Aler­ta en­car­na­do

Record (Portugal) - - BOAVISTA BENIFICIA - Ziv­ko­vic Piz­zi Jo­nas Gri­mal­do Ji­mé­nez Jo­nas Ra­fa Piz­zi Gri­mal­do Piz­zi Ga­bri­el F. Au­gus­to Ziv­ko­vic A. Al­mei­da Jo­nas Ru­ben Di­as Lui­são Se­fe­ro­vic Sal­vio

Após três exi­bi­ções pau­pér­ri­mas an­te CSKA Mos­co­vo, Por­ti­mo­nen­se e Rio Ave, que des­fral­da­ram as in­su­fi­ci­ên­ci­as do pro­ces­so de jogo per­fi­lha­do por Rui Vitória, os en­car­na­dos sur­gi­ram no Bessa com ou­tra ca­ra. Or­ga­ni­za­do es­tru­tu­ral­men­te no ha­bi­tu­al 4x4x2, o Ben­fi­ca en­trou for­te no jogo, im­pon­do uma cir­cu­la­ção cé­le­re en­tre os três cor­re­do­res, além de con­tun­dên­cia na pres­são e na reação à per­da, o que en­clau­su­rou o Bo­a­vis­ta no seu meio-cam­po. Pa­ra tal, foi de­ci­si­va

REAÇÃO DA ÁGUIA DEU-SE COM REORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL, MAS O POU­CO CRITÉRIO REDUNDOU EM DESCONTROLO

a in­te­li­gên­cia de Jo­nas, mui­to mó­vel, di­nâ­mi­co, pers­pi­caz a cri­ar si­tu­a­ções de vantagem nu­mé­ri­ca no cor­re­dor da bo­la [3], e in­ci­si­vo a es­ta­be­le­cer co­ne­xões [2] com os co­le­gas. Como acon­te­ceu no lan­ce que ori­gi­nou o ten­to inau­gu­ral, em que foi sa­gaz a ata­car as en­tre­li­nhas [2)] on­de com­bi­nou com Piz­zi, e a sair des­tas pa­ra zo­na de fi­na­li­za­ção, dan­do sequên­cia, ao ata­car o es­pa­ço en- tre Spa­rag­na e Ta­lo­cha, a um cru­za­men­to so­ber­bo de Ziv­ko­vic. Além dis­so, as águi­as cri­a­ram inú­me­ros de­se­qui­lí­bri­os pe­lo cor­re­dor es­quer­do [3], apro­vei­tan­do as li­ga­ções en­tre Gri­mal­do e Ziv­ko­vic, que al­ter­na­vam mo­vi­men­tos en­tre o es­pa­ço in­te­ri­or e o es­pa­ço ex­te­ri­or, e os apoi­os for­ne­ci­dos por Jo­nas e Piz­zi (pon­tu­al­men­te por Se­fe­ro­vic). Con­tu­do, a vantagem não se di­la­tou, re­fle­xo da fal­ta de uma mai­or pre­sen­ça na área, o que redundou, mais uma vez, num vas­to rol de re­ma­tes de meia dis­tân­cia. Aen­tra­da de Da­vid Si­mão con­fir­mou o cres­ci­men­to dos axa­dre­za­dos na eta­pa com­ple­men­tar, já que con­se­gui­ram equi­li­brar a lu­ta a meio-cam­po, su­bin­do as li­nhas de pres­são e sain­do com mais critério pa­ra o ata­que. An­te o ador­me­ci­men­to en­car­na­do, fru­to tam­bém da op­ção equi­vo­ca­da em des­lo­car Ziv­ko­vic pa­ra o cor­re­dor di­rei­to, o que fez com que de­sa­pa­re­ces­se a pun­gên­cia nas co­ne­xões à es­quer­da, o Bo­a­vis­ta de­se­nhou uma re­vi­ra­vol­ta saí­da do apro­vei­ta­men­to de lan­ces de bo­la pa­ra­da. Pri­mei­ro, na sequên­cia de um lan­ça­men­to la­te­ral lon­go de Edu, que Re­na­to San­tos, an­te a par­ci­mó­nia dos ri­vais em ali­vi­ar a bo­la, trans­for­mou no 1-1. De­pois, num frango mo­nu­men­tal de Bruno Varela, que pro­je­tou um li­vre de Fá­bio Es­pi­nho pa­ra a pró­pria ba­li­za. Are­a­ção de Rui Vitória deu­se com a reorganização estrutural em 3x4x3 [1], mas o pou­co critério evi­den­ci­a­do nos pro­ces­sos de cons­tru­ção e de cri­a­ção, tí­pi­cos em quem re­cor­re a um pla­no al­ter­na­ti­vo na­da bu­ri­la­do, redundou num descontrolo que só va­leu uma opor­tu­ni­da­de de re­al pe­ri­go pa­ra a ba­li­za de Vag­ner. O que não é cur­to: é cur­tís­si­mo.

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