Bé­la Tarr vem a Por­tu­gal en­si­nar co­mo fa­zer fil­mes

Publico - Ipsilon - - Sumário -

O hún­ga­ro Bé­la Tarr é co­nhe­ci­do pe­los seus pla­nos lon­gos e fil­mes, mui­tos co­re­a­li­za­dos com a sua es­po­sa, Ág­nes Hra­nitzky, tais co­mo o épi­co de se­te ho­ras e meia de 1994 Sá­tán­tan­gó, adap­ta­ção do li­vro ho­mó­ni­mo de Lász­ló Krasz­nahor­kai, um no­me re­cor­ren­te na obra de Tarr, que fo­ca uma al­deia em de­ca­dên­cia, Werck­meis­ter har­mó­niák, de 2000, so­bre uma al­deia re­mo­ta e ge­la­da por on­de pas­sa um cir­co, ou O Ca­va­lo de Tu­rim, de 2011. Des­de 2012 que Tarr se re­for­mou da re­a­li­za­ção de lon­gas­me­tra­gens, lo­go após o lan­ça­men­to des­se úl­ti­mo fil­me, mas isso não quer di­zer que não con­ti­nue a tra­ba­lhar. O re­a­li­za­dor tem vin­do a de­di­car­se à edu­ca­ção. Nes­se mes­mo ano, co­me­çou um pro­gra­ma de ci­ne­ma em Sa­ra­je­vo, que aca­bou em 2016 por fal­ta de di­nhei­ro. Ago­ra, de 26 de Fe­ve­rei­ro a 11 de Mar­ço do pró­xi­mo ano, Tarr vi­rá a Por­tu­gal, mais con­cre­ta­men­te Es­pi­nho, num es­pa­ço ain­da a de­ter­mi­nar, pa­ra dar um workshop de ci­ne­ma, que, por vá­ri­as ra­zões, não es­ta­rá aces­sí­vel a to­da a gen­te. Com ape­nas 12 va­gas, as du­as se­ma­nas ser­vi­rão pa­ra de­sen­vol­ver, sob ori­en­ta­ção de Tarr, o guião de uma cur­ta-me­tra­gem. Ca­da par­ti­ci­pan­te pa­ga 1599 euros e se­rá se­lec­ci­o­na­dos pelo pró­prio re­a­li­za­dor, atra­vés de por­te­fó­lio e car­ta de mo­ti­va­ção. Es­cu­sa­do se­rá di­zer que, ten­do em con­ta a idi­os­sin­cra­sia dos fil­mes de Tarr, um mo­de­lo de en­si­no de ci­ne­ma con­ven­ci­o­nal. A or­ga­ni­za­ção é da FEST, a as­so­ci­a­ção cultural que or­ga­ni­za o Fes­ti­val No­vo Ci­ne­ma, Novos Re­a­li­za­do­res, na mes­ma ci­da­de de Es­pi­nho que re­ce­be­rá a pre­sen­ça

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