A IVG e eu­ta­ná­sia

Metro Portugal (Lisbon) - - LAZER - JO­SÉ AMA­RAL, V. N. GAIA

A IVG e a eu­ta­ná­sia são du­as si­tu­a­ções ci­vi­li­za­ci­o­nais di­fí­ceis de equa­ci­o­nar, pe­lo que, de mo­do al­gum, de­vem ser re­fe­ren­da­das. Só o âm­bi­to ci­en­tí­fi­co de­ve ser con­sul­ta­do, a fim de se con­se­guir uma lei acei­tá­vel, ten­do em aten­ção a con­di­ção hu­ma­na de quem a faz. E nun­ca o mun­do po­lí­ti­co de­ve re­ti­rar di­vi­den­dos, em que uns se­jam con­si­de­ra­dos os maus da fita e os ou­tros os bons de to­do o sa­ber acu­mu­la­do. To­da­via, pen­sa­mos que nos dois ca­sos em apre­ço po­de­rá emer­gir uma afron­to­sa du­a­li­da­de de cri­té­ri­os éti­cos, is­to é, na IVG, o SER que es­tá no ven­tre ma­ter­no NUN­CA é ou se­rá con­sul­ta­do, en­quan­to na eu­ta­ná­sia, o SER, em fa­se ter­mi­nal ter­re­na, po­de ter o po­der de de­ci­são pa­ra por o fim à vi­da. Sen­do as­sim, po­der- se- á afir­mar que é mais fá­cil ti­rar a vi­da a quem não se po­de de­fen­der, do que a quem já não quer con­ti­nu­ar vi­ven­do, so­fren­do.

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