ALAM­BRE ICE

Publico - Fugas - - ESPECIAL -

que pro­por­ci­o­na é um bom sin­to­ma do po­ten­ci­al pa­ra a mo­der­ni­da­de de uma cas­ta tra­di­ci­o­nal. “É uma ou­sa­dia que nos pa­re­ce mui­to bem”, até por­que “mes­mo sen­do um pro­du­to de ni­cho faz com que a re­gião se­ja ca­paz de des­per­tar mais in­te­res­se”, diz Hen­ri­que Soares. Gor­do e vis­co­so ao pon­to de não per­mi­tir que as bo­lhas se­jam vi­sí­veis, o Alam­bre é in­ten­so, mui­to aro­má­ti­co, apre­sen­ta uma aci­dez re­tem­pe­ra­do­ra e na bo­ca dei­xa ma­ni­fes­tar as sen­sa­ções cro­can­tes co­muns aos es­pu­man­tes. É por is­so um vi­nho que dá mui­to pra­zer be­ber, prin­ci­pal­men­te à sobremesa. Des­de que se­ja ser­vi­do bas­tan­te frio – na casa dos seis graus. Por­que é a es­sa tem­pe­ra­tu­ra que o Alam­bre me­lhor exi­be a sua fi­ne­za, de­fen­den­do o con­jun­to do ele­va­do te­or de açú­car que é ca­rac­te­rís­ti­co dos mos­ca­téis.

Nesta pri­mei­ra ex­pe­ri­ên­cia, a Jo­sé Ma­ria da Fon­se­ca vi­ni­fi­cou ape­nas 578 li­tros des­te Alam­bre, que é ven­di­do em gar­ra­fas de meio li­tro. Mas, se o mer­ca­do aco­lher bem a no­vi­da­de, o po­ten­ci­al da casa pa­ra re­pe­tir a fa- Jo­sé Ma­ria da Fon­se­ca Cas­tas: mos­ca­tel ro­xo Gra­du­a­ção: 8.5% Pre­ço: 28 eu­ros (gar­ra­fa de meio li­tro) Pon­tu­a­ção: 90

Aro­mas mui­to ex­pres­si­vos de ci­tri­nos e al­per­ce, ca­ra­me­lo. Be­lo vo­lu­me de bo­ca, com as no­tas cí­tri­cas a pro­lon­ga­rem uma aci­dez pun­gen­te que ba­lan­ça a do­çu­ra do vi­nho e po­ten­ci­am as no­tas cro­can­tes do fi­nal. In­ten­so, es­te vi­nho é ao mes­mo tem­po um pri­mor de sub­ti­le­zas pa­ra os sen­ti­dos. De­ve be­ber-se bas­tan­te frio pa­ra que o açú­car re­si­du­al não se im­po­nha na pro­va.

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