Os co­gu­me­los

Publico - Fugas - - BRAGANÇA -

Es­ta é — ou me­lhor, de­via ser — épo­ca de co­gu­me­los. Mas es­te ano, com a fal­ta de chu­va, eles ain­da não co­me­ça­ram a apa­re­cer, la­men­ta Fran­cis­co Tou­ças, que, jun­ta­men­te com Má­rio Ta­va­res, abriu em 2013 no cen­tro de Bra­gan­ça O Ba­to­que, res­tau­ran­te es­pe­ci­a­li­za­do em co­gu­me­los. Os dois ami­gos fre­quen­ta­ram um cur­so de mi­co­lo­gia e ti­ve­ram a ideia de abrir um es­pa­ço on­de to­da a car­ta fos­se fei­ta à ba­se de co­gu­me­los, tra­ba­lha­dos pe­lo co­zi­nhei­ro da ca­sa, o suí­ço Wer­ner Rit­ter.

É is­so que ho­je en­con­tra­mos no Ba­to­que (que fi­ca na Rua dos Ba­to­ques), em­bo­ra, en­quan­to os sel­va­gens não des­pon­ta­rem, se­ja pre­ci­so re­cor­rer so­bre­tu­do aos co­gu­me­los de cul­ti­vo. “Sem­pre se usa­ram co­gu­me­los na ali­men­ta­ção da re­gião”, diz Fran­cis­co, mas, “de­pen­den­do da va­ri­e­da­de, é um pro­du­to ca­ro”.

Pa­ra além da fal­ta de chu­va, o mai­or pro­ble­ma são os es­pa­nhóis que vêm apa­nhar os co­gu­me­los em Por­tu­gal ou que os com­pram a lo­cais, ven­den­do-os de­pois mui­to mais ca­ros em Es­pa­nha. “Fal­ta le­gis­la­ção”, su­bli­nha Fran­cis­co. Mas, mes­mo en­quan­to os sil­ves­tres não sur­gem, os apre­ci­a­do­res de co­gu­me­los po­dem sem­pre ir ao Ba­to­que e co­me­çar por um pa­té e uns pic­kles de co­gu­me­los, se­guir com um cre­me se­do­so ou um Por­to­bel­lo re­che­a­do com alhei­ra, le­gu­mes e quei­jo, uma açor­da ou um ri­sot­to de co­gu­me­los ou até ex­pe­ri­men­tar co­mo fi­ca uma fran­ce­si­nha com co­gu­me­los.

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