Os Vel­vet Un­der­ground vão vol­tar a Gre­enwi­ch Vil­la­ge

Publico - Ipsilon - - Sumário -

A 10 de Ou­tu­bro, os Vel­vet Un­der­ground voltam ao sí­tio on­de fo­ram fe­li­zes nos anos 1960: Gre­enwi­ch Vil­la­ge, No­va Ior­que, o bair­ro em que se fi­ze­ram no­tar pe­la pri­mei­ra vez. Não é ob­vi­a­men­te uma reu­nião da ban­da — Lou Re­ed, o gui­tar­ris­ta, vo­ca­lis­ta e com­po­si­tor prin­ci­pal mor­reu em 2013 —, mas sim uma ex­po­si­ção mul­ti­mé­dia: The Vel­vet Un­der­ground Ex­pe­ri­en­ce.

Com cu­ra­do­ria de Christian Fer­vet e Ca­ro­le Mi­ra­bel­lo, a mos­tra es­te­ve ori­gi­nal­men­te na Fi­lar­mo­nia de Pa­ris entre Mar­ço e Agos­to de 2016. Che­ga­rá ago­ra ao nú­me­ro 718 da Bro­adway, no ano em que The Vel­vet Un­der­ground & Ni­co, o pri­mei­ro ál­bum do gru­po, fez 51 anos. No even­to ori­gi­nal hou­ve con­cer­tos de no­mes co­mo John Ca­le, Te­le­vi­si­on e o duo de Éti­en­ne Jau­met e So­nic Bo­om. Ain­da não há in­for­ma­ções so­bre tais even­tos na ver­são no­va-ior­qui­na.

A ex­po­si­ção, que in­clui vá­ri­os ví­de­os, fil­mes do­cu­men­tais, re­cor­tes, re­tra­tos, mú­si­ca, néons, es­tá di­vi­di­da em seis par­tes: pri­mei­ro mos­tra-se o con­tex­to do pós-Se­gun­da Gran­de Guerra e o apa­re­ci­men­to de uma ge­ra­ção in­con­for­mis­ta, com o po­e­ta be­at Al­len Gins­berg à ca­be­ça, as in­fân­ci­as de John Ca­le e Lou Re­ed, as du­as fi­gu­ras prin­ci­pais da ban­da, o es­pí­ri­to no­va-ior­qui­no dos anos 1960 e a “ce­na” de Gre­enwi­ch Vil­la­ge, on­de no­mes co­mo La Mon­te Young fa­zi­am a sua mú­si­ca, o uni­ver­so da Fac­tory, o es­tú­dio de Andy Warhol, as vá­ri­as vi­das dos Vel­vet, pós-Ni­co e pós-Warhol e, por fim, o le­ga­do que a ban­da dei­xou em no­mes co­mo Da­vid Bowie, que pro­du­ziu Trans­for­mer, dis­co as so­lo de Lou Re­ed, e em to­da a ce­na das ar­tes do sé­cu­lo XX.

The Vel­vet Un­der­ground Ex­pe­ri­en­ce no nº 718 da Bro­adway

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