“Re­la­to”: uma vi­a­gem pa­ra lá das qua­tro li­nhas

Ex-cra­ques do fu­te­bol e ou­tras fi­gu­ras pú­bli­cas con­tam 100 his­tó­ri­as li­ga­das ao des­por­to-rei. As­sim me­tro. é “Re­la­to”, que nas­ceu on­li­ne, mas cres­ceu em pa­pel. Co­au­tor do li­vro con­ta tu­do ao me­tro.

Metro Portugal (Lisbon) - - PRIMEIRA PÁGINA - L.C.

Foi o su­ces­so no Facebook e no si­te que le­vou à pu­bli­ca­ção de “Re­la­to”? Sim, pen­so que sim. Nes­te ca­so, até foi mais o su­ces­so do si­te, uma vez que o Facebook veio dar apoio ao si­te. Por­tan­to, sim, foi por aí. Tam­bém con­tou o fac­to das ca­ra­te­rís­ti­cas das his­tó­ri­as que são in­tem­po­rais, pois po­dem ser li­das ho­je, no Na­tal ou da­qui a um ano, lo­go, são sem­pre vá­li­das num li­vro. A edi­to­ra, a Saí­da de Emer­gên­cia, te­ve es­sa vi­são e, cu­ri­o­sa­men­te, des­de o iní­cio que ti­ve­mos fãs no Facebook que per­gun­ta­vam “pa­ra quan­do um li­vro?”. Pa­re­cia que já es­ta­vam a an­te­ci­par o que ia acon­te­cer. O en­ten­di­men­to com a edi­to­ra foi fá­cil? Sim, a Saí­da de Emer­gên­cia, de­pois de fi­car a co­nhe­cer o si­te, fi­cou en­tu­si­as­ma­da, até por­que que­ria apos­tar mais em au­to­res na­ci­o­nais. Ou se­ja, jun­ta­ram-se as du­as von­ta­des: a apos­ta que a edi­to­ra que­ria fa­zer e o po­ten­ci­al das his­tó­ri­as. Lo­go na pri­mei­ra reu­nião cor­reu tu­do bem. O fac­to de ser uma edi­to­ra in­de­pen­den­te tam­bém pa­re­ce que fa­ci­li­tou. Se fos­se uma das gran­des edi­to­ras, se ca­lhar, não iria dar a mes­ma re­le­vân­cia que a Saí­da de Emer­gên­cia deu ao li­vro. Foi al­go que gos­tá­mos mui­to des­de o iní­cio e es­ta fa­se de pro­mo­ção do li­vro tem si­do es­pe­ta­cu­lar, por­que a di­re­to­ra de co­mu­ni­ca­ção tem-nos aber­to por­tas – já fo­mos aos três ca­nais te­le­vi­si­vos ge­ne­ra­lis­tas, à rá­dio...

Co­mo se­le­ci­o­na­ram as his­tó­ri­as que aca­ba­ram por co­lo­car no li­vro? O li­vro são as 80 me­lho­res his­tó­ri­as que pu­bli­cá­mos em 2015, se­gun­do a nos­sa opi­nião, mi­nha e do Hugo Vi­na­gre [ri­sos]. Foi uma es­co­lha di­fí­cil, pois dei­xá­mos al­gu­mas de fo­ra que ti­nham po­ten­ci­al, mas achá­mos que 100 era um nú­me­ro in­te­res­san­te de his­tó­ri­as. Es­co­lhe­mos 80 que já ti­nham si­do pu­bli­ca­das e jun­tá­mos 20 iné­di­tas. Fi­ze­mos uma lis­ta de no­mes que achá­mos que se­ri­am for­tes pa­ra es­ta ideia e foi uma for­ma de va­lo­ri­zar o li­vro, além de ha­ver ali um ex­tra, uma coi­sa no­va, pa­ra os lei­to­res. Pa­ra não ser só uma com­pi­la­ção de his­tó­ri­as.

Há al­gu­ma história que gos­te mais? Is­to é co­mo a história dos fi­lhos, não gos­ta­mos mais de uns do que de ou­tros [ri­sos]. Gos­ta­mos de to­das as his­tó­ri­as, hou­ve aque­las que fi­ca­ram de fo­ra, mas ti­nham po­ten­ci­al pa­ra en­trar. Se ti­ver que es­co­lher al­gu­ma, te­mos de re­fe­rir a do Cân­di­do Cos­ta, que foi a que te­ve mais vi­su­a­li­za­ções no si­te. Foi um êxi­to, por co­lo­car o Pau­li­nho San­tos na história tam­bém. Mas é a história em si que tem pi­a­da, com o pri­mei­ro es­tá­gio que fez pe­lo Por­to... cor­reu bas­tan­te bem. Até por­que te­mos os nú­me­ros do si­te pa­ra nos apoi­ar e as­sim te­mos uma ideia mais re­al do fe­ed­back do pú­bli­co. Es­sa história é pal­pá­vel e te­mos mes­mo ideia da for­ma co­mo as pes­so­as re­a­gi­ram. Se­ja co­mo for, há vá­ri­as his­tó­ri­as e mui­to bo­as. Gos­to mui­to da do Jo­a­quim de Al­mei­da. A do Fer­nan­do Men­des – o la­te­ral es­quer­do – tam­bém é uma au­tên­tri­ca alu­ci­na­ção! É mui­to di­ver­ti­da. Re­cor­do que te­mos du­as sec­ções: o Rel­va­do e a Ban­ca­da. Do Rel­va­do são as pes­so­as do meio do fu­te­bol; e a Ban­ca­da são as pes­so­as das ou­tras áre­as. Na ver­da­de, nas 20 his­tó­ri­as iné­di­tas, te­mos 10 pa­ra ca­da sec­ção, pa­ra fi­car di­vi­di­do igual­men­te.

Já há mais re­la­tos? Con­ti­nu­a­mos a pôr his­tó­ri­as no­vas no si­te. Es­te ano já con­se­gui­mos no­mes for­tes co­mo o Ri­car­do Go­mes, an­ti­go cen­tral do Ben­fi­ca, ou Sá Pin­to. Da ou­tra área, lem­bro-me da Ale­xan­dra Len­cas­tre. São no­mes que po­di­am fa­cil­men­te es­tar no li­vro, mas é uma ques­tão de ti­ming. Te­mos ain­da ca­da vez mais fãs nas re­des so­ci­ais – são mais de 20.000 li­kes no Facebook; e no si­te, em maio, ti­ve­mos 45.628 vi­su­a­li­za­ções.

Vai ser es­cri­to o “Re­la­to 2”? Pen­sa­mos nis­so, mas não so­mos só nós a de­ci­dir. Tu­do pas­sa pe­la edi­to­ra. Se­rá o mer­ca­do, o nú­me­ro de ven­das que es­te li­vro ti­ver, que vai de­fi­nir is­so.

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