THE ROYAL COCK­TAIL CLUB

Publico - Fugas - - DE PORTA ABERTA -

Rua da Fá­bri­ca 105 4050-247 Por­to

222 059 123 (obri­ga­tó­rio re­ser­var me­sa no an­dar de bai­xo)

de domingo a quin­ta-fei­ra, das 19h às 2h; sex­tas se pre­o­cu­pe, é mes­mo es­sa a ideia. Daniel Car­va­lho, ge­ren­te do bar que ves­te tam­bém um dos qua­tro aven­tais dos bar­ten­ders, de­fen­de que não há que ter me­do das mis­tu­ras cri­a­ti­vas. É qua­se co­mo na vi­da: ao pe­gar no co­po, po­de es­tar a en­con­trar a no­va be­bi­da fa­vo­ri­ta.

Di­fí­cil, cla­ro, vai ser imi­tá-la em ca­sa. A des­tre­za e ori­gi­na­li­da­de dos pro­fis­si­o­nais que cri­a­ram os do­ze cocktails que ser­vem no an­dar de bai­xo, e que só po­dem ser be­bi­dos lá, são di­fí­ceis de al­can­çar sem mui­to tem­po de prá­ti­ca. E as re­cei­tas, to­das pen­sa­das por eles, fi­cam nos se­gre­dos dos deu­ses.

Mas se não gos­ta de dei­xar a sor­te nas mãos do aca­so, os bar­ten­ders as­se­gu­ram: aqui, fi­ca a ga­nhar em qual­quer dos es­pa­ços on­de ca­lhe.

Além da car­ta, ou­tra das di­fe­ren­ças do pi­so in­fe­ri­or é que só fun­ci­o­na por mar­ca­ção (ca­so pas­se pe­lo bar e quei­ra ati­rar os da­dos, per­gun­te se ain­da têm al­gum dos 40 lu­ga­res dis­po­ní­veis na ca­ve), não se po­de fu­mar, e é uma e sá­ba­dos, das 19h às 4h (ain­da não es­tá em vi­gor, igual­men­te até às 2h pa­ra já).

a par­tir dos 7,50€ e até aos 25€ área de de­gus­ta­ção, com cocktails mais cui­da­dos no ní­vel da apre­sen­ta­ção e on­de há me­sas e so­fás pa­ra os cli­en­tes apro­vei­ta­rem ao má­xi­mo a be­bi­da, ex­pli­ca Daniel Car­va­lho.

Ali, os da­dos po­dem di­tar que pe­ça o He­mingway, que vem ser­vi­do num ta­bu­lei­ro com uma fo­lha de hós­tia co­mes­tí­vel on­de po­de es­cre­ver com um gel (tam­bém pró­prio pa­ra con­su­mo). O am­bi­en­te in­ti­mis­ta com as lu­zes mui­to bai­xas aju­da a des­per­tar o seu es­cri­tor in­te­ri­or. Lan­ça­mos o mes­mo de­sa­fio que uma vez, re­za a len­da, dei­xou Er­nest He­mingway, o es­cri­tor nor­te-ame­ri­ca­no que ser­viu de ins­pi­ra­ção a es­te cock­tail, a es­cre­vi­nhar num guar­da­na­po do bar on­de se en­con­tra­va: pe­gue no gel e escreva na ar­dó­sia um con­to usan­do ape­nas seis pa­la­vras.

E de­pois sim, po­de be­ber a mis­tu­ra de gin Blu­e­co­at, li­ma, ana­nás, es­pu­ma cí­tri­ca e bit­ter de laranja, brin­dan­do ao au­tor d’O Sol Nas­ce Sem­pre (Fi­es­ta). Tex­to edi­ta­do por San­dra Sil­va Cos­ta Re­na­ta Mon­tei­ro

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