Comércio de rua em Lisboa vê ren­das pri­me dis­pa­ra­rem

O comércio ele­tró­ni­co te­rá for­te in­fluên­cia na evo­lu­ção do re­ta­lho. Em 2025, 60% da po­pu­la­ção por­tu­gue­sa deverá re­cor­rer a es­te mo­de­lo

Publico - Imobiliario - - Retalho -

No pe­río­do acu­mu­la­do entre 2012 e 2017, a ren­da pri­me do comércio de rua em Lisboa, cu­ja re­fe­rên­cia é o Chi­a­do, cres­ceu cer­ca de 70% (de 75 eu­ros/m2/mês para os atu­ais 130 eu­ros/m2/mês), evi­den­ci­an­do a ex­plo­são do in­te­res­se dos re­ta­lhis­tas por es­te for­ma­to. Es­ta foi uma das prin­ci­pais con­clu­sões da ses­são de de­ba­te pro­mo­vi­da pela JLL no âm­bi­to do Portugal Re­al Es­ta­te Sum­mit, even­to de­di­ca­do ao in­ves­ti­men­to imo­bi­liá­rio que reu­niu mais de três cen­te­nas de pro­fis­si­o­nais na­ci­o­nais e es­tran­gei­ros no Estoril.

Com o te­ma “Re­tail: Mo­re than Shop­ping Cen­ters!”, a ses­são foi con­du­zi­da por Pa­trí­cia Araújo, He­ad of Re­tail da JLL. Par­ti­ci­pa­ram ain­da no de­ba­te Cláu­dia Al­mei­da e Sil­va, Ge­ne­ral Ma­na­ger da Fnac Portugal; Ra­fa­el Pe­lo­te, He­ad of Mar­ket In­tel­li­gen­ce da So­nae Si­er­ra; e Ri­chard Moulds, As­so­ci­a­te Di­rec­tor e Fo­od­ser­vi­ce Con­sul­ting da JLL.

A res­pon­sá­vel da con­sul­to­ra imo­bi­liá­ria ex­pli­cou que “a al­te­ra­ção à lei do ar­ren­da­men­to ur­ba­no no fi­nal de 2012 foi uma das prin­ci­pais razões para que es­te for­ma­to des­per­tas­se o in­te­res­se dos re­ta­lhis­tas e emer­gis­se de­fi­ni­ti­va­men­te co­mo uma op­ção nas es­tra­té­gi­as de im­plan­ta­ção das mar­cas em Portugal”.

Tam­bém “o au­men­to do turismo em Lisboa, a re­a­bi­li­ta­ção ur­ba­na que a ci­da­de tem si­do alvo e as pró­pri­as mu­dan­ças nos há­bi­tos de con­su­mo e um es­ti­lo de vi­da mais di­re­ci­o­na­do para a vi­vên­cia de bair­ro con­tri­buí­ram para im­pul­si­o­nar o cres­cen­te su­ces­so do comércio de rua na ca­pi­tal”, con­si­de­rou.

Comércio ele­tró­ni­co a cres­cer

Além do cres­ci­men­to do comércio de rua em Lisboa, a ses­são abor­dou ain­da as gran­des ten­dên­ci­as de con­su­mo que es­tão a mar­car o re­ta­lho e, por es­sa via, a for­ma co­mo os re­ta­lhis­tas abor­dam o es­pa­ço fí­si­co das lo­jas.

O cres­ci­men­to do comércio ele­tró­ni­co é uma des­sas ma­cro­ten­dên­ci­as. Se­gun­do dados da ACEPI (As­so­ci­a­ção da Economia Digital), os por­tu­gue­ses que fa­zem com­pras on­li­ne au­men­ta­ram de 15% para 30% em cinco anos (2010 a 2015). Além dis­so, a ACEPI es­ti­ma que em 2025, 60% da po­pu­la­ção por­tu­gue­sa re­cor­ra ao comércio ele­tró­ni­co. Des­ta for­ma, re­ta­lhis­tas, pro­mo­to­res, ges­to­res e con­sul­to­res pre­sen­tes na ses­são con­cluí­ram que as lo­jas têm hoje que cum­prir a mis­são de pro­por­ci­o­nar uma ex­pe­ri­ên­cia ao con­su­mi­dor, mais do que ser apenas um es­pa­ço de com­pra.

A cres­cen­te im­por­tân­cia do seg­men­to de Fo­od&Be­ve­ra­ge na ofer­ta de re­ta­lho foi tam­bém um te­ma de­ba­ti­do na oca­sião, com a JLL a es­ti­mar que o for­ma­to de Fo­od Hall pos­sa ter um cres­ci­men­to anu­al de cer­ca de 37% na Eu­ro­pa.

Tal for­ma­to, de que é exem­plo pi-

DR

Turismo e re­a­bi­li­ta­ção entre as cau­sas do au­men­to das ren­das

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.