Mi­na de ruí­nas e me­mó­ri­as

La­zer. Vai uma escapadinha es­te fim de semana? Que tal co­nhe­cer o con­ce­lho de Mér­to­la, no Bai­xo Alen­te­jo? Eis um ro­tei­ro, com uma pa­ra­gem im­per­dí­vel: a Acha­da do Ga­mo.

Metro Portugal (Lisbon) - - CINEMA - RUI ALE­XAN­DRE CO­E­LHO

A pai­sa­gem des­con­cer­tan­te da fo­to­gra­fia aci­ma mos­tra o que fi­cou do an­ti­go com­ple­xo mi­nei­ro da Mi­na de São Do­min­gos, si­tu­a­do na fre­gue­sia de Cor­te do Pin­to e vo­ta­do ao aban­do­no há lar­gas de­ze­nas de anos. Da­que­le com­ple­xo, co­nhe­ci­do por Acha­da do Ga­mo, res­ta um amon­to­a­do de pe­dras, po­lui­ção e me­mó­ri­as de quem vi­ve pa­ra con­tar.

A ex­plo­ra­ção mo­der­na da mi­na, que che­gou a ser a mai­or de pi­ri­te e co­bre da Pe­nín­su­la Ibé­ri­ca, co­me­çou em 1858, pe­los in­gle­ses da Ma­son & Bar­ry. O que deu ori­gem à al­deia com o no­me Mi­na de São Do­min­gos – pri­mei­ra do País com luz elé­tri­ca.

Du­ran­te um sé­cu­lo, a Mi­na de São Do­min­gos foi uma al­deia com as in­fra­es­tru­tu­ras de apoio ne­ces­sá­ri­as pa­ra se vi­ver, co­mo ha­bi­ta­ções, hos­pi­tal, po­lí­cia, es­co­la ou mercado. Ti­nha igual­men­te uma li­nha de ca­mi­nho de fer­ro pri­va­ti­va, com cer­ca de 15 km, que li­ga­va a mi­na ao Po­ma­rão – ali car­re­ga­va-se o mi­né­rio des­ti­na­do à ex­por­ta­ção.

A Ma­son & Bar­ry ex­plo­rou aque­le sub­so­lo até me­a­dos dos anos 1960. Quan­do o mi­né­rio es­go­tou, os in­gle­ses abri­ram fa­lên­cia e aban­do­na­ram a al­deia – e atrás de­les os ope­rá­ri­os. Ho­je res­tam ves­tí­gi­os de ve­lhas cons­tru­ções, ruí­nas in­dus­tri­ais ao mes­mo tem­po ca­ris­má­ti­cas e per­tur­ba­do­ras.

AN­TÓ­NIO MA­NU­EL FON­SE­CA PE­LE­JA

Lo­cal da ve­lha mi­na po­de ser vi­si­ta­do de car­ro; o aces­so é fei­to por ca­mi­nhos de ter­ra.

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