Fral­das, mor­da­ças e mu­ros

Metro Portugal (Lisbon) - - CINEMA -

Fi­quei sem ar­gu­men­tos quan­do to­mei co­nhe­ci­men­to da de­nún­cia da Ox­fam Ame­ri­ca que tra­ba­lha­do­res de aviá­ri­os nos EUA são for­ça­dos a usar fral­das pa­ra subs­ti­tuir o WC. Sem­pre pen­sei que nos EUA – a ter­ra da li­ber­da­de, im­pren­sa li­vre, sin­di­ca­tos po­de­ro­sís­si­mos (...) – is­to fos­se im­pos­sí­vel. Es­tou com mui­to re­ceio ca­so Trump che­gue à Ca­sa Bran­ca, que nem te­nha ne­ces­si­da­de de cons­truir mu­ros pa­ra evi­tar a imi­gra­ção de quem pro­cu­ra o céu, pois com es­tas con­di­ções de tra­ba­lho ja­mais nin­guém ou­sa­rá ir pa­ra lá tra­ba­lhar. Mais ater­ro­ri­za­do fi­quei ao ima­gi­nar o que se pas­sa­rá em cer­tos paí­ses di­tos co­mu­nis­tas e so­ci­a­lis­tas on­de não há li­ber­da­de de im­pren­sa, elei­ções li­vres, os sin­di­ca­tos são proi­bi­dos, ONG não exis­tem, com mu­ros pa­ra não dei­xar nin­guém fu­gir do in­fer­no, co­mo an­da­rão lá os tra­ba­lha­do­res? Com fral­das? À for­ça de chi­co­te em cam­pos de tra­ba­lho? Amor­da­ça­dos? (...) JOR­GE MO­RAIS, PORTO

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