“JÁ TE­MOS AR­TIS­TAS ACERTADOS PA­RA 2017”

Metro Portugal (Lisbon) - - CULTO -

Ao fim de no­ve anos a fa­zer um fes­ti­val – es­ta se­rá a dé­ci­ma edi­ção do NOS Ali­ve – ain­da há im­pre­vis­tos e sur­pre­sas na al­tu­ra de pre­pa­rar o re­cin­to? Fa­ze­mos sem­pre al­te­ra­ções ao re­cin­to: es­te ano há uma área nova, um no­vo pal­co, por is­so há uma con­cen­tra­ção di­fe­ren­te. O que é que sig­ni­fi­ca ce­le­brar dez edi­ções de NOS Ali­ve? Co­me­ça por ser um or­gu­lho, mas, pa­ra nós, to­das as edi­ções são im­por­tan­tes. Te­mos uma me­ta a cum­prir – que nun­ca con­se­gui­mos – ven­der tu­do. É uma coisa ra­ra nos fes­ti­vais. Fo­mos tal­vez os pri­mei­ros, des­ta di­men­são, a con­se­guir es­go­tar um dos di­as com uma an­te­ce­dên­cia que não era nor­mal e que as pes­so­as nem acre­di­ta­vam, por­que nos fes­ti­vais os bi­lhe­tes nun­ca aca­ba­vam. Es­te ano, pe­la pri­mei­ra vez, já es­go­tá­mos os dois di­as. E se tu­do cor­rer bem va­mos es­go­tar os di­as to­dos. Is­so é cum­prir a 100% os nos­sos ob­je­ti­vos. Mas mes­mo que não se es­go­te, não quer di­zer que se­ja um fa­lhan­ço! Qual o ba­lan­ço que faz des­tes úl­ti­mos no­ve anos? De­se­nhá­mos o con­cei­to do NOS Ali­ve as­sen­te em du­as gran­des es­tra­té­gi­as: uma, ser um fes­ti­val pa­ra os por­tu­gue­ses – é con­si­de­ra­do o me­lhor fes­ti­val –, mas, a par dis­so, ser um fes­ti­val de re­fe­rên­cia mun­di­al. Acho que o con­se­gui­mos: já tí­nha­mos mui­to re­co­nhe­ci­men­to da im­pren­sa eu­ro­peia, e es­te ano os americanos des­co­bri­ram-nos. A CNN diz que so­mos um dos dez me­lho­res fes­ti­vais do ano. O cres­ci­men­to do tu­ris­mo de Lis­boa nos úl­ti­mos anos e a von­ta­de dos tu­ris­tas vi­si­ta­rem a ca­pi­tal, aju­dou? Ao con­trá­rio: te­mos es­tu­dos que di­zem que mais de 70% das pes­so­as que nos vi­si­tam vêm pe­la pri­mei­ra vez a Lis­boa. Por­tan­to, nós é que es­ta­mos a tra­zer as pes­so­as a Lis­boa. Até por­que ven­de­mos os bi­lhe­tes com mui­ta an­te­ci­pa­ção. Ven­de­mos aos que cá es­tão! Os ho­téis di­zem-nos que es­te pe­río­do do NOS Ali­ve é o mais ocu­pa­do do mês de ju­lho. Es­te ano, ba­te­mos um re­cor­de ex­tra­or­di­ná­rio que se­rá di­fí­cil de ba­ter: são mais de 30 mil bi­lhe­tes ven­di­dos no es­tran­gei­ro. Qual é o se­gre­do? É o car­taz que mais or­de­na? De­sen­vol­ve­mos um con­cei­to em que não há pal­co prin­ci­pal: to­dos os pal­cos são prin­ci­pais. O su­ces­so po­de pas­sar por aí. Quem vem tem a ta­re­fa di­fí­cil de cri­ar o seu pró­prio iti­ne­rá­rio: se­te pal­cos e as pes­so­as têm que es­co­lher o que ir ver. Mas há os ca­be­ças de car­taz. Por exem­plo, à ho­ra de Ra­di­ohe­ad

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