Ra­mer­ra­me ilus­tra­ti­vo

Publico - Ipsilon - - Sumário -

Há na his­tó­ria um lado sa­do-ma­so, que a tor­na­ria ape­te­cí­vel nas mãos de um gran­de ci­ne­as­ta per­ver­so. Honoré não é gran­de ci­ne­as­ta nem é per­ver­so. Luís Mi­guel Oli­vei­ra Os De­sas­tres de So­fia Les ma­lheurs de Sophie De Christophe Honoré Com Anaïs Demoustier, Golshifteh Farahani, Muriel Robin si­nais de es­go­ta­men­to de um ci­ne­as­ta que, de­pois de ter en­tra­do no ci­ne­ma a adap­tar Ba­tail­le ( Ma Mè­re) e a mi­mar a “nou­vel­le va­gue” ( Dans Pa­ris, As Can­ções de Amor), pa­re­cia re­me­ti­do aos efei­tos e sin­gu­la­ri­da­des da adap­ta­ção, co­mo se a fil­me ba­se­a­do em Oví­dio bas­tas­se a ideia (que, de fac­to, é sin­gu­lar). Sin­gu­lar tam­bém é ir bus­car a Con­des­sa de Sé­gur, es­cri­to­ra que pa­re­ce um bo­ca­do fo­ra de mo­da mas que ani­mou a in­fân­cia e ado­les­cên­cia de mui­tas ge­ra­ções, e se não fa­ze­mos ideia de co­mo é a di­e­ta li­te­rá­ria do es­ca­lão in­fan­to-ju­ve­nil con­tem­po­râ­neo, é cer­to que qu­em cres­ceu nos anos 70 e 80 ain­da se en­tu­si­as­mou com os li­vros da Con­des­sa, em par­ti­cu­lar com es­te “clás­si­co” dos De­sas­tres de So­fia.

Há na his­tó­ria um lado, co­mo di­zer?, sa­do-ma­so, que a tor­na­ria es­pe­ci­al­men­te ape­te­cí­vel nas

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.