É di­fí­cil so­nhar na Eu­ro­pa

FC POR­TO PA­GOU MUI­TO CA­RO JO­GAR OLHOS NOS OLHOS COM O LIVERPOOL. VA­MOS VER QUAL A IDEIA DE JOGO PA­RA JE­SUS EM AS­TA­NA. NÃO VAI SER FÁ­CIL...

Record (Portugal) - - OPINIÃO -

HÁ ENOR­ME DI­FE­REN­ÇA EN­TRE OS TRÊS GRAN­DES E UM LIVERPOOL NOS DI­AS DE HO­JE. MES­MO

es­tron­do­sa go­le­a­da apli­ca­da pe­lo Liverpool ao FC Por­to po­de­rá não re­fle­tir o que é ho­je a di­fe­ren­ça en­tre as mais for­tes equi­pas eu­ro­pei­as e o fu­te­bol por­tu­guês de clu­bes, mas dei­xa cla­ro que fa­zer um jogo me­nos do que per­fei­to quan­do se de­fron­tam cra­ques co­mo aque­les que es­tão à dis­po­si­ção de Klopp pa­ga-se mui­to ca­ro. A equi­pa de Sér­gio Con­cei­ção não per­de­rá mui­tas ve­zes 0-5 no Dra­gão fren­te ao Liverpool. Mas uma má noi­te, prin­ci­pal­men­te na abor­da­gem ao jogo após ter sofrido o pri­mei­ro go­lo, aca­bou por le­var a uma der­ro­ta tão ex­pres­si­va, que foi a pi­or da história do clu­be na Li­ga dos Campeões.

Há uma gran­de di­fe­ren­ça ho­je,

enor­me mes­mo, en­tre o or­ça­men­to dis­po­ní­vel a FC Por­to, Ben­fi­ca e Spor­ting e um Liverpool. Aliás, no fu­te­bol in­glês há equi­pas a lu­ta­rem pa­ra não des­ce­rem de di­vi­são com mais ca­pa­ci­da­de de in­ves­ti­men­to do que os três gran­des por­tu­gue­ses. Sér­gio dis­se que não usa­va es­se ar­gu­men­to, pois tam­bém não se ser­ve de­le na li­ga por­tu­gue­sa. Mas é por is­so que o FC Por­to ga­nha qua­se to­dos os jo­gos por cá e per­de quan­do fren­te aos gran­des lá fo­ra. O di­nhei­ro não ex­pli­ca tu­do. Lon­ge dis­so. E o FC Por­to, nu­ma gran­de noi­te, po­dia até ter ga­nho. Mas pa­ra um clu­be por­tu­guês ba­ter um tu­ba­rão não po­de fa­zer me­nos do que ser per­fei­to. E sa­be­se co­mo is­so é di­fí­cil.

O re­sul­ta­do do FC Por­to on

tem mos­tra co­mo foi in­te­res­san­te e com­pe­ti­ti­va a par­ti­ci­pa­ção do Spor­ting na Cham­pi­ons. Com Bar­ce­lo­na e Ju­ven­tus, os leões nun­ca saí­ram go­le­a­dos e ba­te­ram-se em vá­ri­os mo­men­tos pe­lo re­sul­ta­do. Mas co­mo aca­ba­ram os jo­gos? Por mui­to que os pla­nos de jogo se­jam qua­se per­fei­tos e os cra­ques que an­dam por cá nos apai­xo­nem, ali há ou­tro ti­po de qua­li­da­de. E lá es­tá, não sen­do per­fei­to... per­de-se.

Jor­ge Je­sus tem ho­je um con

fron­to mui­to di­fe­ren­te, ape­sar de tam­bém mui­to di­fí­cil. O As­ta­na é uma boa equi­pa, que já fez al­gu­mas sur­pre­sas na mãe de to­das as provas eu­ro­pei­as, mas sem a qua­li­da­de de um Liverpool. Aqui o gran­de ad­ver­sá­rio do Spor­ting se­rá o cli­ma, o fac­to de jo­gar num estádio fe­cha­do, com rel­va­do sin­té­ti­co e um ri­val que não é da­que­les que en­tu­si­as­ma os jo­ga­do­res à pri­mei­ra, mas que pro­me­te ser um os­so du­ro de ro­er. Se­rá in­te­res­san­te per­ce­ber qual o pla­no de jogo de Je­sus, quais as ar­mas que lan­ça ao jogo e que ges­tão faz, pois tam­bém ele sa­be que ape­sar de Bru­no de Car­va­lho ter dois so­nhos, o ca­sei­ro é mais im­por­tan­te do que o Eu­ro­peu.

Só um bom leão po­de­rá tra­zer

do Ca­za­quis­tão um re­sul­ta­do po­si­ti­vo. E ele tem an­da­do al­go ar­re­da­do dos rel­va­dos nos úl­ti­mos jo­gos. Que ‘chip’ vai JJ con­se­guir im­ple­men­tar nos jo­ga­do­res e qual a re­a­ção ao rel­va­do pou­co ha­bi­tu­al são ape­nas al­gu­ma das ques­tões. Uma coi­sa é cer­ta, pa­ra lan­çar uma can­di­da­tu­ra a uma pro­va co­mo a Li­ga Eu­ro­pa vai ser pre­ci­so dei­xar tu­do em cam­po. Com qua­li­da­de e go­los.

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