O punk

Publico - Ipsilon - - Sumário -

Éa­go­ra: a ba­te­ria e as elec­tró­ni­cas de­ram um pou­co de tré­guas aos cor­pos, exis­te um mo­men­to de qua­se tran­qui­li­da­de na sa­la, a voz ras­ga­da do can­tor re­co­lhe-se, a as­sis­tên­cia sus­pi­ra, mas a qual­quer mo­men­to tu­do vai vol­tar ao des­vai­ra­do lo­cal ini­ci­al.

E o ri­tu­al re­pe­te-se. O som re­gres­sa. Os gra­ves pa­re­cem fa­zer ri­co­che­te nas pa­re­des, a ba­te­ria ace­le­ra ain­da mais, exis­te ruí­do e dis­tor­ção, ou­ve-se em fun­do um acor­deão e fer­ro, en­quan­to o can­tor gri­ta em cri­ou­lo qual­quer coi­sa de im­per­cep­tí­vel, mas é a for­ma ira­da co­mo o diz que fi­ca re­gis­ta­do. Quem já viu Scú­ru Fit­chá­du em pal­co sa­be que é uma ex­pe­ri­ên­cia dos li­mi­tes.

Ati­tu­de punk e dis­tor­ção cru­zam­se com os rit­mos ca­bo-ver­di­a­nos do fu­na­ná, me­di­a­dos pe­las téc­ni­cas do dub ou hip-hop e pe­las me­ta­mor­fo­ses elec­tró­ni­cas. No Por­tu­gal dos úl-

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