Qu­em é pro­du­tor sa­be que uma cai­xa de uvas não tem qual­quer sig­ni­fi­ca­do

Publico - Fugas - - VINHOS -

nos agra­de­cem pu­bli­ca­men­te. O que es­tá a dar é fa­lar bem, ser bon­zi­nho e pa­tri­o­ta. Usar a crí­ti­ca, ele­men­to fun­da­men­tal de um es­ta­do de­mo­crá­ti­co, é coi­sa de ve­lho do Restelo, de in­ve­jo­so, de in­te­res­sa­do. Sem­pre va­lo­ri­zei a má­xi­ma jor­na­lís­ti­ca do “go­od news no news”. A es­sên­cia do jor­na­lis­mo é de­nun­ci­ar e cri­ti­car o que es­tá mal. Por ve­zes, é-se in­jus­to. Mas é sem­pre pre­fe­rí­vel po­der ser crí­ti­co e cor­rer o ris­co de, por ve­zes, ser in­jus­to do que não po­der se­quer cri­ti­car. Nes­se ca­so, per­de­mos to­dos.

Cla­ro que tam­bém se de­vem va­lo­ri­zar e pu­bli­ci­tar os bons exem­plos. O úl­ti­mo Elo­gio do vi­nho era so­bre um bom exem­plo. Por is­so, apro­vei­to pa­ra re­pe­tir a vé­nia aos jo­vens que es­tão a fa­zer be­los vi­nhos nas pe­ri­fe­ri­as do país. Aos “cri­mi­no­sos” do Rou­ba­do: não te­nham me­do (tam­bém não abu­sem. Foi en­gra­ça­do e já che­ga). O mun­do não es­tá pa­ra ir­re­ve­ren­tes, nem pa­ra pro­vo­ca­do­res (só se se cha­ma­rem Banksy), mas é por­que o mun­do (in­cluin­do o dos vi­nhos) es­tá ca­da vez mais pu­ri­ta­no, hi­gié­ni­co, po­pu­lis­ta e co­bar­de que to­dos pre­ci­sa­mos de mais jo­vens com o vos­so es­pí­ri­to.

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