tís­ti­cas dos fur­tos de azu­le­jos di­zem res­pei­to à gran­de re­gião de Lisboa por­que, nos ou­tros lo­cais do País, não há pra­ti­ca­men­te fur­tos. “São coi­sas es­po­rá­di­cas; qua­se sem ex­pres­são. O que sus­pei­ta­mos é que, fo­ra de Lisboa, as pes­so­as não va­lo­ri­zam tan­to os azu­le­jos, e por is­so não apre­sen­tam quei­xas.” E tem si­do um tra­ba­lho com su­ces­so: 80% de re­du­ção de fur­tos e divulgação des­ta nos­sa ri­que­za cul­tu­ral.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.