Ins­ta­la­ções elé­tri­cas e de gás com no­vas re­gras

No­vo regime das ins­ta­la­ções elé­tri­cas par­ti­cu­la­res e ins­ta­la­ções de gás em edi­fí­ci­os en­tra em vi­gor a par­tir de 1 de janeiro de 2018

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As ins­ta­la­ções elé­tri­cas par­ti­cu­la­res e ins­ta­la­ções de gás em edi­fí­ci­os con­ta­rão, a par­tir do iní­cio do pró­xi­mo ano, com pro­ce­di­men­tos mais sim­ples e menos one­ro­sos para o uti­li­za­dor.

No âm­bi­to do Pro­gra­ma Sim­plex + 2016, o Governo fez pu­bli­car o De­cre­to-Lei n.º 96/2017, que es­ta­be­le­ce o regime das ins­ta­la­ções elé­tri­cas par­ti­cu­la­res, e o De­cre­toLei n.º 97/2017, que es­ta­be­le­ce o regime das ins­ta­la­ções de ga­ses combustíveis em edi­fí­ci­os.

No pri­mei­ro ca­so, num “es­for­ço de sim­pli­fi­ca­ção”, é eli­mi­na­da a for­ma­li­da­de da apro­va­ção do pro­je­to e as ta­xas ad­mi­nis­tra­ti­vas as­so­ci­a­das e re­duz-se “o nú­me­ro de ca­sos su­jei­tos à ela­bo­ra­ção de pro­je­to, ain­da que, por exi­gên­cia do RJUE [Regime Ju­rí­di­co da Ur­ba­ni­za­ção e Edi­fi­ca­ção], para es­tes ca­sos se man­te­nha a ne­ces­si­da­de de uma fi­cha ele­tro­téc­ni­ca”, es­cla­re­ce o preâm­bu­lo do di­plo­ma.

De acor­do com o no­vo qua­dro le­gal, o exer­cí­cio da ati­vi­da­de dos técnicos res­pon­sá­veis pe­las ins­ta­la­ções elé­tri­cas ter­mi­na­rá sem­pre com a emis­são de de­cla­ra­ções de res­pon­sa­bi­li­da­de ou con­for­mi­da­de do serviço pres­ta­do pe­lo pro­fis­si­o­nal, se­ja o pro­je­to, a exe­cu­ção da ins­ta­la­ção ou a sua ins­pe­ção fi­nal, sen­do que es­tas de­cla­ra­ções “cons­ti­tu­em tí­tu­lo bas­tan­te para a en­tra­da em ex­plo­ra­ção e para efei­tos dos pro­ce­di­men­tos mu­ni­ci­pais re­la­ti­vos à re­a­li­za­ção de obras ou uti­li­za­ção de edi­fí­ci­os”, ex­pli­ca o preâm­bu­lo do De­cre­to-Lei n.º 96/2017.

No ca­so das ins­ta­la­ções elé­tri­cas de mai­or com­ple­xi­da­de ou po­tên­cia, dos ti­pos A (com po­tên­cia aci­ma de 100 kVA) e B, não bas­ta a de­cla­ra­ção de res­pon­sa­bi­li­da­de para en­tra­da em ex­plo­ra­ção, sen­do ne­ces­sá­rio ob­ter um cer­ti­fi­ca­do de ex­plo­ra­ção a emi­tir pela Di­re­çãoGe­ral de Ener­gia e Ge­o­lo­gia (DGEG).

Mantém- se, por ou­tro la­do, a obri­ga­ção de re­a­li­za­ção de ins­pe­ções pe­rió­di­cas a ins­ta­la­ções elé­tri­cas não su­jei­tas a acom­pa­nha­men­to por téc­ni­co res­pon­sá­vel pela ex­plo­ra­ção, mas é ele­va­da para cinco anos a pe­ri­o­di­ci­da­de da ins­pe­ção.

Al­te­ra­ção da ti­tu­la­ri­da­de dei­xa de obri­gar no­va ins­pe­ção

No que diz res­pei­to ao no­vo regime das ins­ta­la­ções de ga­ses combustíveis em edi­fí­ci­os, o De­cre­to-Lei n.º 97/2017 mantém as en­ti­da­des ins­pe­to­ras e a obri­ga­ção de re­a­li­za­ção de ins­pe­ções pe­rió­di­cas às ins­ta­la­ções de gás mas, à se­me­lhan­ça do no­vo regime das ins­ta­la­ções elé­tri­cas, tam­bém nas ins­ta­la­ções de gás é eli­mi­na­da a for­ma­li­da­de de apro­va­ção do pro­je­to, sen­do bas­tan­te o sim­ples ter­mo de res­pon­sa­bi­li­da­de subs­cri­to pe­lo pro­je­tis­ta ates­tan­do a con­for­mi­da­de do pro­je­to com as nor­mas re­gu­la­men­ta­res e téc­ni­cas apli­cá­veis.

DR

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