Po­e­mas sem avi­so

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O úl­ti­mo romance de Ja­cin­to Lu­cas Pi­res é um elo­gio da po­e­sia en­quan­to ac­to. Im­pro­vi­sa­do e sem no­me. Má­rio San­tos

A Gar­ga­lha­da de Au­gus­to Reis Ja­cin­to Lu­cas Pi­res

Por­to Edi­to­ra O cru­za­men­to de di­ver­sas lin­gua­gens que de­li­be­ra­da­men­te se con­ta­mi­nam en­tre si tem si­do cons­tan­te no per­cur­so li­te­rá­rio, tal­vez dis­cre­to mas sus­ten­ta­do, de Ja­cin­to Lu­cas Pi­res (n. 1974), ini­ci­a­do há cer­ca de vin­te anos. Con­tis­ta e ro­man­cis­ta, o au­tor tem-se de­di­ca­do tam­bém (cres­cen­te­men­te) ao te­a­tro e ao ci­ne­ma (e até mes­mo à mú­si­ca). Tal cru­za­men­to e, so­bre­tu­do, a sua ins­tru­men­ta­li­za­ção prag­má­ti­ca, ar­ti­cu­la­da ao ser­vi­ço de uma te­o­ri­za­ção (ain­da que por ve­zes in­ci­pi­en­te e ca­suís­ti­ca) so­bre a cri­a­ção ar­tís­ti­ca em ge­ral são le­gí­veis em A Gar­ga­lha­da de Au­gus­to Reis.

A ac­ção do romance mais re­cen­te de Lu­cas Pi­res tem iní­cio no dia 25 de Abril de 1974 e a sua fra­se inau­gu­ral con­subs­tan­cia du­as qua­li­da­des re­le­van­tes des­te li­vro: o cui­da­do ofi­ci­nal (o “tru­que”, dir-se-á adi­an­te) que to­da a ( boa) li­te­ra­tu­ra pres­su­põe e exi­ge e um tal­vez ex­ces­si­vo uso de com­pa­ra­ções ao lon­go do tex­to:

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