Cor­pos e a pai­sa­gem, o ero­tis­mo da vi­da

Publico - Ipsilon - - Sumário -

O ano de 2002 mar­cou o iní­cio do tra­ba­lho que coin­ci­diu com es­ta­be­le­ci­men­to do fes­ti­val, até aos di­as de hoje, em Ida­nha-a-No­va, Cas­te­lo Bran­co. “Foi de fac­to uma coin­ci­dên­cia, pois vi­vo e tra­ba­lho lá. Nes­se ano, já ti­nha for­ma­do a ideia de que o fes­ti­val ti­nha um ti­po de at­mos­fe­ra, de am­bi­en­te, só com­pa­rá­vel com a de ou­tro fes­ti­val, o Avan­te. Es­te ter­mi­na com um mo­men­to de mi­to­lo­gia po­lí­ti­ca, o Bo­om com uma con­sa­gra­ção à lua e ao sol. Des­ta in­tui­ção, per­ce­bi que che­ga­ra o mo­men­to de ‘dis­pa­rar’. Es­ta­va de- Fi­que­mo-nos pe­lo li­vro, lem­bran­do que até ao fi­nal de Ou­tu­bro al­gu­mas das su­as ima­gens fo­to­grá­fi­cas po­dem ser vis­tas no Cen­tro Cul­tu­ral Rai­a­no, em Ida­nha-a-No­va. Há uma vi­ta­li­da­de que ad­vém da cor, ora mais in­ten­sa, ora mais le­ve, agres­si­va e se­re­na­da, que con­tras­ta com o pre­to-e-bran­co de ou­tros tra­ba­lhos: “Sim, con­cor­do. Aqui o uso da cor é mui­to pro­e­mi­nen­te, quer nos cor­pos, quer nas pai­sa­gens, o que me per­mi­te co­lo­cá-los, com ou­tra

Mon­te Si­a­no

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