Comércio de rua e ex­pan­sões de shop­pings di­tam di­nâ­mi­ca do re­ta­lho

Seg­men­to es­tá em ex­pan­são des­de 2015. Portugal te­rá 94.100 m2 de novos cen­tros co­mer­ci­ais es­te ano

Publico - Imobiliario - - Retalho -

O seg­men­to de re­ta­lho em Portugal con­ti­nua a re­gis­tar uma cres­cen­te abertura de no­vas lo­jas, quer em Lisboa quer no Porto, com uma mai­or pre­pon­de­rân­cia de uni­da­des do se­tor de ali­men­ta­ção e be­bi­das, im­pul­si­o­na­das pe­lo con­tí­nuo cres­ci­men­to do se­tor tu­rís­ti­co.

Na aná­li­se fei­ta pe­lo departamento de Re­se­ar­ch da CBRE, no pri­mei­ro se­mes­tre de 2017, têm vin­do a ser de­sen­vol­vi­dos di­ver­sos pro­je­tos de ex­pan­são e re­no­va­ção de su­per­fí­ci­es co­mer­ci­ais já con­so­li­da­das.

Nes­te pe­río­do ter­mi­na­ram as obras de re­mo­de­la­ção das áre­as de la­zer no Nos­so Shop­ping (Vi­la Re­al), in­cluin­do o fo­od court, áre­as de descanso e um no­vo es­pa­ço de diversão para cri­an­ças. Até ao fi­nal do ano deverá ini­ci­ar a ex­pan­são da área do Nor­teShop­ping, as­sim co­mo as obras de re­mo­de­la­ção no Ala­me­da Shop&Spot (Porto) e no Al­ma Shop­ping (Coim­bra). Ain­da es­te ano deverá tam­bém co­me­çar a cons­tru­ção de um re­tail park no Estoril com cer­ca de 8.000m2, sen­do, por en­quan­to, o úni­co no­vo em­pre­en­di­men­to co­mer­ci­al pre­vis­to para 2018.

Nos cen­tros co­mer­ci­ais têm si­do ra­ras as aber­tu­ras de novos em­pre­en­di­men­tos. No pri­mei­ro se­mes­tre não abriu ne­nhum no­vo em­pre­en­di­men­to; con­tu­do, até ao fi­nal do ano, es­tá pre­vis­ta a inau­gu­ra­ção de três pro­je­tos, Mar Shop­ping Algarve, De­sig­ner Ou­tlet Algarve e Évo­ra Shop­ping, com uma área to­tal de 94.100 m2.

Fran­ca re­to­ma

Des­de 2003, o se­tor dos cen­tros co­mer­ci­ais em Portugal já cap­tou um in­ves­ti­men­to de cer­ca de 3.500 mi­lhões de eu­ros, 30% do to­tal de in­ves­ti­men­to imo­bi­liá­rio co­mer­ci­al direto apli­ca­do em Portugal, no­ta a Cush­man & Wa­ke­fi­eld.

O se­tor re­pre­sen­ta tam­bém 64% do in­ves­ti­men­to fei­to por ope­ra­do­res in­ter­na­ci­o­nais nes­te pe­río­do de tempo, e o in­ves­ti­men­to in­di­re­to no se­tor (atra­vés da com­pra de uni­da­des de par­ti­ci­pa­ção em fun­dos es­pe­ci­fi­ca­men­te de­di­ca­dos à de­ten­ção e ges­tão de cen­tros co­mer­ci­ais) é es­ti­ma­do aci­ma dos 1500 mi­lhões de eu­ros.

De acor­do com o re­la­tó­rio “Cen- tros Co­mer­ci­ais em Portugal”, Portugal tem um mer­ca­do de re­ta­lho ma­du­ro e es­tá entre os paí­ses eu­ro­peus com mai­or den­si­da­de de cen­tros co­mer­ci­ais, num to­tal de 120 cen­tros e mais de três mi­lhões de me­tros qua­dra­dos de ABL, ou se­ja, 280m² de ABL por ca­da 1000 ha­bi­tan­tes, aci­ma da mé­dia eu­ro­peia de 239m². Só as áre­as me­tro­po­li­ta­nas de Lisboa e Porto con­cen­tram me­ta­de da ofer­ta e 66 shop­pings.

Des­de 2015 que se as­sis­te a uma fran­ca re­to­ma do se­tor, de­pois da cri­se. Au­men­ta­ram as ope­ra­ções de ar­ren­da­men­to de lo­jas e a en­tra­da de no­vas in­síg­ni­as, com os re­ta­lhis­tas a re­to­mar os seus pla­nos de ex­pan­são, com os se­to­res da res­tau­ra­ção e moda a do­mi­nar as aber­tu­ras.

Se­gun­do a CBRE, o in­ves­ti­men­to na­ci­o­nal re­pre­sen­tou apenas 10% do vo­lu­me de in­ves­ti­men­to em imo­bi­liá­rio co­mer­ci­al do pri­mei­ro se­mes­tre, em­bo­ra com um pe­so de 41% no nú­me­ro to­tal de tran­sa­ções.

Exis­te atu­al­men­te um vo­lu­me sig­ni­fi­ca­ti­vo de ati­vos em ne­go­ci­a­ção ou que de­ve­rão en­trar em co­mer­ci­a­li­za­ção em bre­ve, in­cluin­do dois por­te­fó­li­os de cen­tros co­mer­ci­ais e outros dois com di­ver­sos edi­fí­ci­os de es­cri­tó­ri­os, as­sim co­mo mui­tos outros ati­vos avul­sos de es­cri­tó­ri­os, lo­gís­ti­ca, su­per­mer­ca­dos, ho­téis e cen­tros co­mer­ci­ais.

Entre es­tes es­tá o por­te­fó­lio dos cen­tros co­mer­ci­ais da Blacks­to­ne em Portugal, com­pos­to pe­lo Almada Fo­rum, Fo­rum Sin­tra, Fo­rum Mon­ti­jo e Sin­tra Re­tail Park. A CBRE es­ti­ma que es­ta se­ja a mai­or ven­da imo­bi­liá­ria em va­lor ja­mais re­a­li­za­da em Portugal nos úl­ti­mos 10 anos, com um en­cai­xe de até 900 mi­lhões de eu­ros.

Lo­jas para zonas re­si­den­ci­ais

Por sua vez, no que to­ca ao comércio de rua, ape­sar de continuar mui­to di­nâ­mi­co nas zonas pri­me, on­de os flu­xos de tu­ris­tas são mais in­ten­sos, o comércio de rua em Lisboa es­tá a cres­cer tam­bém em bair­ros re­si­den­ci­ais con­so­li­da­dos, afir­ma o es­tu­do da JLL “Portugal Mar­ket Pul­se” do pri­mei­ro tri­mes­tre de 2017. São os ca­sos de Alvalade e Cam­po de Ou­ri­que, ca­da vez mais pro­cu­ra­dos por con­cei­tos novos di­re­ci­o­na­dos ao dia a dia dos seus re­si­den­tes.

De acor­do com a JLL, além de áre­as mais di­nâ­mi­cas co­mo a res­tau­ra­ção, comércio de fres­cos e re­ta­lho ali­men­tar, nes­tes dois bair­ros há tam­bém ca­da vez mais lo­jas, no­vas ou re­mo­de­la­das, que re­pre­sen­tam uma novidade em ter­mos de es­pa­ço, ofer­ta ou ex­pe­ri­ên­cia, sen­do es­te fator de novidade um for­te atra­ti­vo do comércio local.

As prin­ci­pais zonas de comércio de

Pro­je­tos de ex­pan­são e re­no­va­ção de su­per­fí­ci­es co­mer­ci­ais já con­so­li­da­das do­mi­nam mer­ca­do dos cen­tros co­mer­ci­ais

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.