OB­JE­TO DE CUL­TO

Metro Portugal (Lisbon) - - LAZER - C.P.

3.000 a.C., Egi­to Bi­ros­ca, bo­li­nha-de-gu­de, gue­las e tan­tos ou­tros no­mes são usa­dos pa­ra ber­lin­de. A sua ori­gem não é cer­ta, mas os mais an­ti­gos fo­ram en­con­tra­dos em tú­mu­los egíp­ci­os de 3.000 a.C – eram en­tão fei­tos de no­zes, se­men­tes de fru­tas ou pe­dras ar­re­don­da­das. Ho­je em dia, os ber­lin­des são fei­tos a par­tir de res­tos de lâm­pa­das, gar­ra­fas ou ja­ne­las, que são la­va­dos e tri­tu­ra­dos. Além de com­pa­nhei­ros de brin­ca­dei­ra, os ber­lin­des são tam­bém usa­dos pa­ra coi­sas sé­ri­as. Na Gâm­bia, fa­zem as ve­zes dos bo­le­tins de vo­tos... ca­da elei­tor de­po­si­ta um ber­lin­de nu­ma es­pé­cie de ur­na com a fo­to­gra­fia e as co­res do par­ti­do do can­di­da­to que de­se­ja ele­ger e as frau­des são evi­ta­das atra­vés de um si­no que to­ca no fun­do da ur­na quan­do o gue­las cai. A con­ta­gem de vo­tos é fei­ta com a aju­da de ta­bu­lei­ros que per­mi­tem “en­cai­xar” en­tre 200 e 500 ber­lin­des. Es­ta so­lu­ção sur­giu em 1965 pa­ra su­pe­rar o anal­fa­be­tis­mo no país.

JACINTA LLUCH VALERO

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