“Te­mos mui­tos ar­gu­men­tos”

Record (Portugal) - - BOAVISTA BENIFICIA - RICARDO GRANADA

Sa­tis­fei­to com o ple­no de vi­tó­ri­as no cam­pe­o­na­to, téc­ni­co ga­ran­te que a equi­pa não vai em­ban­dei­rar em ar­co. Dá to­tal cré­di­to aos jo­ga­do­res e su­bli­nha que es­te é o gru­po com “mais po­der de fo­go” des­de que ori­en­ta o Spor­ting

Como ava­lia o triun­fo com o Ton­de­la, que per­mi­te ao Spor­ting man­te­ro ple­no de vi­tó­ri­as no cam­pe­o­na­to?

– Con­se­gui­mos o ob­je­ti­vo de­ter­mi­nan­te: ven­cer. Não es­te­ve na­da fá­cil, por­que de­fron­tá­mos uma equi­pa bem or­ga­ni­za­da de­fen­si­va­men­te. Mas nes­te mo­men­to te­mos uma equi­pa com mui­tos ar­gu­men­tos, com jo­ga­do­res que em qual­quer mo­men­to po­dem fa­zer go­lo. E foi o que acon­te­ceu. Fo­mos uma equi­pa com al­ma, cren­ça e co­ra­ção. Pa­ra­béns tam­bém aos adeptos.

– No seu en­ten­der, qual o fa­tor de­ter­mi­nan­te pa­ra es­te ar­ran­que de épo­ca qua­se per­fei­to?

– A es­co­lha de jo­ga­do­res. Con­tra­tá­mos jo­ga­do­res que, quan­do a equi­pa não con­se­gue fa­zer a di­fe­ren­ça, fa­zem eles. Des­de que es­tou no Spor­ting, não digo que es­ta é a me­lhor equi­pa que ti­ve, mas é a que mais po­der tem, com jo­ga­do­res que a qual­quer mo­men­to po­dem fa­zer a di­fe­ren­ça. Foi o que acon­te­ceu nos go­los do Mathieu e do Bruno Fernandes. O mais importante é que acer­ta­mos em jo­ga­do­res que têm não só ex­pe­ri­ên­cia, mas tam­bém uma ca­be­ça sã e boa. –Pla­ne­a­va­pou­parGel­so­ne Bat­ta­glia ou des­de iní­cio sa­bia que os iria lan­çar na par­ti­da?

– An­tes do jogo fa­lei com o Gel­son e dis­se-lhe que só o co­lo­ca­va se pre­ci­sas­se, por­que ele an­da com pro­ble­mas fí­si­cos. Achei que pre­ci­sá­va­mos da ve­lo­ci­da­de de­le. O Bat­ta­glia es­ta­va tam­bém de­fi­ni­do na minha ca­be­ça. Como tam­bém es­ta­vam o Doum­bia, que não con­se­gui por­que o Fá­bio [Coentrão] deu-nos si­nais de fa­di­ga. A ideia era lan­çar o Gel­son, o ‘Bat­ta’ e o Doum­bia.

– Con­si­de­ra que é o me­lhor iní­cio de épo­ca da sua car­rei­ra?

– Não sei se é o me­lhor, já ga­nhei mais de seis ve­zes se­gui­das, tal­vez 12 ou 13… Is­to não é como co­me­ça, é como aca­ba. Não nos po­de­mos ilu­dir, por­que o trei­na­dor do Spor­ting tam­bém não o vai fa­zer. É um bom prin­cí­pio, não mais.

– À par­ti­da pa­ra o jogo, a derrota do Ben­fi­ca­ti­rou pres­são àe­qui­pa? – Os jo­ga­do­res do Spor­ting só têm de olhar pa­ra si. Con­se­gui­mos o ob­je­ti­vo de ven­cer. Se de­pois os ou­tros aju­da­rem um bo­ca­di­nho... me­lhor, é um dois em um.

– Sen­te que ho­je a equi­pa é Bruno Fernandes e mais dez? – O Bruno fez um gran­de go­lo, mas não um gran­de jogo. Foi um dos em quem mais se no­tou a res­sa­ca do jogo na Gré­cia. É um jo­ga­dor com uma meia dis­tân­cia como há pou­cos como ele. Mas nun­ca se­rá ele e mais 10, ga­ran­ti­da­men­te. *

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