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Folha 8 - - CULTURA -

os di­as 5 de No­vem­bro (2ª fei­ra) e 26 de No­vem­bro (6ª fei­ra), a par­tir das 10H00, em alu­são às co­me­mo­ra­ções da In­de­pen­dên­cia Na­ci­o­nal, os afi­ci­o­na­dos li­te­rá­ri­os e aman­tes da po­e­sia pós co­lo­ni­al, pu­de­ram re­vi­si­tar a obra do po­e­ta angolano António Ja­cin­to. For­ma­do na es­té­ti­ca neo-re­a­lis­ta, a po­e­sia de António Ja­cin­to da fa­se he­rói­ca, es­cri­ta aquan­do do in­cre­men­to gru­pal das li­te­ra­tu­ras an­go­la­na e afri­ca­na (na vi­ra­gem da dé­ca­da de 40), in­di­vi- du­a­li­za-se em po­e­mas que per­ma­ne­cem co­mo íco­nes sin­to­má­ti­cos e im­pres­cin­dí­veis des­sa épo­ca: «Car­ta dum con­tra­ta­do», «Po­e­ma da ali­e­na­ção», «Mo­nan­gam­ba» e «Castigo pró com­boio ma­lan­dro». Ne­les se en­con­tram te­mas da di­a­léc­ti­ca mar­xis­ta e do Neo-re­a­lis­mo: ali­e­na­ção, anal­fa­be­tis­mo, ex­plo­ra­ção e re­vol­ta. Nou­tro gru­po de po­e­mas (de que faz par­te o tam­bém mui­to co­nhe­ci­do «Gran­de de­sa­fio»), são vi­sí­veis a te­má­ti­ca e o es­ti­lo co­muns aos po­e­tas li­ga­dos a Benguela (Aires de Al­mei­da San­tos, Al­da La­ra, Er­nes­to La­ra Fi­lho), pri­vi­le­gi­an­do qua­dros idí­li­cos da in­fân­cia, dos quin­ta­lões apra­zí­veis, das mu­la­tas sensuais (tó­pi­co re­to­ma­do, des­de sem­pre, por po­e­tas oi­to­cen­tis­tas ou coloniais), da na­tu­re­za avas­sa­la­do­ra e pró­di­ga.

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