Mercado óti­co em Por­tu­gal: os gru­pos,

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O mais re­cen­te es­tu­do “Dis­tri­bui­ção Óti­ca”, le­va­do a ca­bo pe­la con­sul­to­ra In­for­ma D&B, afir­ma que o grau de in­te­gra­ção em ca­dei­as ou gru­pos de com­pra man­te­ve uma ten­dên­cia de cres­ci­men­to con­tí­nuo, de­vi­do à ade­são de ope­ra­do­res in­de­pen­den­tes a gru­pos de com­pra ou à aber­tu­ra de óti­cas de ca­dei­as es­pe­ci­a­li­za­das em re­gi­me de pro­pri­e­da­de ou atra­vés de con­tra­tos de fran­qui­as. Os da­dos são de 2014, mas, ao que tu­do in­di­ca, o pa­no­ra­ma é o mes­mo pa­ra o ano que aca­bou de ter­mi­nar.

As ven­das a re­ta­lho de pro­du­tos óti­cos em Por­tu­gal cres­ce­ram 3,1% en­tre 2013 e 2014, pa­ra os 400 mi­lhões de eu­ros, que­bran­do um ci­clo ne­ga­ti­vo que du­ra­va des­de 2009. Em 2008, o mer­ca­do ti­nha al­can­ça­do um va­lor de 440 mi­lhões de eu­ros. As prin­ci­pais ca­dei­as de pro­du­tos óti­cos re­gis­ta­ram uma fa­tu­ra­ção agre­ga­da de 385 mi­lhões de eu­ros, o que re­pre­sen­ta mais de 95% do to­tal do mer­ca­do. As óti­cas in­de­pen­den­tes fa­tu­ra­ram me­nos de 20 mi­lhões de eu­ros. A cur­to e mé­dio pra­zo, a In­for­ma D& B es­ti­ma que se man­te­nha es­ta ten­dên­cia de cres­ci­men­to, pre­ven­do uma fa­tu­ra­ção de 410 mi­lhões de eu­ros pa­ra 2015 e de 425 mi­lhões pa­ra 2016. Em maio des­te ano ope­ra­vam em Por­tu­gal 1.575 es­ta­be­le­ci­men­tos des­te se­tor, 45% dos quais nos dis­tri­tos de Lis­boa (335), Por­to (230) e Se­tú­bal (140). A di­fi­cul­da­de de fi­nan­ci­a­men­to pa­ra aber­tu­ra de no­vas lo­jas con­du­ziu al­gu­mas das gran­des em­pre­sas na aqui­si­ção de óti­cas in­de­pen­den­tes já es­ta­be­le­ci­das e bem lo­ca­li­za­das. Nos úl­ti­mos anos, re­for­çou-se a con­cen­tra­ção das ven­das nas prin­ci­pais em­pre­sas e, em me­a­dos de 2015, as ven­das dos es­ta­be­le­ci­men­tos li­ga­dos às gran­des ca­dei­as re­pre­sen­ta­vam mais de 90% do to­tal do mer­ca­do. As cin­co prin­ci­pais ca­dei­as re­pre­sen­ta­ram uma quo­ta de mer­ca­do de 63% em 2014, re­gis­to que so­be pa­ra 82% se con­si­de­rar­mos as 10 mai­o­res..

Os gru­pos, um a um

O mer­ca­do da óti­ca tem vin­do a so­frer al­gu­mas re­vi­ra­vol­tas nes­tes úl­ti­mos anos. Uma de­las es­tá re­la­ci­o­na­da com a cen­tra­li­za­ção do po­der, atra­vés da con­cen­tra­ção de óti­cas em gran­des gru­pos. Nes­te ar­ti­go, va­mos fo­car-nos em 14 dos gru­pos de óti­ca que atu­am em Por­tu­gal.

Alain Af­fle­lou

A pri­mei­ra lo­ja Alain Af­fle­lou em Por­tu­gal inau­gu­rou em abril de 2008. Atu­al­men­te, o gru­po fran­cês con­ta com 26 lo­jas no nos­so país, num to­tal de 2.300 m2, cer­ca de 100 co­la­bo­ra­do­res e te­ve uma fa­tu­ra­ção em 2014 de 5,3 mi­lhões de eu­ros. A ní­vel mun­di­al, o gru­po tem já mais de 1.300 pon­tos de ven­da es­pa­lha­dos por 12 paí­ses, com mais de 4.500 fun­ci­o­ná­ri­os e uma fa­tu­ra­ção de 950 mi­lhões de eu­ros no mes­mo ano. A apos­ta des­te gru­po no nos­so país pas­sa por in­ves­tir na pró­pria es­tru­tu­ra di­re­ti­va da em­pre­sa em Por­tu­gal, no de­sen­vol­vi­men­to da mar­ca e das su­as lo­jas pró­pri­as e re­de de

fran­qui­a­dos, não es­tan­do ex­cluí­da a aqui­si­ção ou a ce­le­bra­ção de par­ce­ri­as es­tra­té­gi­cas com ou­tros gru­pos óti­cos. “Nos pró­xi­mos 24 me­ses, a Alain Af­fle­lou pre­vê ter 100 lo­jas em fun­ci­o­na­men­to e a cri­a­ção de cer­ca de 400 no­vos pos­tos de tra­ba­lho di­re­tos/in­di­re­tos. Em maio de 2015 ini­ci­ou-se o pro­ces­so de com­pra de par­ti­ci­pa­ção no gru­po óti­co por­tu­guês Op­ti­vi­são. O gru­po tem vin­do a ne­go­ci­ar a com­pra de par­ti­ci­pa­ções com vá­ri­os aci­o­nis­tas e con­ta atu­al­men­te com 30% da ca­deia Op­ti­vi­são. “Não te­mos pres­sa em che­gar a uma quo­ta su­pe­ri­or a me­ta­de do ca­pi­tal, é um pro­ces­so de com­pra pro­gres­si­va. Es­ta­mos dis­pos­tos a ad­qui­rir, mas com tem­po, não te­mos de­fi­ni­do um li­mi­te pa­ra o mon­tan­te a in­ves­tir nes­ta ca­deia. Pre­ten­de-se que es­ta ope­ra­ção se­ja uma com­pra ami­gá­vel”, re­fe­riu Fré­dé­ric Poux, o pre­si­den­te da Alain Af­fle­lou. Já em ju­lho, o gru­po ad­qui­riu a mar­ca Op­ti­cal Dis­count. Com es­ta ope­ra­ção o gru­po Alain Af­fle­lou pros­se­gue a sua mis­são de ex­pan­dir a ofer­ta a to­dos os con­su­mi­do­res, apre­sen­tan­do ago­ra du­as mar­cas dis­tin­tas: uma “pre­mium” com a Alain Af­fle­lou e uma ou­tra “low- cost”, com a Op­ti­cal Dis­count”.

CE­COP

A CE­COP, gru­po óti­co in­ter­na­ci­o­nal, es­tá pre­sen­te em se­te paí­ses com mais de 3.000 óti­cas as­so­ci­a­das em to­do o mun­do. É a es­tru­tu­ra mais com­ple­ta de ser­vi­ços es­pe­ci­a­li­za­dos nas ne­ce­si­da­des e exi­gên­ci­as dos pro­fis­si­o­nais pre­sen­tes nas óti­cas in­de­pen­den­tes”. Uma fór­mu­la de êxi­to que fun­ci­o­na em dois as­pe­tos prin­ci­pais: por um la­do, o de­sen­vol­vi­men­to de uma fi­lo­so­fia, que é di­re­ci­o­na­da na pro­cu­ra das so­lu­ções mais ade­qua­das às ne­ces­si­da­des do pro­fis­si­o­nal óti­co, res­pei­tan­do na re­a­li­da­de a sua in­de­pen­dên­cia e li­ber­da­de de ges­tão; e, por ou­tro la­do, atra­vés da ex­pe­ri­ên­cia do gru­po con­ver­teu-se no me­lhor par­cei­ro pa­ra o óti­co, tan­to na ho­ra de ne­go­ci­ar as su­as com­pras com os for­ne­ce­do­res, no de­sen­vol­vi­men­to da sua for­ma­ção em­pre­sa­ri­al, as­sim co­mo no mo­men­to da ven­da”. Se­gun­do Ber­nahard van Om­men, In­ter­na­ti­o­nal Bu­si­ness De­ve­lop­ment de Por­tu­gal, “ve­ri­fi­cá­mos um li­gei­ro cres­ci­men­to em 2014 em Por­tu­gal. O ‘sell out’ do gru­po (as­so­ci­a­dos) te­ve um vo­lu­me de 16 mi­lhões de eu­ros”. Com um

to­tal de 120 óti­cas in­de­pen­den­tes (com 80 m2 ca­da), o gru­po am­bi­ci­o­na au­men­tar o nú­me­ro de as­so­ci­a­dos e o in­ves­ti­men­to de mar­ke­ting no pon­to de ven­da. Além de re­for­çar a fi­de­li­za­ção do cli­en­te fi­nal.

Ci­o­ne

A Ci­o­ne foi fun­da­da co­mo co­o­pe­ra­ti­va de ser­vi­ços em Ma­drid, no ano de 1973, e tem co­mo di­re­tor co­mer­ci­al Jo­sé Luis Es­te­vez. A par­tir da sua es­tru­tu­ra ini­ci­al de cen­tral de com­pras, evo­luiu até se trans­for­mar no gru­po de ser­vi­ços in­te­grais de que atu­al­men­te usu­fru­em os seus 1.000 só­ci­os/1.200 lo­jas em Es­pa­nha, e 71 óti­cas em Por­tu­gal (en­tre só­ci­os e cli­en­tes), num to­tal de 4.970 m2. As su­as ins­ta­la­ções pró­pri­as, de 1.500 m2, ava­li­a­das em mais de qua­tro mi­lhões de eu­ros, con­tam com um ar­ma­zém ro­bo­ti­za­do, es­cri­tó­ri­os, ser­vi­ço de aten­ção ao só­cio, es­pa­ço de for­ma­ção, ofi­ci­na de mon­ta­gem e re­pa­ra­ções, e uma am­pla ofer­ta de ser­vi­ços e pro­du­tos. Com os seus 42 anos de exis­tên­cia (que a tor­nam o gru­po de com­pras mais lon­ge­vo de Es­pa­nha) e uma im­pe­cá­vel tra­je­tó­ria de ri­gor e es­cru­pu­lo­so res­pei­to pe­la per­so­na­li­da­de de ca­da só­cio, a Ci­o­ne en­con­tra-se na van­guar­da dos agru­pa­men­tos de óti­cas in­de­pen­den­tes, com uma quo­ta de mer­ca­do em Es­pa­nha de qua­se 15%. Pa­ra os pró­xi­mos tem­pos, o gru­po pre­vê: o cres­ci­men­to de as­so­ci­a­dos; o au­men­to dos pon­tos de ven­da com po­ten­ci­al de com­pra; con­ti­nu­ar com a po­lí­ti­ca de me­lho­res con­di­ções/pre­ços pa­ra os só­ci­os; de­sen­vol­ver acor­dos com as se­gu­ra­do­ras; tor­nar os só­ci­os mais com­pe­ti­ti­vos em pro­du­tos e ser­vi­ços; apos­tar na for­ma­ção; e adap­tar to­da a es­tra­té­gia da Ci­o­ne ao mer­ca­do por­tu­guês.

Er­go­vi­são

Es­te gru­po re­mon­ta a 1995, com ori­gens na ci­da­de de Vi­seu, mas só em 2002 se apre­sen­tou ao mer­ca­do com a mar­ca Er­go­vi­são. “A nos­sa es­tra­té­gia irá no sen­ti­do opos­to ao da mai­o­ria dos Gru­pos, que es­tão a se­guir o ca­mi­nho de bai­xar o pre­ço dos pro­du­tos, es­que­cen­do-se que a mar­gem co­mer­ci­al que se li­ber­ta tem efei­to na qua­li­da­de dos ser­vi­ços que pres­ta­mos. Ven­den­do a um va­lor bai­xo e man­ten­do a qua­li­da­de dos pro­du­tos, não va­mos li­ber­tar

mar­gem pa­ra con­tra­tar bons pro­fis­si­o­nais e is­so re­fle­te-se na qua­li­da­de do ser­vi­ço. Nes­te se­tor, que se de­fi­ne por co­mér­cio es­pe­ci­a­li­za­do, a qua­li­da­de dos pro­fis­si­o­nais é mui­to im­por­tan­te, pois au­men­ta os ní­veis de con­fi­an­ça no con­su­mi­dor. Es­ta­mos a fa­lar de saú­de, em que o pre­ço é im­por­tan­te mas não é de­ter­mi­nan­te no mo­men­to em que o con­su­mi­dor faz a es­co­lha. Va­mos apos­tar nos pro­fis­si­o­nais, no pro­du­to, na tec­no­lo­gia e, es­pe­ci­al­men­te, en­con­trar so­lu­ções de me­lho­ria pa­ra os nos­sos pro­ces­sos de tra­ba­lho pa­ra uma me­lhor e mai­or ofer­ta ao cli­en­te. Qu­e­re­mo-nos dis­tin­guir, pe­la apre­sen­ta­ção de so­lu­ções ino­va­do­ras, com cam­pa­nhas di­fe­ren­ci­a­do­ras, ser­vi­ços ex­clu­si­vos, en­tre ou­tros”, ex­pli­cou Emí­dio Ro­dri­gues, o di­re­tor da Er­go­vi­são. Em 2014, o gru­po fa­tu­rou um to­tal de 5,65 mi­lhões de eu­ros, to­ta­li­zan­do 31 pon­tos de ven­da com um a mé­dia de 100 m2 ca­da uma, sen­do que se des­ta­cam a lo­ja da Ave­ni­da dos Ali­a­dos, no Por­to, pe­los 700 m2, e a da Rua Ale­xan­dre Her­cu­la­no, em Vi­seu, com 500 m2.

GrandVi­si­on

O gru­po GrandVi­si­on Por­tu­gal, cu­jo CEO é Rui Bor­ges, de­tém as mar­cas Mul­tiOp­ti­cas, GrandOp­ti­cal e So­la­ris. “A Mul­tiOp­ti­cas é a nos­sa mar­ca flag ship, uma mar­ca que es­tá pre­sen­te há 27 anos no mer­ca­do por­tu­guês e que es­tá na gé­ne­se da pre­sen­ça do gru­po em Por­tu­gal. Lí­der de mer­ca­do e com mui­ta no­to­ri­e­da­de, na or­dem dos 97% e um top of mind de 60%, a Mul­tiOp­ti­cas - com 193 óti­cas - é a mar­ca de re­fe­rên­cia e de con­fi­an­ça dos por­tu­gue­ses no ne­gó­cio da óti­ca e a es­co­lha dos con­su­mi­do­res de óti­ca. Qu­an­to à mar­ca GrandOp­ti­cal, par­te do gru­po des­de 2006 e que con­ta atu­al­men­te com 6 lo­jas pró­pri­as em ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal, tem um tar­get mui­to es­pe­cí­fi­co, con­si­de­ra­do co­mo um po­si­ci­o­na­men­to pre­mium. “Sa­li­en­ta­mos que es­ta é a úni­ca óti­ca em Por­tu­gal que dis­po­ni­bi­li­za o fa­bri­co de len­tes num la­bo­ra­tó­rio pró­prio no in­te­ri­or da lo­ja, pro­vi­do de tec­no­lo­gia de úl­ti­ma ge­ra­ção”. A So­la­ris en­trou em ja­nei­ro de 2014 pa­ra a ges­tão do gru­po em Por­tu­gal. “É a óti­ca es­pe­ci­a­lis­ta em ócu­los de sol e, por is­so, apre­sen­ta um con­cei­to di­fe­ren­ci­a­dor em eyewe­ar, com pro­fis­si­o­nais cer­ti­fi­ca­dos pa­ra es­ta área. Atu­al­men­te so­ma­mos 6 lo­jas em ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal e pers­pe­ti­va­mos cres­ci­men­to”. A área mé­dia de uma lo­ja Mul­tiOp­ti­cas é de 80/120 m2. Se mul­ti­pli­car­mos es­te va­lor

pe­lo nú­me­ro to­tal de lo­jas que exis­te em to­do o país, a área to­tal irá ron­dar os 20.000 m2. Re­la­ti­va­men­te à GrandOp­ti­cal, fa­la­mos de áre­as en­tre os 150 e os 250 m2, com in­ves­ti­men­tos su­pe­ri­o­res aos de uma lo­ja Mul­tiOp­ti­cas. A área atu­al ocu­pa­da pe­la GrandOp­ti­cal é de cer­ca de 1.200 m2 sen­do a da So­la­ris à vol­ta de 250 m2 no to­tal. “2014 foi um ano ani­ma­dor pa­ra as nos­sas mar­cas em Por­tu­gal em to­das as ca­te­go­ri­as de pro­du­to. Al­go que foi for­te­men­te con­fir­ma­do em 2015, com ex­ce­len­tes re­sul­ta­dos nas nos­sas três ca­dei­as de lo­jas. Em 2016 ce­le­bra­mos 28 anos e a nos­sa mis­são não mu­da: pre­ten­de­mos con­ti­nu­ar a res­pon­der às atu­ais ne­ces­si­da­des dos por­tu­gue­ses, adap­tan­do-nos e, so­bre­tu­do, an­te­ci­pan­do-nos às no­vas ten­dên­ci­as do mer­ca­do, pro­por­ci­o­nan­do sem­pre ser­vi­ços de ele­va­da qua­li­da­de a pre­ços jus­tos”.

Gru­po Con­se­lhei­ros da Vi­são - GCV

Os óti­cos que fun­da­ram o Gru­po Con­se­lhei­ros da Vi­são, em abril de 1989, “es­ta­vam bem cons­ci­en­tes do va­lor acres­cen­ta­do e do es­pí­ri­to hu­ma­nis­ta que uma co­o­pe­ra­ti­va en­cer­ra. Em vir­tu­de de tal fac­to, op­ta­ram por se unir em pro­je­tos for­ma­ti­vos mais am­bi­ci­o­sos, mais so­li­dá­ri­os e mais ino­va­do­res, com uma di­nâ­mi­ca e ca­pa­ci­da­de de in­ter­ven­ção na so­ci­e­da­de di­fe­ren­ci­a­da”.

Quem o diz é Ra­fa­el Cla­ro da Sil­va, atu­al pre­si­den­te do Gru­po Con­se­lhei­ros da Vi­são. Tra­ta-se de uma fi­lo­so­fia que man­têm após 26 anos de exis­tên­cia, con­cre­ti­zan­do ações so­li­dá­ri­as ca­da vez mais abran­gen­tes, quer na área da saú­de ocu­lar, quer em ques­tões de saú­de ge­ral, no­me­a­da­men­te no apoio a po­lí­ti­cas de sen­si­bi­li­za­ção pa­ra a pre­ven­ção do can­cro da ma­ma. Na al­tu­ra da sua fun­da­ção, “o gru­po mais an­ti­go de ca­pi­tal ex­clu­si­va­men­te por­tu­guês exis­ten­te em Por­tu­gal era li­de­ra­do por Car­los Lo­pes Pe­rei­ra”. Ho­je são mais de 197 óti­cas em to­do o país, com uma mé­dia de 100 m2 por lo­ja. Pa­ra 2016, as óti­cas Con­se­lhei­ros da Vi­são que­rem man­ter a sua veia so­li­dá­ria e a in­de­pen­dên­cia de ges­tão, nu­ma ga­ran­tia de com­pe­ti­ti­vi­da­de, per­mi­tin­do de­sen­vol­ver a sus­ten­ta­bi­li­da­de do ne­gó­cio e me­lho­ran­do de for­ma cons­tan­te os ele­va­dos pa­drões de qua­li­da­de exis­ten­tes nos ser­vi­ços es­pe­ci­a­li­za­dos em saú­de ocu­lar pres­ta­dos pe­los óti­cos.

Gru­pó­ti­co

O Gru­pó­ti­co nas­ceu a 28 de maio de 1986, na Pó­voa de Var­zim. Cin­co ami­gos, óti­cos e op­to­me­tris­tas, to­dos eles com óti­cas na zo­na nor­te do país, de­ci­di­ram unir-se pa­ra cri­ar uma mar­ca, im­por­tar in­síg­ni­as ex­clu­si­vas e cons­ti­tuir uma cen­tral de com­pras. A pri­mei­ra lo­ja do Gru­pó­ti­co foi as­sim inau­gu­ra­da em 1987, no nor­te do país e, em 2011, deu-se a en­tra­da do gru­po em Lis­boa, com a aqui­si­ção do Ocu­lis­ta Cris­tal de Ou­ro. Atu­al­men­te, o Gru­pó­ti­co de­tém 44 óti­cas as­so­ci­a­das, sen­do que a área mé­dia de ca­da uma das lo­jas pró­pri­as é de 98 m2. “A es­tra­té­gia do Gru­pó­ti­co pas­sa por man­ter a apos­ta num po­si­ci­o­na­men­to ba­se­a­do na qua­li­da­de do ser­vi­ço, na va­ri­e­da­de da ofer­ta e na es­pe­ci­a­li­za­ção em ter­mos de ser­vi­ços op­to­mé­tri­cos. Es­tão pre­vis­tos in­ves­ti­men­tos em ter­mos de atu­a­li­za­ção dos pon­tos de ven­da, as­sim co­mo em ter­mos de pla­ta­for­mas on­li­ne, sem­pre ten­do co­mo ob­je­ti­vo uma mai­or apro­xi­ma­ção ao nos­so cli­en­te. Em re­la­ção ao cres­ci­men­to do gru­po, a apos­ta con­ti­nu­a­rá a su­por­tar-se em dois pi­la­res: um via fran­chi­sing e ou­tro via lo­jas pró­pri­as, sen­do que nes­te ca­so pri­vi­le­gi­a­mos o cres­ci­men­to via aqui­si­ção”, as­su­miu Hel­der Oli­vei­ra, o di­re­tor ge­ral do Gru­pó­ti­co.

Ins­ti­tu­top­ti­co

Foi cons­ti­tuí­do em 1989, por ini­ci­a­ti­va de um con­jun­to de 50 óti­cos por­tu­gue­ses, e con­ta atu­al­men­te com 176 óti­cas de nor­te a sul do país, in­cluin­do os Aço­res. A área mé­dia de ca­da pon­to de ven­da do Ins­ti­tu­top­ti­co é de 85 m2, sen­do que a área to­tal de to­das

as óti­cas ron­da os 14.850 m2. Em ter­mos de vo­lu­me de ven­das, o Ins­ti­tu­top­ti­co fe­chou 2015 com um cres­ci­men­to de cer­ca de 5% fa­ce ao ano an­te­ri­or. “Es­te cres­ci­men­to re­sul­ta da afir­ma­ção do Ins­ti­tu­top­ti­co en­quan­to gru­po na­ci­o­nal de óti­cos que de­fen­de a qua­li­da­de dos ser­vi­ços e dos pro­du­tos que co­lo­ca à dis­po­si­ção de quem nos pro­cu­ra”. Tra­ta-se do úni­co gru­po 100% na­ci­o­nal a ope­rar em Por­tu­gal co­mo uma so­ci­e­da­de por quo­tas, em que ca­da só­cio é par­te ati­va e in­te­gran­te de ca­da pla­no de ação tra­ça­do.“O Ins­ti­tu­top­ti­co vi­ve um mo­men­to mui­to fa­vo­rá­vel. A con­fi­an­ça no seu po­si­ci­o­na­men­to e nas res­pos­tas que apre­sen­tam ao mer­ca­do abre pers­pe­ti­vas mui­to po­si­ti­vas. Pa­ra o ano de 2016, te­mos ob­je­ti­vos cla­ros de cres­ci­men­to. Da­re­mos con­ti­nui­da­de às ru­bri­cas de in­ves­ti­men­to do ano an­te­ri­or, com au­men­to do in­ves­ti­men­to em pu­bli­ci­da­de e co­mu­ni­ca­ção na or­dem dos 25%”, as­su­me a no­va ge­rên­cia do gru­po cons­ti­tuí­da por Ve­ra Ve­lo­sa, Luís Góis e Pau­lo Ar­rom­ba.

Mais Op­ti­ca / Ge­ne­ral Op­ti­ca

A Mais Op­ti­ca fun­dou a sua pri­mei­ra óti­ca em 1955, em Bar­ce­lo­na. Em 1998, cons­ti­tui-se a Mais Op­ti­ca In­ter­na­ci­o­nal e daí re­sul­tou a cri­a­ção da mar­ca Mais Op­ti­ca pa­ra o mer­ca­do por­tu­guês. Com uma fa­tu­ra­ção de 12 mi­lhões

de eu­ros no nos­so país, em 2014, a re­de de lo­jas Mais Op­ti­ca é com­pos­ta por 24 pon­tos de ven­das (18 lo­jas pró­pri­as e 6 em re­gi­me de fran­chi­sing). As lo­jas Mais Op­ti­ca têm uma área mé­dia de 160 m2, sen­do que o con­jun­to da re­de ocu­pa apro­xi­ma­da­men­te 4000 m2. São, por­tan­to, lo­jas es­pa­ço­sas, di­vi­das en­tre am­plas áre­as de ex­po­si­ção e ga­bi­ne­tes de op­to­me­tria e au­di­o­lo­gia. “A nos­sa es­tra­té­gia em Por­tu­gal tem co­mo ob­je­ti­vo ser uma ca­deia de re­fe­rên­cia no se­tor, quer em ter­mos quan­ti­ta­ti­vos, quer qua­li­ta­ti­vos. Pa­ra is­so, con­ta­mos com os me­lho­res pro­fis­si­o­nais, que ga­ran­tem a sa­tis­fa­ção das ne­ces­si­da­des téc­ni­cas e es­té­ti­cas dos nos­sos cli­en­tes, ali­a­do a um am­pla va­ri­e­da­de de ex­po­si­ção, bem co­mo o me­lhor pla­no de ga­ran­ti­as e ten­tan­do sem­pre con­se­guir a me­lhor re­la­ção qua­li­da­de/ pre­ço. Os nos­sos pla­nos de cres­ci­men­to vi­sam a aber­tu­ra se­le­ti­va em lo­cais pre­vi­a­men­te de­fi­ni­dos, bem co­mo a aber­tu­ra de no­vos ga­bi­ne­tes de au­di­o­lo­gia em al­gu­mas das lo­jas já exis­ten­tes”, afir­mou Luís Co­e­lho, ma­na­ger da Mais Op­ti­ca/Ge­ne­ral Op­ti­ca pa­ra Por­tu­gal.

Na­ci­o­nal Óp­ti­ca

A Na­ci­o­nal Óp­ti­ca, na pes­soa do seu di­re­tor ge­ral - Rui Tei­xei­ra, trans­por­tou pa­ra o mo­de­lo de ne­gó­cio “a es­sên­cia re­la­ci­o­nal da ma­gia das óti­cas”. Co­nhe­ce­dor do mer­ca­do e em­pre­en­de­dor por na­tu­re­za, o res­pon­sá­vel lan­çou em maio de 2013 a mar­ca Na­ci­o­nal Óp­ti­ca. Abriu a pri­mei­ra lo­ja na zo­na da Gran­de Lis­boa, Al­gés, e atu­al­men­te a re­de de fran­chi­sing já es­tá dis­tri­buí­da por 13 lo­jas (com uma mé­dia de 75 m2 ca­da). Até ao fi­nal de 2016 ten­ci­o­nam che­gar às 25. “O re­la­ci­o­na­men­to en­tre a Na­ci­o­nal Óp­ti­ca e os seus fran­chi­sa­dos e par­cei­ros é em to­do idên­ti­co ao do ho­mem, em que os seus va­lo­res as­sen­tam na sa­tis­fa­ção e ne­ces­si­da­des dos cli­en­tes, ho­nes­ti­da­de co­mer­ci­al, co­mu­ni­ca­ção cla­ra e aces­sí­vel, ex­ce­lên­cia no ser­vi­ço e sem­pre fo­cus no cli­en­te”. Rui Tei­xei­ra afir­ma ain­da que “o nos­so mo­de­lo de ne­gó­cio as­sen­ta em dois con­cei­tos dis­tin­tos: o mo­de­lo tra­di­ci­o­nal de fran­chi­sing e o de par­ce­ria. No mo­de­lo fran­chi­sing, os em­pre­sá­ri­os têm um for­te en­vol­vi­men­to com a mar­ca e o re­co­nhe­ci­men­to que o nos­so sis­te­ma tem a ní­vel na­ci­o­nal. O mo­de­lo de par­ce­ria as­sen­ta no mo­de­lo co­o­pe­ra­ti­vo e de com­pras em gru­po e vo­lu­me”.

Op­ti­ca­lia

O gru­po Op­ti­ca­lia nas­ceu em mar­ço de 2008, em Es­pa­nha, pe­la mão de Jo­sé Luís Car­cel­ler, cri­a­dor e ex- de­ten­tor da mar­ca Mul­tiOp­ti­cas. A en­tra­da em Por­tu­gal sur­ge em no­vem­bro de 2012. “Quan­do nos apre­sen­tá­mos ao mer­ca­do, os cé­ti­cos ques­ti­o­na­vam se ha­via es­pa­ço pa­ra mais um gru­po em Por­tu­gal. Pas­sa­do es­te tem­po, so­mos a pro­va vi­va de que não só ha­via es­pa­ço, co­mo foi pos­sí­vel al­can­çar a li­de­ran­ça em óti­cas as­so­ci­a­das

no nos­so seg­men­to, de­vi­do à nos­sa pro­pos­ta co­e­ren­te e trans­pa­ren­te. E o fac­to de ter­mos elei­to a mo­da co­mo fa­tor di­fe­ren­ci­a­dor nas nos­sas co­mu­ni­ca­ções obri­gou o mer­ca­do a re­po­si­ci­o­nar-se, afir­mou An­tó­nio Al­ves, di­re­tor-ge­ral da Op­ti­ca­lia Por­tu­gal. “2014 foi um ano es­pe­ta­cu­lar pa­ra a Op­ti­ca­lia, pois o vo­lu­me de fa­tu­ra­ção foi de 3 mi­lhões de eu­ros e ti­ve­mos um cres­ci­men­to su­pe­ri­or a 15%, num ano que foi de for­te con­tra­ção pa­ra o se­tor”. Até ao fi­nal de 2015, a Op­ti­ca­lia che­gou aos 203 pon­tos de ven­da (33 mi­lhões de vo­lu­me de fa­tu­ra­ção), com mais de 20.000 m2 no to­tal das óti­cas (uma mé­dia de 80 m2 por lo­ja). “No fu­tu­ro, te­mos que con­ti­nu­ar com a nos­sa es­tra­té­gia de co­mu­ni­ca­ção, que es­tá a ser mui­to bem en­ten­di­da pe­lo pú­bli­co e nos es­tá a tra­zer um re­tor­no ex­ce­ci­o­nal, quer no nú­me­ro de as­so­ci­a­dos, quer no au­men­to do nú­me­ro de cli­en­tes. Os nú­me­ros al­can­ça­dos vi­e­ram-nos pro­var que es­ta­mos na es­tra­té­gia cer­ta e que te­mos que con­ti­nu­ar a tra­ba­lhar, a au­men­tar o nú­me­ro de pon­tos de ven­da e a tra­zer no­vi­da­de e mo­da a bom pre­ço pa­ra o mer­ca­do”.

Óp­ti­cas Por­tu­gal

A pri­mei­ra lo­ja com a de­sig­na­ção Óp­ti­cas Por­tu­gal abriu em 2013. Com raiz por­tu­gue­sa, o gru­po con­ta atu­al­men­te com se­tes lo­jas e

com 12 co­la­bo­ra­do­res. A área mé­dia de ca­da pon­to de ven­da ron­da os 98.57 m2, per­fa­zen­do um to­tal de 690 m2. Rui Pas­sa­ri­nho, o res­pon­sá­vel pe­lo gru­po, con­tou-nos que “to­das as lo­jas Óp­ti­cas Por­tu­gal são in­de­pen­den­tes nas com­pras e na ad­mi­nis­tra­ção. O gru­po apos­ta no de­sen­vol­vi­men­to da mar­ca atra­vés da for­ma­ção dos co­la­bo­ra­do­res e na ex­ce­lên­cia da qua­li­da­de dos ser­vi­ços, tais co­mo te­ra­pêu­ti­cas ino­va­do­ras no con­tro­lo da mi­o­pia e te­ra­pi­as vi­su­ais es­pe­ci­al­men­te na área pe­diá­tri­ca”.

Op­ti­cen­ter

A Op­ti­cen­ter nas­ceu co­mo em­pre­sa fa­mi­li­ar em 2002, na ci­da­de do Por­to. Ho­je, con­ta com uma re­de de 25 es­ta­be­le­ci­men­tos (com uma área to­tal de 3000 m2) e con­ti­nua a sua ex­pan­são, es­tan­do se­di­a­da atu­al­men­te em San­to Tir­so, on­de ocu­pa um edi­fí­cio de cin­co pi­sos no cen­tro da ci­da­de e um cen­tro lo­gís­ti­co e de pro­du­ção com mais de 1.500 m2 na mes­ma ci­da­de. Con­fi­gu­ra­da pe­lo ne­gó­cio de pro­xi­mi­da­de e com uma po­lí­ti­ca de pre­ços ajus­ta­dos à con­jun­tu­ra de mer­ca­do, sen­do o seu slo­gan “Ócu­los ao pre­ço cer­to”, pri­vi­le­gia as mar­cas pró­pri­as e uma fi­lo­so­fia de ex­ce­lên­cia no pre­ço, ser­vi­ço, qua­li­da­de e aten­di­men­to. É com es­ta fi­lo­so­fia que a Op­ti­cen­ter se afir­ma no mer­ca­do e, quan­do to­dos di­zi­am que já não ha­via es­pa­ço pa­ra no­vos ope­ra­do­res ou con­cei­tos, a Op­ti­cen­ter re­ve­lou-se um ver­da­dei­ro “ca­se study”, pe­lo seu su­ces­so de cres­ci­men­to e vo­lu­me de fa­tu­ra­ção, que mo­ti­vou, por ou­tro la­do, vá­ri­os ope­ra­do­res de re­fe­rên­cia do mer­ca­do a ade­ri­rem ao fran­chi­sing da Op­ti­cen­ter, co­mo pa­ra­le­lo ao seu con­cei­to tra­di­ci­o­nal. Rui Sil­va, pro­pri­e­tá­rio da mar­ca e CEO do Gru­po, afir­ma que a Op­ti­cen­ter vai con­ti­nu­ar a sua apos­ta no mer­ca­do de pro­xi­mi­da­de e pre­ten­de le­var a pre­sen­ça do gru­po às prin­ci­pais ci­da­des do país num cur­to es­pa­ço de tem­po. Com uma fa­tu­ra­ção na or­dem dos 10 mi­lhões de eu­ros em 2014, o pla­no de ex­pan­são pa­ra 2016 pre­vê o con­tí­nuo in­ves­ti­men­to, com a aber­tu­ra de mais 25 es­ta­be­le­ci­men­tos, en­tre lo­jas pró­pri­as e fran­chi­sa­das.

Op­ti­vi­são

O Gru­po Op­ti­vi­são é o mai­or gru­po por­tu­guês de óti­ca em re­gi­me de fran­quia e es­pe­ci­a­li­za­se na co­mer­ci­a­li­za­ção de to­do o ma­te­ri­al óti­co e op­to­mé­tri­co. Com uma re­de com mais de 270 lo­jas, a mar­ca en­con­tra-se no mer­ca­do por­tu­guês des­de 1989, ga­ran­tin­do aos seus cli­en­tes uma co­ber­tu­ra em to­do o ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal. A área mé­dia de ca­da pon­to de ven­da si­tua-se nos 80 m2. Fa­ce ao nú­me­ro de lo­jas, que com­pre­en­di­am o gru­po em 2014, a área co­mer­ci­al to­tal do Gru­po Op­ti­vi­são é su­pe­ri­or a 21.000 m2. Em 2014, o vo­lu­me de

fa­tu­ra­ção da Op­ti­vi­são SA ci­frou-se na ca­sa dos 7,3 mi­lhões de eu­ros (va­lor re­fe­ren­te ape­nas à em­pre­sa e às su­as 12 lo­jas). Em 2015, e no que se re­fe­re a pro­vei­tos, o gru­po con­ti­nu­ou a re­gis­tar um cres­ci­men­to - 23% aci­ma do re­gis­ta­do em 2014 - e a ser uma mar­ca de re­fe­rên­cia no pa­no­ra­ma na­ci­o­nal. Qu­an­to aos pro­du­tos co­mer­ci­a­li­za­dos e ao ser­vi­ço ofe­re­ci­do, a Op­ti­vi­são or­gu­lha-se do po­si­ci­o­na­men­to que tem e pro­vou con­ti­nu­ar a in­ves­tir em pro­du­tos ex­clu­si­vos, co­mo as mar­cas Moss, O’neill e Cop­pe & Sid. Co­mo re­fe­riu Ma­ria Ade­lai­de Pe­ne­do, a res­pon­sá­vel pe­lo gru­po, “a Op­ti­vi­são vai con­ti­nu­ar a ex­pan­dir as lo­jas em re­gi­me de fran­quia e a de­sen­vol­ver to­das as fer­ra­men­tas de apoio e de­sen­vol­vi­men­to de ne­gó­cio aos seus fran­qui­a­dos, co­mo se­ja es­ta­be­le­cer acor­dos com os seus for­ne­ce­do­res de ar­ti­gos, re­for­çar o re­la­ci­o­na­men­to com em­pre­sas de ser­vi­ço, que cul­mi­nam em con­di­ções par­ti­cu­la­res pa­ra os fran­qui­a­dos e a co­mer­ci­a­li­zar pro­du­tos ex­clu­si­vos e de qua­li­da­de”.

Os ou­tros gru­pos

Fo­ram tam­bém con­tac­ta­dos ou­tros gru­pos de óti­ca que não di­vul­ga­ram os seus da­dos, no­me­a­da­men­te o Gru­po Óp­ti­co OMB e a Ex­cel­lent Op­ti­ca. Mais, a Na­tu­ral Op­tics não achou per­ti­nen­te par­ti­ci­par nes­te ar­ti­go por as­su­mir-se co­mo o mais re­cen­te pro­je­to de óti­ca em Por­tu­gal. Ini­ci­ou a sua ati­vi­da­de em se­tem­bro de 2015 e não tem vo­lu­me de ne­gó­ci­os nem lo­jas apor­ta­das à mar­ca em 2014.

E as óti­cas de hi­per­mer­ca­do?

Não po­de­mos es­que­cer, no en­tan­to, o apa­re­ci­men­to de no­vos ope­ra­do­res no mer­ca­do, a par dos gru­pos já men­ci­o­na­dos. Fa­la­mos do ca­so da Well’s (So­nae), da Óp­ti­ca Jum­bo (Gru­po Au­chan) e da Óp­ti­ca Gal­lery (El Cor­te In­glés). De acor­do com in­for­ma­ção dis­po­ni­bi­li­za­da no mais re­cen­te li­vro so­bre o se­tor, Ócu­lOs, a Well’s tem 123 lo­jas em Por­tu­gal, 53 das quais com óti­ca, lo­ca­li­za­das mai­o­ri­ta­ri­a­men­te jun­to aos hi­per­mer­ca­dos Con­ti­nen­te; a Óp­ti­ca Jum­bo pos­sui se­te lo­jas; e o El Cor­te In­glés so­ma du­as lo­jas de óti­ca. Vêm de áre­as de mer­ca­dos mui­to mais or­ga­ni­za­dos e que, ago­ra, tam­bém se lan­çam em mer­ca­dos es­pe­ci­a­li­za­dos, co­mo é o ca­so da óti­ca. Es­te pro­ces­so de con­cen­tra­ção vai con­ti­nu­ar e vai no­tar-se ca­da vez mais nos pró­xi­mos tem­pos. E o mer­ca­do vai as­su­mir uma seg­men­ta­ção qua­se que de uma for­ma na­tu­ral. Ou se­ja, de um la­do, um con­jun­to de óti­cos com um po­si­ci­o­na­men­to sus­ten­ta­do no pre­ço e, do ou­tro, um con­jun­to de óti­cos com o po­si­ci­o­na­men­to sus­ten­ta­do fun­da­men­tal­men­te em mar­cas de re­le­vo e de va­lor acres­cen­ta­do”.

Jor­ge Ru­bio

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