CURIOSIDADES DA BOR­GO­NHA

Publico - Fugas - - ESPECIAL -

A cu­vée No fi­nal de Abril do ano pas­sa­do, uma ge­a­da se­ve­ra quei­mou uma boa par­te da pro­du­ção da Bor­go­nha. No grand cru Le Mon­tra­chet, a que­bra foi mes­mo gi­gan­tes­ca, ao pon­to de seis dos prin­ci­pais pro­pri­e­tá­ri­os - Do­mai­ne Ro­ma­née-Con­ti, Do­mai­ne des Com­tes La­fon, Do­mai­ne Le­flai­ve, Guy Ami­ot, Lamy-Pil­lot (in­cluin­do os 542 me­tros de Clau­di­ne Pe­ti­je­an) e Re­né Fleu­rot - te­rem de­ci­do jun­tar as res­pec­ti­vas pro­du­ções e fa­zer um úni­co vi­nho, já co­nhe­ci­do co­mo a cu­vée des 6. De um to­tal de 1,25 hec­ta­res, fo­ram pro­du­zi­das ape­nas 600 gar­ra­fas. Dez a 15 ve­zes me­nos do que a pro­du­ção num ano nor­mal. O vi­nho foi fei­to no Do­mai­ne Le­flai­ve e pro­va­vel­men­te não irá ser ven­di­do, uma vez que a le­gis­la­ção lo­cal não per­mi­te que um pro­du­tor ven­da com o seu no­me um vi­nho pro­du­zi­do nou­tra ade­ga. As 600 gar­ra­fas de­ve­rão ser di­vi­di­das pe­los seis vi­zi­nhos e be­bi­das com pa­ren­tes, jor­na­lis­tas e cli­en­tes es­pe­ci­ais. Pe­la sua na­tu­re­za e ra­ri­da­de, a cu­vée des 6 po­de­rá vir a tor­nar-se um bran­co len­dá­rio da Bor­go­nha. Bran­cos de­pois dos tin­tos Na Bor­go­nha, os bran­cos pro­vam-se a se­guir aos tin­tos. Em re­giões de tin­tos tâ­ni­cos, po­de so­ar um pou­co es­tra­nho. Mas na Bor­go­nha, on­de os tin­tos são ele­gan­tes e fi­nos e os bran­cos são gor­dos e in­ten­sos, faz to­do sen­ti­do. As me­lho­res co­lhei­tas As me­lho­res co­lhei­tas das úl­ti­mas três dé­ca­das na Bor­go­nha, de acor­do com as ava­li­a­ções ofi­ci­ais, fo­ram 1990, 2005 e 2009, nos tin­tos, e 2002, 2005 e 2009, nos bran­cos.

Ter­ras com no­mes de vi­nhas Na Bor­go­nha, so­bre­tu­do a par­tir do fi­nal do sé­cu­lo XIX, após a fi­lo­xe­ra, mui­tas al­dei­as e vi­las to­ma­ram o no­me dos seus vi­nhe­dos mais cé­le­bres, ten­tan­do com is­so re­ti­rar al­gu­ma fa­ma e pro­vei­to. Por exem­plo, Ge­vrey, on­de o vi­nhe­do mais fa­mo­so era e é Cham­ber­tin, pas­sou a cha­mar-se Ge­vrey-Cham­ber­tin; Vos­ne pas­sou a ser Vos­neRo­ma­née; Alo­xe vi­rou Alo­xeCor­ton e Chas­sag­ne e Pu­ligny ane­xa­ram o no­me de Mon­tra­chet. No Dou­ro, se­ria co­mo jun­tar o No­val ao Pi­nhão. Pas­sa­va a ser Pi­nhão-No­val. A evo­lu­ção dos vi­nhos Re­gra ge­ral, os vi­nhos da Bor­go­nha pro­ve­ni­en­tes de so­los com mais ro­cha cal­cá­ria ga­nham am­pli­tu­de com o tem­po. Os vi­nhos de so­los com mais ar­gi­la nas­cem gor­dos e co­me­çam a es­trei­tar ao fim de 10, 15 anos. Quem o ga­ran­te é Phil­lip­pe Pa­ca­let, que faz vi­nhos em 30 ter­roirs di­fe­ren­tes da re­gião (ver tex­to prin­ci­pal). O que é um Em Bor­déus, há châ­te­aux, na Bor­go­nha há Clos, ter­mo que de­sig­na uma vi­nha an­ti­ga fe­cha­da e cer­ca­da por mu­ros de pedra. O Clos Vou­ge­ot e o Clos de Tart são os mais fa­mo­sos. Am­bos re­mon­tam à Ida­de Mé­dia.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.