Ci­ta­ção

Metro Portugal (Lisbon) - - CINEMA -

“Cres­ci em lo­cais de fil­ma­gens. Es­ti­ve sem­pre ro­de­a­da de ato­res e re­a­li­za­do­res chei­os de ener­gia. Sen­ti des­de mui­to ce­do que, aci­ma de mais na­da, que­ro fa­zer fil­mes e pas­sar a mi­nha vi­da nes­ta pro­fis­são” ti­vas que os ou­tros têm de nós. Ex­pan­dir a men­te é mui­to im­por­tan­te. Tal co­mo é im­por­tan­te fa­zer aqui­lo que nos ape­te­ce com a nos­sa ima­gi­na­ção e tem­po dis­po­ní­vel. Quan­do é que per­ce­beu que qu­e­ria tra­ba­lhar na re­pre­sen­ta­ção dra­má­ti­ca pa­ra o ci­ne­ma? Des­de sem­pre. Cres­ci em lo­cais de fil­ma­gens. Es­ti­ve sem­pre ro­de­a­da de ato­res e re­a­li­za­do­res chei­os de ener­gia. Fo­ra as ou­tras ati­vi­da­des, co­mo se­jam ir à es­co­la ou brin­car com os ami­gos, fa­zer fil­mes foi a ati­vi­da­de que mais do­mi­nou os meus pri­mei­ros anos. Os meus pais es­ta­vam sem­pre a tra­ba­lhar em fil­mes ou a ir ao ci­ne­ma. Co­mi­go, sen­ti o mes­mo. Sen­ti des­de mui­to ce­do que, aci­ma de mais na­da, que­ro fa­zer fil­mes e pas­sar a mi­nha vi­da nes­ta pro­fis­são. É sa­bi­do que Hollywo­od não dis­pen­sa gran­des cor­te­si­as à mu­lher de su­ces­so. Bar­bra Strei­sand nun­ca es­con­deu as di­fi­cul­da­des que en­fren­ta em Hollywo­od e Ni­co­le Kid­man re­fe­riu há tem­pos que a noi­te mais so­li­tá­ria da sua vi­da foi quan­do ga­nhou o Ós­car. Ago­ra que a Da­ko­ta tem no cur­rí­cu­lo uma his­tó­ria co­mo “As 50 Som­bras de Grey”, acha que os ho­mens têm mais ou me­nos di­fi­cul­da­des em vir fa­lar con­si­go? Os ho­mens não vêm fa­lar co­mi­go. (ri­sos) É uma coi­sa es­tra­nhís­si­ma. Por ve­zes te­nho a im­pres­são que, só por ser atriz, as pes­so­as fi­cam com me­do de me di­ri­gir a pa­la­vra. Na ver­da­de, nem se­quer sei qual é a res­pos­ta mais ade­qua­da à per­gun­ta. Fe­liz­men­te, es­tou de tal mo­do ocu­pa­da com tra­ba­lho que pen­sar em ho­mens é al­go que não me ocor­re com re­gu­la­ri­da­de. Acho que sou o ti­po de mu­lher aces­sí­vel. Mas, de fac­to, não te­nho bem a cer­te­za dis­so, em par­te por­que a mi­nha vi­da é pas­sa­da em sa­las co­mo es­tas ou em lo­cais de fil­ma­gens. Não an­do por sí­ti­os on­de a ideia é co­nhe­cer al­guém. De res­to, sin­to-me per­fei­ta­men­te fe­liz com o gru­po de ami­gos que te­nho, de lon­ga da­ta. Fi­co sem­pre com a ideia, quan­do a ve­jo nas pá­gi­nas so­ci­ais, que sai mais com a sua mãe do que com o seu pai… Se­rá por ele ser de­ma­si­a­do pro­te­tor? O meu pai vi­ve em San­ta Bár­ba­ra. E, não, não é de­ma­si­a­do pro­te­tor.

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