Ro­sa, Eleu­té­rio e Carlos

Metro Portugal (Lisbon) - - LAZER -

A pro­pos­ta de atri­bui­ção do no­me Ro­sa Lo­ba­to Fa­ria a uma ar­té­ria de Lis­boa foi apro­va­da há mais de dois anos pe­la As­sem­bleia Mu­ni­ci­pal de Lis­boa, mas não vai con­cre­ti­zar-se. “São mui­to es­cas­sas as ru­as que exis­tem pa­ra a atri­bui­ção de to­pó­ni­mos”, jus­ti­fi­ca a ve­re­a­do­ra da cul­tu­ra da Câ­ma­ra de Lis­boa. Lem­bra ainda que a es­cri­to­ra já tem uma es­co­la na ci­da­de. A atri­bui­ção de no­mes de per­so­na­li­da­des que se dis­tin­gui­ram na vi­da pú­bli­ca a ru­as é um ato de re­co­nhe­ci­men­to e pa­ra re­gis­to de me­mó­ria. Es­ti­ve en­vol­vi­do em dois no­mes, os qu­ais re­ce­be­ram a ne­ga da CML: do meu pai, Eleu­té­rio Tei­xei­ra, an­ti­fas­cis­ta e de Carlos Cas­tro, jor­na­lis­ta. So­bre o pri­mei­ro, o ar­gu­men­to foi de que já exis­ti­am em Pal­me­la e Almada du­as ru­as com o seu no­me (lo­cais mui­to pró­xi­mos da ca­pi­tal). E no se­gun­do, Ca­ta­ri­na Vaz Pin­to re­pli­cou a ex­pli­ca­ção usa­da pa­ra com a es­cri­to­ra e atriz. Es­tas res­pos­tas até se­ri­am per­ti­nen­tes se não exis­tis­sem inú­me­ras re­pe­ti­ções na ci­da­de a ní­vel de to­pó­ni­mos ou se pos­te­ri­o­res pro­pos­tas de atri­bui­ção a ou­tras per­so­na­li­da­des não ti­ves­sem si­do já con­cre­ti­za­das. Es­tas dis­cri­mi­na­ções e in­jus­ti­ças aos que se no­ta­bi­li­za­ram po­de­ri­am ate­nu­ar-se se os ilus­tres au­tar­cas lis­bo­e­tas vi­vos re­gu­la­men­tas­sem de mo­do a im­pe­dir a re­pe­ti­ção de no­mes em áre­as cir­cun­vi­zi­nhas. Tal­vez as­sim já a Ro­sa, o Eleu­té­rio e o Carlos não fos­sem pre­te­ri­dos. PS: En­tre­tan­to, in­vis­tam em can­tei­ros pa­ra lhes atri­buí­rem os no­mes de Ni­co­lau Brey­ner, Ca­mi­lo de Oli­vei­ra, Nu­no Ro­cha, Fran­cis­co Ni­chol­son e Maria Barroso, por exem­plo. ARISTIDES TEI­XEI­RA

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