Lu­so­pon­te for­ça­da a mu­dar ac­ti­vi­da­de pa­ra ban­co pa­ra con­ti­nu­ar a re­ce­ber di­nhei­ro do Es­ta­do

Publico - Inimigo - - O INIMIGO PÚBLICO -

Es­tá mal. As re­cei­tas co­bra­das nas por­ta­gens são en­tre­gues à Lu­so­pon­te, um ope­ra­dor pri­va­do que ex­plo­ra a con­ces­são ro­do­viá­ria da pon­te, mas de­pois os 20 mi­lhões de eu­ros das obras de ma­nu­ten­ção ur­gen­tes vão ser pa­gas pe­lo Es­ta­do. O Mi­nis­té­rio das Fi­nan­ças já deu luz ver­de pa­ra a obra, mas dei­xou um avi­so. “Des­ta vez es­ca­pa, mas é a úl­ti­ma vez. A Lu­so­pon­te te­rá de ir às Fi­nan­ças mu­dar o có­di­go de ac­ti­vi­da­de eco­nó­mi­ca. Se qui­ser con­ti­nu­ar a ma­mar à con­ta do Es­ta­do e ter obras pa­gas pa­ra sem­pre, vai ter de con­ver­ter­se em en­ti­da­de ban­cá­ria. São as re­gras e eu só es­tou aqui a fa­zer o meu tra­ba­lho. Po­de ter o ne­gó­cio das pon­tes à mes­ma, mas te­rá que abrir bal­cões pa­ra as pes­so­as de­po­si­ta­rem lá o di­nhei­ro em tro­ca de co­mis­sões ban­cá­ri­as por­no­grá cas. Po­dem es­co­lher. Ou tor­nam-se uma As­so­ci­a­ção Mu­tu­a­lis­ta co­mo o Mon­te­pio Ge­ral e têm isen­ção de IRC ou en­tão po­dem ser uma en­ti­da­de ban­cá­ria nor­mal e as­sim be­ne ci­am de cen­te­nas de mi­lhões de eu­ros em cré­di­tos scais. Aten­ção, não po­dem mu­dar pa­ra em­pre­sa de elec­tri­ci­da­de pa­ra pa­gar ape­nas 0,7% de IRC e ter ren­das ex­ces­si­vas do Es­ta­do, pois só a EDP é que tem di­rei­to a is­so. As­sim co­mo es­tá é que não po­de ser. Vá, abra­ço e boa sor­te lá com is­so”, es­cla­re­ceu Má­rio Cen­te­no. JH

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