“Pas­seio das Vir­tu­des”, no­vo dis­co dos Sal­to, em fes­ta no Mercado da Ri­bei­ra

Música. Do pri­mei­ro dis­co pa­ra o se­gun­do, os Sal­to pas­sa­ram a ser o do­bro. A Gui­lher­me To­mé Ri­bei­ro e Luís Mon­te­ne­gro jun­ta­ram-se Ti­to Ro­mão e Fi­li­pe Lou­ro pa­ra o no­vo “Pas­seio das Vir­tu­des”, dis­co que vão apre­sen­tar sá­ba­do no Mercado da Ri­bei­ra.

Metro Portugal (Lisbon) - - PRIMEIRA PÁGINA - B.M.

O ál­bum de es­treia, em 2012, trou­xe-nos uma du­pla a fa­zer música de pu­ro ca­riz pop-ele­tró­ni­co. Can­ções di­ver­ti­das e mui­to bem-dis­pos­tas. “Foi um pro­ces­so mui­to de estúdio, sen­ta­do ao com­pu­ta­dor”, re­cor­da Gui­lher­me. Já es­te “Pas­seio das Vir­tu­des” tra­duz-se num tra­ba­lho mui­to mais or­gâ­ni­co, com a ban­da “a to­car to­dos os ins­tru­men­tos”. Ora, os Sal­to ho­je são um pro­je­to mais ex­pe­ri­men­tal do que “ele­tro”. “Não foi pro­po­si­ta­do. Sim­ples­men­te, com mais du­as pes­so­as e ins­tru­men­tos a se­rem to­ca­dos, as coi­sas evo­luí­ram pa­ra uma música di­fe­ren­te.” Luís, brin­ca­lhão, sin­te­ti­za o som dos Sal­to de 2016 co­mo sen­do “cos­mo-rock”.

As­sim, com a en­tra­da de Ti­to e Fi­li­pe, há uma ou­tra li­ber­da­de cri­a­ti­va e de exe­cu­ção. “Eles são dois ex­ce­len­tes mú­si­cos”, elo­gia Luís. “E são dois ami­gos que nos aju­dam a di­ver­tir mais ao vi­vo en­quan­to ban­da. Já nos di­ver­tía­mos, mas era di­fí­cil pa­ra mim e pa­ra o Gui­lher­me, por ser­mos só dois, e to­car tan­ta coi­sa em pal­co.” Os Sal­to pre­ci­sa­vam de sim­pli­fi­car: “Ti­nha que ser uma par­ti­lha”, acres­cen­ta. “O pri­mei­ro dis­co é uma coi­sa rá­pi­da, mui­to upbe­at, uma ce­le­bra­ção de ju­ven­tu­de. Nes­te no­vo dis­co so­mos nós a di­ver­tir-nos uns com os ou­tros.”

De­pois de uma pri­mei­ra di­gres­são a qua­tro, fei­ta ain­da an­tes do lan­ça­men­to que te­rá lu­gar na sex­ta-fei­ra que vem (29 de ja­nei­ro), Ti­to e Fi­li­pe pas­sa­ram a ser mais dois im­por­tan­tes ele­men­tos da ban­da. “A di­gres­são foi co­mo a pré-épo­ca do ál­bum. Aju­dou-nos a co­nhe­cer uns aos ou­tros, a per­ce­ber os ti­ques de ca­da um a to­car, apu­rar a di­nâ­mi­ca de ban­da, que de­pois fa­ci­li­tou o pro­ces­so em estúdio”, ex­pli­ca Ti­to.

Quan­to ao tí­tu­lo do dis­co, tra­ta-se de uma for­ma de pu­xar pe­la cri­a­ti­vi­da­de de ca­da um. Po­de ser uma ho­me­na­gem a um mi­ra­dou­ro do Por­to – ter­ra na­tal da ban­da. Mas, na ver­da­de, é tam­bém um dos te­mas do dis­co, se ca­lhar “o que tem a te­má­ti­ca mais co­e­ren­te com to­do o dis­co”. Mas é tam­bém um pas­seio pe­las vir­tu­des ar­tís­ti­cas de ca­da um dos mú­si­cos.

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O no­vo dis­co “Pas­seio das Vir­tu­des” é apre­sen­ta­do sá­ba­do, a par­tir das 22h, nu­ma fes­ta no Estúdio Ti­me Out no Mercado da Ri­bei­ra.

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