An­fi­triã nas mei­as-fi­nais

Is­lân­dia per­de com Fran­ça e fi­ca de fo­ra das mei­as-fi­nais. É o epí­lo­go de um con­to de fa­das... mas que du­ran­te três se­ma­nas foi bem re­al nos es­tá­di­os gau­le­ses.

Metro Portugal (Lisbon) - - PRIMEIRA PÁGINA - LUÍS CARMO

Is­lân­dia ter­mi­na par­ti­ci­pa­ção no Eu­ro go­le­a­da pe­la Fran­ça

Na pri­mei­ra fa­se do Eu­ro­peu, os is­lan­de­ses pro­vo­ca­ram ca­la­fri­os no seu gru­po, o de Por­tu­gal, sen­do que qu­em se cons­ti­pou a sé­rio foi a Áus­tria, que per­deu e fi­cou de fo­ra da fa­se a eli­mi­nar, de­pois de ter so­fri­do um go­lo aos 94 mi­nu­tos. Nos oi­ta­vos de fi­nal, a Is­lân­dia con­ge­lou Ro­o­ney e com­pa­nhia, gra­ças a um triun­fo, por 2-1, de to­do ines­pe­ra­do. Nos “quar­tos”, os an­fi­triões con­se­gui­ram que­brar o ge­lo e man­dam a Is­lân­dia pa­ra ca­sa. É o fim do so­nho. De um con­to de fa­das que bem po­dia ser da Dis­ney, só que não foi a rai­nha El­sa, mas sim os jo­ga­do­res is­lan­de­ses que ge­la­ram to­do um país, no ca­so a In­gla­ter­ra.

A Is­lân­dia dei­xa a pro­va com uma go­le­a­da, mas me­re­cia sair de ou­tra for­ma. Se­ja co­mo for, quan­do os al­tos, lou­ros e na­da tos­cos ater­ra­rem em Rei­que­ja­vi­que, de cer­te­za que se­rão re­ce­bi­dos em fes­ta, pois do­ra­van­te o mun­do do fu­te­bol olha­rá de ou­tra for­ma pa­ra os “strá­kar­nir ok­kar” (os nos­sos ra­pa­zes, co­mo é co­nhe­ci­da a se­le­ção is­lan­de­sa).

O pro­ble­ma da Is­lân­dia é que a Fran­ça foi ter­ri­vel­men­te efi­caz e mes­mo sem Ra­mi e Kan­té, subs­ti­tuí­dos por Um­ti­ti e Sis­so­ko, na pri­mei­ra par­te, era “ca­da ti­ro ca­da mel­ro”. Gi­roud abriu o ati­vo, aos 12 mi­nu­tos. Pog­ba fez, de ca­be­ça, o 2-0, aos 20m. A Is­lân­dia as­sus­tou, aos 23m, mas foi Payet que mar­cou, aos 43m, após as­sis­tên­cia de Gri­ez­mann, au­tor do 4-0, em ci­ma do in­ter­va­lo.

Na se­gun­da par­te, o gi­gan­te Sigthórs­son re­du­ziu, aos 56m, mas lo­go Gi­roud bi­sou. Sem vi­rar a ca­ra à lu­ta, a Is­lân­dia obri­gou Llo­ris a fa­zer a de­fe­sa da noi­te. O guar­dião não con­se­guiu foi im­pe­dir o go­lo do gue­de­lhu­do Bjar­na­son, aos 84m. Um pre­sen­te de des­pe­di­da de um dos melhores is­lan­de­ses.

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