Pas­sa­di­ços do Pai­va, uma vi­si­ta úni­ca

Am­bi­en­te. Si­tu­a­dos na mar­gem es­quer­da do rio Pai­va, em Arouca, os Pas­sa­di­ços do Pai­va são um fe­nó­me­no na­tu­ral de po­pu­la­ri­da­de sem pre­ce­den­tes. O tu­ris­mo lo­cal agra­de­ce.

Metro Portugal (Lisbon) - - PRIMEIRA PÁGINA - RA­QUEL MA­DU­REI­RA

Cer­ta­men­te, já ou­viu fa­lar dos Pas­sa­di­ços do Pai­va, que des­de 20 de ju­nho de 2015 atra­em mi­lha­res e mi­lha­res de tu­ris­tas à re­gião de Arouca. Na prá­ti­ca, são 8,5 km de ca­mi­nhos de ma­dei­ra (pa­ra ca­da la­do) ro­de­a­dos de pai­sa­gens es­ton­te­an­tes, jun­to a des­ci­das de águas bra­vas, cris­tais de quart­zo e es­pé­ci­es em ex­tin­ção na Eu­ro­pa.

O per­cur­so es­ten­de-se en­tre as prai­as flu­vi­ais do Arei­nho e de Es­piun­ca, en­con­tran­do-se, en­tre as du­as, a praia do Vau. O ní­vel de di­fi­cul­da­de é ele­va­do e de­mo­ra cer­ca de 2h30. Os mais aven­tu­rei­ros fa­zem o per­cur­so de ida e vol­ta (17km), mas quem qui­ser fa­zer ape­nas num sen­ti­do tem à dis­po­si­ção tá­xis pa­ra re­gres­sar ao pon­to de par­ti­da. O per­cur­so no sen­ti­do Arei­nho-Es­piun­ca é o me­nos exi­gen­te a ní­vel fí­si­co. No ca­so de ida e vol­ta, re­co­men­da-se co­me­çar o per­cur­so pe­la Es­piun­ca.

Em se­tem­bro de 2015, um in­cên­dio de gran­des di­men­sões aca­bou por des­truir par­te do pas­sa­di­ço. Após obras de re­mo­de­la­ção, o per- cur­so ga­nhou cer­ca de 500 me­tros pa­ra ca­da la­do e re­a­briu a 15 de fe­ve­rei­ro de 2016, com no­vi­da­des: no sen­ti­do de re­gu­lar os aces­sos, da­da a afluên­cia de vi­si­tan­tes, a en­tra­da pas­sou a cus­tar €1, po­den­do o bi­lhe­te ser com­pra­do on­li­ne, em pas­sa­di­cos­do­pai­va.pt (ao fim de se­ma­na es­tá qua­se sem­pre es­go­ta­do, por is­so de­ve ser com­pra­do com tempo). Arou­quen­ses com car­tão de re­si­den­te e cri­an­ças até 12 anos não pa­gam.

Se­gun­do nú­me­ros da­dos pe­la Câ­ma­ra de Arouca ao me­tro, mais de 123.658 bi­lhe­tes fo­ram emi­ti­dos até ao mo­men­to.

TI­A­GO MAR­TINS

Es­ca­da­ria de ma­dei­ra pa­re­ce che­gar ao céu, num ce­ná­rio de ti­rar o fô­le­go, quer pe­la be­le­za na­tu­ral, quer pe­la exi­gên­cia a ní­vel fí­si­co.

TI­A­GO MAR­TINS

Pa­ra os tu­ris­tas mais aven­tu­rei­ros, há uma pon­te sus­pen­sa so­bre o rio Pai­va.

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