Mu­dan­ça de es­tra­té­gia

NÃO SE PO­DE EXIGIR DE­MA­SI­A­DO AO FC POR­TO NA LI­GA DOS CAM­PEÕES. O PLAN­TEL NÃO FOI, AFI­NAL, REFORÇADO DA FOR­MA QUE O TREI­NA­DOR E TO­DO O CLU­BE GOSTARIAM

Record (Portugal) - - OPINIÃO - Ví­tor Baía An­ti­go In­ter­na­ci­o­nal

en­con­tro de exi­gên­cia má­xi­ma, o FC Por­to deu uma res­pos­ta negativa a to­das as in­ter­ro­ga­ções que se co­lo­ca­vam an­tes da es­treia na Cham­pi­ons. A ar­ra­sar no cam­pe­o­na­to por­tu­guês, como já não se vê há al­gum tem­po, o FC Por­to cri­ou uma enor­me ex­pec­ta­ti­va pa­ra o jogo com o Be­sik­tas, os adeptos fo­ram em pe­so e acre­di­ta­ram nu­ma vitória. De­ram tu­do pe­la equi­pa, a equi­pa tam­bém deu tu­do pa­ra ven­cer o jogo, mas não con­se­guiu.

Ce­do se per­ce­beu que es­te FC Por­to es­tá cur­to pa­ra as com­pe­ti­ções

eu­ro­pei­as, por­que a fal­ta de um avan­ça­do como Abou­ba­kar não po­de por si só ex­pli­car o de­sai­re – e se fos­se su­fi­ci­en­te é por­que al­go es­ta- ria mal. O FC Por­to te­ve mui­tas di­fi­cul­da­des pa­ra for­mar es­te plan­tel, não pô­de ir ao mer­ca­do, ao con­trá­rio da con­cor­rên­cia, e não se po­de exigir mui­to a um gru­po que tem na­tu­ral­men­te al­gu­mas fa­lhas, por­que não se pô­de re­for­çar como o trei­na­dor e todos no clu­be gostariam.

Há um ca­mi­nho cer­to: não fa­zer des­ta derrota um dra­ma;

ou­tro, que po­de ser per­cor­ri­do ao mes­mo tem­po, con­ti­nu­ar a ven­cer em Portugal e re­pen­sar a es­tra­té­gia pa­ra o próximo jogo da Cham­pi­ons. A equi­pa de­ve responder com a mes­ma al­ma no jogo de ho­je em Vi­la do Conde, que se­rá mais um tes­te com­pli­ca­do no cam­pe­o­na­to, por­que o Rio Ave tem es­ta­do im­pe­cá­vel na pro­va.

Do res­cal­do das com­pe­ti­ções eu­ro­pei­as te­nho de me sur-

pre­en­der tam­bém com a derrota do Ben­fi­ca, em ca­sa, com um ad­ver­sá­rio que lhe é in­fe­ri­or. Al­guns si­nais de fra­gi­li­da­de que não têm si­do ha­bi­tu­ais mar­ca­ram es­te iní­cio do Ben­fi­ca na Cham­pi­ons, que, fru­to de um mo­men­to mais con­fu­so, em que tu­do co­me­ça a ques­ti­o­nar-se, até a re­com­po­si­ção do plan­tel, de­pois das saí­das de Eder­son, Nél­son Se­me­do e Lin­delöf. É um Ben­fi­ca que es­ta­rá sem­pre em exa­me en­quan­to não se li­ber­tar des­sa ideia de ter fa­lha­do quan­do foi pre­ci­so su­prir as fal­tas.

Ai­ro­so se­gue o Spor­ting que es­tá com o mo­ral em alta com mais uma vitória que sur­pre­en­de, por ter ter si­do em ca­sa do Olym­pi­a­cos, on­de nun­ca é fá­cil jo­gar, quan­to mais ven­cer. O Spor­ting deu um passo importante pa­ra ga­nhar o ter­cei­ro lu­gar do gru­po ou, mais do que is­so, por­que há sem­pre a es­pe­ran­ça nu­ma gra­ci­nha nos jo­gos com o Bar­ce­lo­na e a Ju­ven­tus. Um gran­de iní­cio de épo­ca dos leões.

No Minho, tam­bém há sor­ri­sos de­pois da ex­tra­or­di­ná­ria vitória do Bra­ga em ca­sa do Hof­fe­nheim, aca­ba­di­nho de ven­cer o Bayern de Mu­ni­que. Abel es­tá de pa­ra­béns pe­la es­tra­té­gia que mon­tou e pe­la per­so­na­li­da­de que a equi­pa re­ve­lou, mes­mo co­me­çan­do a per­der o jogo. Tan­tos sor­ri­sos não po­dem mos­trar os vi­ma­ra­nen­ses, que em­pa­ta­ram com o Salz­bur­go em Gui­ma­rães. Um em­pa­te que foi um mal me­nor, mas me­lho­res di­as vi­rão.

A EQUI­PA DE­VE RESPONDER COM A MES­MA AL­MA NO JOGO DE HO­JE, EM VI­LA DO CONDE

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