A dan­ça de Eun-Me Ahn es­tá cheia de es­pa­ços em bran­co

Publico - Ipsilon - - Sumário - Gon­ça­lo Fro­ta

Eun-Me Ahn não faz qual­quer es­for­ço pa­ra se re­cor­dar do no­me do crí­ti­co que lhe cu­nhou o epí­te­to “Pina Baus­ch da Ásia”. Fa­la dis­so, aliás, co­mo se fos­se uma vi­ro­se qual­quer que apa­nhou e da qual te­ve e tem de se li­vrar re­gu­lar­men­te. E mes­mo fri­san­do que es­tá mui­to pou­co in­te­res­sa­da em des­cre­ver a sua lin­gua­gem co­re­o­grá­fi­ca, des­va­lo­ri­za aqui­lo que sem­pre lhe pa­re­ceu uma pre­gui­ço­sa for­ma de olhar com uma lu­pa pa­ra a sua bi­o­gra­fia e daí ex­trair uma des­cri­ção su­má­ria que, na ver­da­de, pou­co diz. Pina Baus­ch, ati­ra en­tre ri­sos, foi sua ini­mi­ga. Na ver­da­de, não tan­to es­pe­ci­fi­ca­men­te sua quan­to de to­da a sua ge­ra­ção (lá ire­mos).

A vi­da de Eun-Me Ahn cru­zou-se com a da re­vo­lu­ci­o­ná­ria cri­a­do­ra ale­mã quan­do Baus­ch foi con­vi­da­da, em 2000, pa­ra inau­gu­rar o LG Arts Cen­ter em Seul, com a apre­sen­ta­ção de uma das su­as pe­ças mais em­ble­má­ti­cas, Nel­ken. Co­mo ha­via ne­ces­si­da­de de en­con­trar um guia pa­ra Baus­ch, Eun-Me foi con­tac­ta­da pa­ra acom­pa­nhar a ale­mã du­ran­te a sua pas­sa­gem pe­la Co­reia do Sul. “Só a co­nhe­cia do pal­co, dos li­vros e da

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