To­das as con­tas adi­a­das pa­ra Ma­drid

Cham­pi­ons. Man­ches­ter City e Re­al Ma­drid em­pa­tam (0-0), em In­gla­ter­ra. Cris­ti­a­no res­sen­tiu-se de le­são e nem ao ban­co foi.

Metro Portugal (Lisbon) - - SPORT -

Sem CR7, o Re­al sen­tiu-se me­nor. Mas a ba­lan­ça das au­sên­ci­as ti­nha os pratos equi­li­bra­dos: no City tam­bém Yaya Tou­ré fa­lhou o en­con­tro por le­são, ele que, em ple­na for­ma fí­si­ca, do­mi­na as ações a meio cam­po co­mo ne­nhum outro co­le­ga.

Des­tas au­sên­ci­as re­sul­tou um Re­al bem me­nos atre­vi­do do que é há­bi­to. Os de Zi­da­ne li­mi­ta­vam-se a es­pe­rar o City no seu meio cam­po, pe­lo me­nos até ao in­ter­va­lo, e, di­ga-se, não so­fre­ram por aí além.

Ao con­cen­trar jo­ga­do­res no seu meio ter­re­no, o Re­al dei­xa­va os in­gle­ses sem es­pa­ço pa­ra os cri­a­ti­vos Da­vid Sil­va, Na­vas e De Bryu­ne fa­ze­rem a di­fe­ren­ça, o que con­vi­da­va ao jo­go di­re­to – al­ter­na­ti­va qua­se inú­til pa­ra os in­gle­ses, que jo­ga­vam com um só di­an­tei­ro de 1,73m (Ague­ro).

As­sim, po­de­mos fa­lar de uma pri­mei­ra par­te com um City tão enér­gi­co co­mo im­po­ten­te, e um Re­al con­for­tá­vel nis­so de fi­car a ver jo­gar.

Veio a se­gun­da par­te e as coi­sas in­ver­te­ram-se. A in­ca­pa­ci­da­de do City em cri­ar pe­ri­go fez su­bir os ín­di­ces de con­fi­an­ça do Re­al, que re­a­pa­re­ceu afoi­to. Je­sé (70m), Ba­le (74m), Ca­se­mi­ro (79m) e Pe­pe (81m) qua­se mar­ca­ram – lan­ces que sur­gi­ram nu­ma fa­se em que o City já não sa­bia o que fa­zer, se ar­ris­car na fren­te, se man­ter a pró­pria ba­li­za a sal­vo.

De mo­do que foi um se­gun­do tem­po com si­nal mais do Re­al, mas que man­te­ve o nu­lo e a dú­vi­da na meia-fi­nal.

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