OS CANHOES DE ALVALADE

MATHIEU E BRUNO FERNANDES GARANTEM LIDERANCA A BOMBA

Record (Portugal) - - PRIMEIRA PÁGINA - CRÓNICA DE RUI DI­AS

MATHIEU “Fa­ço is­to mui­tas ve­zes nos trei­nos” JESUS ““SeSe“Se oso­sos ou­tro­sou­tro­sou­tros não não­não ga­nha­rem, ga­nha­rem,ga­nha­rem, me­lhor”

leão ma­tou o borrego a tiro, num jogo pou­co in­te­res­san­te, que va­leu pe­la ex­ce­lên­cia dos go­los e pe­la ré­pli­ca do ad­ver­sá­rio que, aqui e ali, equi­li­brou as ope­ra­ções e até ao se­gun­do ten­to ver­de e bran­co ali­men­tou dú­vi­das quan­to ao re­sul­ta­do. O lí­der do cam­pe­o­na­to não te­ve ar­te pa­ra se em­pol­gar com lan­ces de en­vol­vi­men­to mas re­sol­veu a con­ten­da com re­ma­tes ma­gis­trais de Mathieu (li­vre di­re­to per­fei­to) e Bruno Fernandes (de bo­la cor­ri­da). À ter­cei­ra foi de vez e o Ton­de­la saiu de Alvalade ver­ga­do a uma derrota.

O es­pe­ta­cu­lar tiro do de­fe­sa fran­cês, aos 13 mi­nu­tos, foi um epi­só­dio fo­ra do con­tex­to do jogo, das su­as in­ci­dên­ci­as e das in­di­ca­ções que foi dan­do a todos os ní­veis. As am­bi- ções fo­ras­tei­ras le­va­ram en­tão um du­ro gol­pe mas a equi­pa de Jor­ge Jesus não des­fez lo­go as dú­vi­das – fal­tou-lhe ins­pi­ra­ção pa­ra apro­vei­tar a em­ba­la­gem e re­sol­ver ce­do aqui­lo que as cir­cuns­tân­ci­as se apres­sa­ram a mos­trar como for­te pro­ba­bi­li­da­de. Mas os leões não se im­pu­se­ram com a au­to­ri­da­de ine­ren­te à sua con­di­ção de mais for­te, a jo­gar em ca­sa e à fren­te do mar­ca­dor. Per­mi­ti­ram ao ad­ver­sá­rio en­cai­xar o gol­pe, re­a­gir e man­ter no ho­ri­zon­te ou­tro re­sul­ta­do. Va­leu que, nos mo­men­tos cru­ci­ais do jogo, as en­tra­das de Bat­ta­glia e Gel­son se­re­na­ram o Spor­ting que, de­pois de che­gar ao 2-0, se tor­nou ain­da mais do­mi­na­dor. De tal for­ma que, ao con­trá­rio do que po­dia ad­mi­tir-se, não re­ve­lou se­que­las do su­ple­men­tar es­for­ço de Ate­nas.

Tiro de Mathieu

Pe­pa não fez bluff quan­do pro­me­teu um Ton­de­la in­te­li­gen­te, su­fi­ci­en­te­men­te atre­vi­do e que iria fa­zer tu­do pa­ra con­tra­ri­ar a su­pe­ri­o­ri­da­de alheia. A for­ma­ção ori­en­ta­da por Pe­pa te­ve até mais bo­la do que o seu trei­na­dor su­ge­riu e vi­veu boa par­te dos pri­mei­ros 45 mi­nu­tos pro­cu­ran­do dar se­gui­men­to à ini­ci­a­ti­va com apro­xi­ma­ções à ba­li­za spor­tin­guis­ta – in­ten­ção que, va­lha a ver­da­de, ja­mais con­cre­ti­zou. Se aos vi­si­tan­tes fa­lhou sem­pre qual­quer coi­sa pa­ra in­co­mo­da­rem Rui Pa­trí­cio, apro­vei­tou o leão pa­ra con­quis­tar a bo­la o mais de­pres­sa pos­sí­vel pa­ra jo­gar em rá­pi­das tran­si­ções ofen­si­vas.

Em pos­se, o mai­or pro­ble­ma dos ver­des e bran­cos foi a di­fi­cul­da­de em pe­ne­trar a es­tru­tu­ra ad­ver­sá­ria. A equi­pa pro­mo­veu uma cir­cu­la­ção pou­co agres­si­va; só tor­ne­ou o im­pe­ne­trá­vel blo­co do Ton­de­la e não foi ca­paz de gol­peá-lo por on­de fa­cil­men­te po­de­ria aba­tê-lo. O go­lo de Mathieu foi, as­sim, o úni­co mo­men­to vi­bran­te e de exal­ta­ção da pri­mei­ra par­te; o oá­sis de per­fei­ção num jogo mor­no, dis­pu­ta­do

lon­ge das ba­li­zas e cu­ja in­ten­si­da­de só foi in­fla­ma­da em en­tra­das dos fo­ras­tei­ros pa­ra as quais o ár­bi­tro foi mui­to be­ne­vo­len­te em ter­mos dis­ci­pli­na­res.

Tiro de Bruno

No se­gun­do tem­po, o Ton­de­la en­trou com tu­do. Pas­sou a ga­nhar gran­de par­te dos du­e­los in­di­vi­du­ais a meio-cam­po e a sol­tar-se com pe­ri­go pa­ra o ex­tre­mo re­du­to leo- ni­no. Jor­ge Jesus pre­fe­riu pre­ca­ver-se e acres­cen­tou mús­cu­lo ao mi­o­lo (en­tra­da de Bat­ta­glia), fez sair uma uni­da­de sem ren­di­men­to (Alan Ruiz) e adi­an­tou Bruno Fernandes pa­ra jun­to de Bas Dost – não foi gra­ve ab­di­car der um avan­ça­do de raiz, até por­que a bo­la nun­ca che­gou em bo­as con­di­ções aos avan­ça­dos. A equi­pa tra­vou en­tão a ou­sa­dia ad­ver­sá­ria e acres­cen­tou mai­or ca­pa­ci­da­de pa­ra in­ti­mi­dar de­pois de Gel­son ren­der Iu­ri Me­dei­ros. Mas só após do sen­sa­ci­o­nal remate de Bruno Fernandes, aos 72 mi­nu­tos, o Spor­ting res­pi­rou de alí­vio. Pe­lo con­for­to dos 2 go­los de vantagem, pe­lo efei­to que eles ti­ve­ram no âni­mo do Ton­de­la e pe­la me­lho­ria glo­bal re­gis­ta­da nes­sa fase do jogo. Tal como JJ dis­se na an­te­vi­são do en­con­tro, fun­da­men­tal pa­ra os in­te­res­ses le­o­ni­nos era a con­quis­ta dos 3 pon­tos. Mis­são cum­pri­da. *

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