Os gran­des ho­mens tam­bém cho­ram

Metro Portugal (Lisbon) - - LAZER - JOR­GE MORAIS, POR­TO

Além de ou­tras qua­li­da­des, Al­mei­da San­tos era uma gran­de hu­ma­nis­ta. Em ou­tu­bro de 1974, de­sem­pe­nhan­do o car­go de Mi­nis­tro da Co­or­de­na­ção In­ter­ter­ri­to­ri­al, na che­ga­da a Lisboa após uma vi­si­ta a Ti­mor, mui­to sen­si­bi­li­za­do e com lá­gri­mas nos olhos, dis­se: “Vi- me afli­to pa­ra en­con­trar uma ex­pli­ca­ção pa­ra o amor de Ti­mor por Por­tu­gal. Nun­ca vi tan­to por­tu­gue­sis­mo”. Ago­ra que par­tiu, e sen­do eu pró­prio um apai­xo­na­do por Ti­mor, que­ro pres­tar-lhe uma sin­ge­la ho­me­na­gem pós­tu­ma à sua co­ra­gem por na­que­la épo­ca ter pro­fe­ri­do tal fra­se. Que des­can­se em paz.

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