PC Building Simulator

TO­DOS OS QUE GOSTAM DE COM­PU­TA­DO­RES DEVIAM EX­PE­RI­MEN­TAR ES­TE JO­GO, PE­LO ME­NOS UMA VEZ.

Revista PCGuia Play - - ÍNDICE - Pedro Tróia

Omeu pri­mei­ro tra­ba­lho, es­ta­va eu ain­da a es­tu­dar, foi nu­ma lo­ja de com­pu­ta­do­res. Con­fi­gu­rei cen­te­nas, se­não al­guns mi­lha­res de PC. Ha­via di­as em que eram mais de cin­quen­ta de uma as­sen­ta­da. Mas es­sas má­qui­nas já vi­nham mon­ta­das e só ne­ces­si­ta­vam da ins­ta­la­ção do sis­te­ma ope­ra­ti­vo, na al­tu­ra o MS-DOS (sim, sou an­ti­go) e o Win­dows 3.1. Quan­do a re­vo­lu­ção dos com­pu­ta­do­res à me­di­da co­me­çou em for­ça, já não es­ta­va a tra­ba­lhar nes­sa lo­ja, por is­so apa­nhei-a já co­mo jor­na­lis­ta de tec­no­lo­gi­as e não co­mo em­pre­ga­do.

Os di­as em que os cli­en­tes iam às lo­jas com uma con­fi­gu­ra­ção pa­ra man­dar fa­zer um com­pu­ta­dor já pas­sa­ram. Vol­tá­mos aos tem­pos dos com­pu­ta­do­res co­mo pro­du­to aca­ba­do e com mui­to pou­cas op­ções de per­so­na­li­za­ção. Além das lu­zi­nhas.

Mas ain­da exis­tem lo­jas es­pa­lha­das pe­lo País que ain­da fa­zem com­pu­ta­do­res à me­di­da, mas já não é a lou­cu­ra de ou­tros tem­pos. Por is­so, foi com al­gu­ma cu­ri­o­si­da­de que ou­vi fa­lar de PC Building Simulator, um jo­go em que tra­ba­lha­mos nu­ma em­pre­sa de ma­nu­ten­ção e mon­ta­gem de PC à me­di­da. Aqui fa­ze­mos tu­do o que é ne­ces­sá­rio pa­ra cor­ri­gir pro­ble­mas que os com­pu­ta­do­res vir­tu­ais dos nos­sos cli­en­tes (tam­bém vir­tu­ais) pos­sam ter. À me­di­da se avança no jo­go, pas­sa­mos a re­ce­ber en­co­men­das pa­ra a cons­tru­ção de PC com­ple­tos.

Mas, ape­sar de se­rem vir­tu­ais, há um as­pec­to que li­ga es­tes com­pu­ta­do­res ao mun­do re­al: a par­tir de um de­ter­mi­na­do mo­men­to co­me­ça-se a uti­li­zar re­fe­rên­ci­as de hard­ware re­al de vá­ri­as mar­cas co­mo a In­tel, AMD, NZXT, Gigabyte ou MSI. Es­tas em­pre­sas ce­de­ram a sua ima­gem e re­fe­rên­ci­as de

Ca­da vez que re­sol­ve­mos um problema, ga­nha­mos dinheiro e, à me­di­da que vamos ven­do a con­ta ban­cá­ria au­men­tar, conseguimos resolver pro­ble­mas mais com­pli­ca­dos.

pro­du­tos pa­ra tor­nar es­te jo­go um pou­co mais re­a­lis­ta. Fa­lan­do de re­a­lis­mo, quan­do, por exemplo, se re­ce­be um com­pu­ta­dor com ví­rus te­mos de fa­zer to­dos os pas­sos pa­ra resolver o problema: ti­rá-lo da cai­xa, li­gar o te­cla­do e ra­to, li­gar mo­ni­tor, li­gar a má­qui­na à cor­ren­te in­se­rir a pen dri­ve com o an­ti­ví­rus, li­gar o com­pu­ta­dor, ins­ta­lar o an­ti­ví­rus, exe­cu­tar o an­ti­ví­rus, vol­tar a des­li­gar tu­do e vol­tar a me­tê-lo na cai­xa. Afi­nal, is­to é um si­mu­la­dor… Ca­da vez que re­sol­ve­mos um problema, ga­nha­mos dinheiro e, à me­di­da que vamos ven­do a con­ta ban­cá­ria au­men­tar, conseguimos resolver pro­ble­mas mais com­pli­ca­dos, que já re­que­rem a com­pra de hard­ware, co­mo placas grá­fi­cas ou fon­tes de ali­men­ta­ção. O que, por sua vez, nos dá ain­da mais dinheiro. Depois, há as obras que têm li­mi­tes de tem­po pa­ra se­rem exe­cu­ta­das. Se tem de en­co­men­dar hard­ware na lo­ja on­li­ne vir­tu­al, que vem sem­pre por cor­reio, te­rá de jo­gar com as da­tas de en­tre­ga pa­ra que che­gue tu­do a tem­po pa­ra con­se­guir com­ple­tar a ta­re­fa.Gra­fi­ca­men­te, Com­pu­ter Building Simulator é com­pe­ten­te. Os com­po­nen­tes es­tão to­dos lá e funcionam exac­ta­men­te da for­ma que é su­pos­to fun­ci­o­na­rem, mas sem quais­quer lu­xos no que res­pei­ta a tex­tu­ras. Já no que res­pei­ta a som, os efei­tos es­tão lá até ao por­me­nor do ba­ru­lho que se faz a apa­ra­fu­sar. Mas tam­bém há uma música de fun­do que acon­se­lho a pa­rar de to­do, porque ao fim de al­gum tem­po já não se po­de ou­vir. Os con­tro­los funcionam mais ou me­nos da mesma for­ma co­mo os de um FPS com uti­li­za­ção do ra­to e te­cla­do. Ain­da exis­te, aqui, al­gum es­pa­ço pa­ra re­fi­nar, mas no ge­ral funcionam e não re­que­rem mui­ta apren­di­za­gem. O problema é mais nos pro­ce­di­men­tos: por exemplo, exis­te uma sec­ção dos con­tro­los só pa­ra ca­bos que, no iní­cio, po­de ser algo con­fu­sa.

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