Des­tiny 2

Revista PCGuia Play - - ÍNDICE - Pe­dro Tróia

Acon­ti­nu­a­ção de Des­tiny, o FPS mul­ti­player on­li­ne que a Bun­gie lan­çou em 2014, aca­bou de che­gar. No pri­mei­ro jo­go a Ter­ra ti­nha si­do re­du­zi­da a uma úl­ti­ma ci­da­de pro­te­gi­da pe­los guar­diões (os jo­ga­do­res), se­res guer­rei­ros que po­dem mor­rer e ser res­sus­ci­ta­dos atra­vés dos po­de­res do Tra­ve­ler. Este era um ser vi­vo mui­to an­ti­go e sá­bio con­den­sa­do nu­ma es­fe­ra gi­gan­tes­ca que va­gue­a­va pe­lo es­pa­ço a aju­dar as ci­vi­li­za­ções que vai en­con­tran­do pe­lo ca­mi­nho que, em úl­ti­ma aná­li­se, de­pois de sé­cu­los de pros­pe­ri­da­de e avan­ços tec­no­ló­gi­cos, aca­bou por ser o res­pon­sá­vel pe­la des­trui­ção do pla­ne­ta. Is­to por­que trou­xe com ele al­gu­mas ra­ças ini­mi­gas dos con­fins do es­pa­ço com o ob­jec­ti­vo des­co­brir os seus se­gre­dos sem olhar a mei­os. Nes­te epi­só­dio, a úl­ti­ma ci­da­de é ocu­pa­da pe­los sol­da­dos de um exér­ci­to cha­ma­do Ca­bal que têm co­mo ob­jec­ti­vo a con­quis­ta de to­do o es­pa­ço co­nhe­ci­do. O que res­ta do Tra­ve­ler é apri­si­o­na­do e, por is­so, os guar­diões per­dem o seu po­der de res­sus­ci­tar e são re­le­ga­dos pa­ra uma quinta, no ter­ri­tó­rio que an­tes per­ten­ceu à Ale­ma­nha, on­de mon­tam uma ba­se de ope­ra­ções pa­ra o es­for­ço de re­con­quis­ta da úl­ti­ma ci­da­de do mun­do.

ARMAS E CLAS­SES DE COM­BA­TE

Es­ta é, em re­su­mo, a his­tó­ria que dá for­ma a Des­tiny. Nos dois epi­só­di­os, o jo­ga­dor po­de es­co­lher de en­tre três clas­ses Hun­ters, Ti­tans e War­locks. Ca­da uma com habilidades es­pe­cí­fi­cas que lhe per­mi­tem eli­mi­nar os ini­mi­gos de for­mas di­fe­ren­tes e que, por outro la­do, lhe per­mi­tem cri­ar equi­pas em que os ele­men­tos se com­ple­men­tam en­tre si quan­do jo­go em mo­do mul­ti­player. Tal co­mo acon­te­ce na gran­de mai­o­ria dos jo­gos Ro­le Playing Ga­me (RPG). To­das as clas­ses têm um po­der de ata­que mais po­de­ro­so que vai car­re­gan­do de energia ca­da vez que um ini­mi­go é eli­mi­na­do e po­de ser usa­do de uma vez quan­do o jo­ga­dor ne­ces­si­tar. As armas disponíveis em Des­tiny 2 são co­muns a to­das clas­ses. As úni­cas que são es­pe­cí­fi­cas são as que o jo­ga­dor usa quan­do ac­ti­va o seu po­der es­pe­ci­al. O jo­ga­dor ain­da tem à sua dis­po­si­ção uma ar­ma que po­de ser os pu­nhos ou uma fa­ca, pa­ra quan­do

não tem ba­las, ou não qu­er gas­tar mu­ni­ções. To­dos os ob­jec­tos em Des­tiny 2, in­cluin­do as armas e ar­ma­du­ras, es­tão di­vi­di­dos em vá­ri­as co­res que in­di­cam a sua ra­ri­da­de e as­sim o seu po­der. Além dos po­de­res ine­ren­tes a ca­da ob­jec­to, es­tes po­dem tam­bém ser mo­di­fi­ca­dos pa­ra lhes dar fun­ci­o­na­li­da­des-ex­tra. As al­te­ra­ções são ge­rais ou es­pe­cí­fi­cas pa­ra uma de­ter­mi­na­da classe. Quan­do apa­nha um de­ter­mi­na­do ob­jec­to, po­de guar­dá-lo num co­fre que es­tá lo­ca­li­za­do na ba­se prin­ci­pal pa­ra que não ocu­pe o in­ven­tá­rio. Ou­tra coi­sa que po­de fa­zer é des­truir os ob­jec­tos de for­ma a trans­for­má-los em Glim­mer (a mo­e­da de jo­go) e em ma­te­ri­ais que po­dem ser usa­dos pa­ra al­te­rar as armas e ou­tros ob­jec­tos. Os ma­te­ri­ais só apa­re­cem se se des­truir um ob­jec­to de ver­de pa­ra ci­ma. MICRO QUÊ? Por fa­lar em armas, a Bun­gie in­te­grou um sis­te­ma de micro-tran­sac­ções que per­mi­tem aos jo­ga­do­res com­pra­rem ob­jec­tos de jo­go usan­do di­nhei­ro re­al que de­pois é con­ver­ti­do em di­nhei­ro de jo­go. Com­pre­en­do que to­dos te­mos de ga­nhar di­nhei­ro, mas nes­te ca­so, na mi­nha opi­nião, is­to é fei­to de uma for­ma er­ra­da por­que quem ti­ver dis­pos­to a gas­tar al­gum di­nhei­ro te­rá aces­so a armas e ar­ma­du­ras mais po­ten­tes, o que dis­tor­ce a pro­gres­são . LO­OT PA­RA TO­DOS Gra­fi­ca­men­te, Des­tiny 2 é com­pe­ten­te, mas não é uma obra-pri­ma. Os ce­ná­ri­os são mui­to bem cons­truí­dos, mas têm al­guns pro­ble­mas: o mais im­por­tan­te é a es­ca­la. Em cer­tas si­tu­a­ções, a al­tu­ra a que ve­mos os ob­jec­tos e o ce­ná­rio dá a im­pres­são de que este é pe­que­no de­mais pa­ra a al­tu­ra da nos­sa per­so­na­gem. Is­to é par­ti­cu­lar­men­te pro­ble­má­ti­co em ce­ná­ri­os fe­cha­dos. Cu­ri­o­sa­men­te, tes­tei Des­tiny 2 em PS4 e PC e pa­re­ce-me que a ver­são PC tem menos pro­ble­mas nes­te cam­po. Uma das coi­sas que no­tam mui­to quan­do se jo­ga em

TRA­BA­LHO COMUNITÁRIO

PC é que a ve­lo­ci­da­de de jo­go é mui­to mai­or. Sim­ples­men­te o co­man­do da PS4 (e tam­bém o da Xbox) não foi fei­to pa­ra jo­gos des­te ti­po em que um he­adshot não é uma ques­tão de sor­te co­mo, por exem­plo em Overwat­ch. Além das mis­sões que per­ten­cem à his­tó­ria, os jo­ga­do­res tam­bém po­dem fa­zer os even­tos co­mu­ni­tá­ri­os que apa­re­cem ci­cli­ca­men­te em cer­tas zo­nas do ma­pa. Es­tes po­dem ser fei­tos a so­lo, mas a ideia é ha­ver um es­for­ço co­lec­ti­vo. Quan­do um es­tá a de­cor­rer, bas­ta en­trar nes­sa zo­na e aju­dar. No fi­nal, se equi­pa for bem-su­ce­di­da, há lo­ot pa­ra to­dos. De­pois há os raids pa­ra equi­pas mai­o­res. Es­tes raids são mui­to mais di­fí­ceis de aca­bar, mas tam­bém são os com­pen­sam mais no fi­nal com lo­ots chei­os de ob­jec­tos ra­ros. Há ain­da o Cru­ci­ble, um con­jun­to de are­nas PVP em que os jo­ga­do­res po­dem de­fron­tar-se em ce­ná­ri­os mui­to se­me­lhan­tes aos das mis­sões tra­di­ci­o­nais. Se não ti­ver uma equi­pa de­fi­ni­da, o sis­te­ma es­co­lhe au­to­ma­ti­ca­men­te o jo­go em que pe­lo se es­ti­lo de jo­go e po­der se en­qua­dra me­lhor. No Cru­ci­ble há cin­co mo­dos de jo­go di­fe­ren­tes: Clash (on­de tem de ma­tar a equi­pa ini­mi­ga pa­ra ga­nhar pon­tos), Con­trol (tem de cap­tu­rar e de­fen­der um con­jun­to de po­si­ções pa­ra ga­nhar pon­tos), Su­pre­macy (tem de apa­nhar sím­bo­los que os ini­mi­gos mor­tos dei­xam cair), Sur­vi­vor (nes­te mo­do há um nú­me­ro res­tri­to de ve­zes que se po­de res­sus­ci­tar du­ran­te o jo­go; aqui quem aca­bar com a ca­pa­ci­da­de do ini­mi­go res­sus­ci­tar pa­ra ga­nhar ca­da uma das ron­das) e Count­down: (de­fen­da ou faça ex­plo­dir uma bom­ba pa­ra eli­mi­nar a equi­pa ini­mi­ga e ga­nhar ca­da ron­da). Quem ga­nhar ron­das no Cru­ci­ble tem aces­so a equi­pa­men­to ex­clu­si­vo que de­pois po­de­rá dar van­ta­gens nas mis­sões e raids.

O Cru­ci­ble é um con­jun­to de are­nas PVP em que os jo­ga­do­res po­dem de­fron­tar-se em ce­ná­ri­os mui­to se­me­lhan­tes aos das mis­sões tra­di­ci­o­nais.

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