Resident Evil 7: Biohazard

À VIGÉSIMA QUAR­TA TEN­TA­TI­VA PA­RE­CE QUE A CAPCOM CON­SE­GUIU FI­NAL­MEN­TE CRI­AR UMA OBRA PRI­MA DO GÉ­NE­RO SURVIVAL HOR­ROR.

Revista PCGuia Play - - Indices - Pe­dro Tróia

Nun­ca achei gran­de pi­a­da a Resident Evil. A coi­sa de en­trar num es­pa­ço, ma­tar tu­do o que me­xe, se­guir pa­ra a pró­xi­ma sa­la, ma­tar tu­do o que me­xe, etc, etc, até che­gar a um boss, um pou­qui­nho mais di­fí­cil. Eli­mi­ná-lo e vol­tar a lim­par sa­las de ini­mi­gos. E re­pe­tir tu­do até che­gar ao úl­ti­mo boss. Con­fes­so que acho tu­do mo­nó­to­no... De­pois, te­mos a nar­ra­ti­va ti­pi­ca­men­te ja­po­ne­sa... é pa­ra apre­ci­a­do­res. Por is­so, quan­do pe­guei em Resident Evil 7, foi um pou­co a me­do. Mas a agra­dá­vel sur­pre­sa, que é fa­zer o jo­ga­dor ter me­do en­quan­to ten­ta re­sol­ver os vá­ri­os puzz­les e eli­mi­nar os ini­mi­gos é, ver­da­dei­ra­men­te, o se­gre­do des­te jogo, ao con­trá­rio do que se fez até ho­je. Resident Evil 7 é o pri­mei­ro jogo da sé­rie em que tam­bém a ac­ção se pas­sa na pri­mei­ra pes­soa e é com­pa­tí­vel com um he­ad­set de re­a­li­da­de vir­tu­al, nes­te ca­so, o PS VR da Sony. Mas já lá va­mos. Es­te jogo pas­sa-se nu­ma plan­ta­ção, su­pos­ta­men­te aban­do­na­da, no Sul dos Es­ta­dos Uni­dos. O jo­ga­dor con­tro­la Ethan Win­ters, um ho­mem que an­da à pro­cu­ra da sua mu­lher, Mia, de­sa­pa­re­ci­da três anos antes em cir­cuns­tân­ci­as mis­te­ri­o­sas. Sem des­ven­dar mui­to da his­tó­ria, Ethan en­con­tra a mu­lher na ca­ve da ca­sa da plan­ta­ção mas, quan­do dão início á fu­ga, Mia é pos­suí­da por uma en­ti­da­de mis­te­ri­o­sa

e ten­ta ma­tar Ethan, que es­ca­pa, mas a um preço mui­to al­to! Uma das coisas que mais gos­tei em Resident Evil 7 foi o fac­to de a per­so­na­gem prin­ci­pal não ser apa­ren­ta­da ao Su­per-Ho­mem, com uma for­ça e re­sis­tên­cia so­bre-hu­ma­nas. Ethan não tem as ca­pa­ci­da­des de com­ba­te de Ram­bo, nem aces­so a tec­no­lo­gia su­per-avan­ça­da co­mo o Ho­mem de Fer­ro. É ape­nas um ti­po nor­mal, que sa­be usar as pou­cas ar­mas que vai en­con­tran­do pe­lo ca­mi­nho, pa­ra re­sol­ver o mis­té­rio de Resident Evil. Ape­sar de ter vá­ri­os puzz­les e al­gu­mas es­co­lhas mo­rais ao lon­go do jogo, es­te jogo é mui­to li­ne­ar: quan­do nos é co­lo­ca­da uma es­co­lha, mes­mo que to­me uma di­rec­ção que su­pos­ta­men­te vai con­tra o cor­rer da his­tó­ria, ao re­sul­ta­do fi­nal le­va-o sem­pre pa­ra o mes­mo la­do. Mas fa­le­mos do am­bi­en­te: Resident Evil é um jogo que de­ve ser ex­pe­ri­men­ta­do com os PS VR, já que é pou­cos tí­tu­los que se po­de di­zer que se­ja ver­da­dei­ra­men­te as­sus­ta­dor! Em cer­tas al­tu­ras, o sus­pen­se é tão re­al que pa­re­ce que se es­tá mes­mo a vi­ver aque­les mo­men­tos em que es­ta­mos à bei­ra de ter uma mor­te san­gren­ta e do­lo­ro­sa. Gra­fi­ca­men­te, es­te novo epi­só­dio de Resident Evil es­tá mui­tos, mui­tos fu­ros aci­ma do que foi fei­to até ho­je nes­ta sé­rie. Ape­sar de ser tu­do mui­to es­cu­ro, co­mo de­ve ser nos jo­gos de ter­ror, os grá­fi­cos es­tão mui­to bem con­se­gui­dos. O som tam­bém aju­da mui­to a cri­ar a at­mos­fe­ra de sus­pen­se.

O jo­ga­dor con­tro­la Ethan Win­ters, um ho­mem que an­da à pro­cu­ra da sua mu­lher, Mia, de­sa­pa­re­ci­da três anos antes.

Ethan não tem as ca­pa­ci­da­des de com­ba­te de Ram­bo, nem aces­so a tec­no­lo­gia su­per-avan­ça­da co­mo o Ho­mem de Fer­ro. É ape­nas um ti­po nor­mal.

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