Em Lisboa e no Por­to

Publico - Fugas - - ESPECIAL -

Im­pe­ri­al de Cam­po de Ou­ri­que Rua Cor­reia Te­les nº 67 (Cam­po de Ou­ri­que). De 2ª a sábado das 8h às 22h. Telf: 213 886 096 Ain­da nos va­mos a apro­xi­mar do Zé da Mou­ra­ria e já Ti­a­go vai a elo­gi­ar as pos­tas de ba­ca­lhau que ali são gre­lha­das. Es­con­di­da nu­ma vi­e­la do bair­ro que lhe dá no­me, es­ta é tal­vez a tas­ca que mais se mo­der­ni­zou, mas a van­ta­gem é que qua­se não da­mos por is­so. Aqui não há sr. Ma­nel e sr. Ma­ria na co­zi­nha e ao bal­cão – quem to­mou con­ta do es­pa­ço do an­ti­go Zé dos Gre­lha­dos foi Vir­gí­lio Oli­vei­ra, que já ti­nha ex­pe­ri­ên­cia de chef em ho­téis do Al­gar­ve e em Lu­an­da.

É ele quem nos re­ce­be, t-shirt pre­ta a di­zer o no­me, igual à dos em­pre­ga­dos, par­te dos quais es­tão na co­zi­nha à vol­ta do di­to ba­ca­lhau, em pos­tas que, sim, con­fir­ma­mos, são enor­mes. É pra­to do dia to­das as sex­tas e sá­ba­dos e um em­ble­ma da casa on­de, or­gu­lha-se Vir­gí­lio, só se usam pro­du­tos fres­cos, tal co­mo so­nha­va que iria fa­zer qu­an­do ain­da tra­ba­lha­va nos ho­téis, com con­ge­la­dos. “Es­ta é a tas­ca mais em­ble­má­ti- ca da Mou­ra­ria”, anun­cia, mas is­so já era evi­den­te pe­las fo­tos de vi­si­tan­tes fa­mo­sos nas pa­re­des.

Os gre­lha­dos são pra­to for­te – o en­tre­cos­to, a pi­ca­nha, os cho­qui­nhos (“gas­to to­dos os di­as 60 qui­los de cho­cos”), mas o ar­roz de pa­to à an­ti­ga tam­bém faz su­ces­so, até por­que é da­que­le fei­to a pre­cei­to, que “dá imen­so tra­ba­lho mas va­le a pe­na”. E não va­le a pe­na ter pres­sa. “O nos­so le­ma aqui é que só sai pa­ra a me­sa qu­an­do es­ti­ver bom”. A.P.C. Zé da Mou­ra­ria Rua João do Ou­tei­ro nº 24 (Mou­ra­ria). 2ª a sábado das 12h às 16h (não ser­vem jan­ta­res) Telf: 218 865 436 Não é em ne­nhu­ma tas­ca num bair­ro an­ti­go de Lisboa que se co­me aque­le que é um dos me­lho­res bi­to­ques da ci­da­de. É no mais mo­der­no bair­ro de Al­va­la­de, num pe­que­no res­tau­ran­te jun­to aos bom­bei­ros, nas tra­sei­ras do mer­ca­do. Cha­ma-se Ade­ga do So­lar Mi­nho­to e é co­nhe­ci­do pe­la es­pla­na­da (o es­pa­ço in­te­ri­or é pe­que­no e não mui­to bo­ni­to) e pe­los bi­to­ques ge­ne­ro­sos, com boa car­ne, bom mo­lho e ir­re­pre­en­sí­veis ba­ta­tas fri­tas. E es­tas, lem­bra Ti­a­go, “são uma par­te im­por­tan­te na equa­ção do bi­to­que”.

Mas a emen­ta da Ade­ga do So­lar Mi­nho­to es­tá lon­ge de se re­du­zir a es­te íco­ne. Há, con­ti­nua Ti­a­go, uma boa vi­te­la as­sa­da, bom ba­ca­lhau à Brás e va­le a pe­na ex­pe­ri­men­tar os sal­ga­di­nhos (pa­ta­nis­cas, cro­que­tes) que vêm pa­ra a me­sa no iní­cio da re­fei­ção ou que po­dem ser co­mi­dos na es­pla­na­da com uma cer­ve­ja. É tam­bém poi­so pa­ra aman­tes de ca­ra­cóis. Dois avi­sos im­por­tan­tes que o au­tor do guia das tas­cas nos dei­xa: mui­tas ve­zes é di­fí­cil ar­ran­jar me­sa, pe­lo que é de evi­tar as ho­ras de pon­ta; e as do­ses são ge­ne­ro­sas, uma do­se pa­ra dois dá bem pa­ra três. A.P.C. Ade­ga So­lar Mi­nho­to Av. Rio de Ja­nei­ro nº 29F (Al­va­la­de). 2ª a sábado das 8h às 22h. Telf: 218 489 493

Zé da Mou­ra­ria

Ade­ga So­lar Mi­nho­to O Car­do­so do Es­tre­la de Ou­ro

Es­ta é, se­gun­do Ti­a­go, ou­tra casa que va­le mui­to pe­lo seu an­fi­trião, o sr. Car­do­so que lhe dá no­me. Cha­ma-se O Car­do­so do Es­tre­la de Ou­ro por­que fi­ca mes­mo ao la­do do bair­ro ope­rá­rio Es­tre­la de Ou­ro, na Gra­ça, fun­da­do no iní­cio do sé­cu­lo XX por um co­nhe­ci­do em­pre­sá­rio de Lisboa, Aga­pi­to Ser­ra Fer­nan­des.

O es­pa­ço é aper­ta­di­nho, pra­ti­ca­men­te um cor­re­dor, com as me­sas ali­nha­das en­tre a pa­re­de e o bal­cão. A cli­en­te­la fi­el che­ga pa­ra al­mo­çar e o sr. Car­do­so vai con­se­guin­do en­cai­xar uns e ou­tros, ser­vi­ço rá­pi­do e boa dis­po­si­ção a aju­dar a que tu­do fun­ci­o­ne.

No­ta: es­ta é uma casa de ca­ra-

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.