O de bi­o­di­ver­si­da­de que a po­pu­la­ção abra­çou

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No Par­que das Ri­bei­ras do Rio Uí­ma, em San­ta Ma­ria da Fei­ra, um ecos­sis­te­ma ri­bei­ri­nho foi re­cu­pe­ra­do e trans­for­ma­do num verdadeiro cor­re­dor eco­ló­gi­co. Os pas­sa­di­ços de madeira em bre­ve vão ser alar­ga­dos. An­dreia Mar­ques Pereira (tex­to) e Pau­lo Pi­men­ta ( fo­tos)

Se a ideia era de­vol­ver à po­pu­la­ção pe­lo me­nos um pe­que­no tro­ço do rio Uí­ma, pa­re­ce que o ob­jec­ti­vo da au­tar­quia de San­ta Ma­ria da Fei­ra foi con­se­gui­do. “O po­vo nem dor­me pa­ra vir pa­ra aqui ca­mi­nhar. Fo­da-se!” O de­sa­ba­fo ver­na­cu­lar vem de uma mu­lher de meia-ida­de que aca­ba de sair do car­ro no já qua­se cheio par­que de es­ta­ci­o­na­men­to do Par­ques das Ri­bei­ras do Rio Uí­ma, o prin­ci­pal, per­to da ETAR de Fiães (não, não é um mau pre­nún­cio).

Põe um bo­né ama­re­lo tor­ra­do e di­ri­ge-se pa­ra o tri­lho, do la­do da fre­gue­sia de Fiães — se­pa­ra­do por uma es­tra­da es­tá tam­bém um pe­que­no tro­ço, já do la­do da fre­gue­sia vi­zi­nha, Lo­bão. Pas­sam pou­co das 9h, a ma­nhã de se­ma­na de iní- cio de Agos­to es­tá fres­ca e quan­do mer­gu­lhar­mos no per­cur­so mais fres­ca pa­re­ce­rá — as co­pas das ár­vo­res acom­pa­nham-nos qua­se sem­pre. E é ver­da­de, há um mo­vi­men­to in­ten­so nes­te par­que on­de a na­tu­re­za se re­ve­la des­de pas­sa­di­ços qua­se sem­pre as­sen­tes em es­ta­cas, ou não es­ti­vés­se­mos num va­le mais ou me­nos ala­ga­do, so­bre­tu­do no In­ver­no. O rio Uí­ma (que de­sa­gua no Dou­ro) é a via es­tru­tu­ran­te, mas inú­me­ros ri­bei­ros o ali­men­tam, for­man­do um ecos­sis­te­ma ri­bei­ri­nho.

Es­te ecos­sis­te­ma foi, aliás, o mo­te pa­ra re­cu­pe­rar es­ta zo­na pa­ra a po­pu­la­ção lo­cal — a mai­o­ria dos fre­quen­ta­do­res do par­que —, que até aos anos de 1960 vi­nha mui­to pa­ra aqui. Ha­via mui­ta agri­cul­tu­ra, re­fe­re

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