A ar­te de conservar a fru­ta em açú­car Com­po­tas

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Mar­me­la­da, do­ce de ma­çã, de ma­la­gue­ta, de fi­go-da-Índia, de la­ran­ja amar­ga.

Ape­sar de o rit­mo da con­fec­ção dos do­ces acom­pa­nhar a épo­ca das fru­tas, não ha­ve­rá es­ta­ção do ano que me­lhor com­bi­ne com eles do que o Ou­to­no. Fo­mos à pro­cu­ra da­que­les que, na co­zi­nha, agar­ra­dos às pa­ne­las, re­pe­tem as pa­la­vras “tra­di­ci­o­nal” e “pro­du­ção ar­te­sa­nal”. Luís Oc­tá­vio Cos­ta e Ale­xan­dra Pra­do Co­e­lho de No­tas de Co­zi­nha de Le­o­nar­do da Vin­ci, do ar­tis­ta re­nas­cen­tis­ta, en­tre re­cei­tas — a mai­o­ria sal­ga­da, já que os ali­men­tos fei­tos com açú­car eram pou­co pre­sen­tes na di­e­ta quo­ti­di­a­na eu­ro­peia da­que­la épo­ca de­vi­do ao al­to pre­ço do do­ce in­gre­di­en­te — des­ta­ca-se a de mar­me­la­da de cou­ve que era fei­ta com mel. A re­cei­ta era da co­zi­nhei­ra de Le­o­nar­do que, ape­sar de ga­ran­tir que ja­mais pro­va­ria a igua­ria, afir­ma­va ser ela ide­al pa­ra acom­pa­nhar pra­tos de car­ne. Até ao sé­cu­lo XV ou­tras fru­tas são ci­ta­das à me­sa, con­ser­va­das do­ces e pa­ra além do mar­me­lo: pe­ras, amên­do­as e até mes­mo na­bos, ce­nou­ras e er­va do­ce.

Per­gun­tem à Pau­li­nha pe­lo pre­pa­ra­do de la­ran­ja amar­ga, à Daniela pe­las su­as cin­quen­ta va­ri­e­da­des (alho, ce­bo­la e co­gu­me­los in­cluí­dos), ao João e à Jo­a­na pe­lo do­ce com bo­li­nha no can­to su­pe­ri­or di­rei­to ou ao José António e à Pa­trí­cia pe­las fi­guei­ras­da-Índia que plan­ta­ram num ter­re­no on­de an­tes cres­cia vi­nha.

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