O INÍ­CIO DA ABJECTA CAM­PA­NHA

Folha 8 - - DESTAQUE -

A mi­nha vi­da tem si­do mui­to atri­bu­la­da, des­de 2012, al­tu­ra em que o ga­bi­ne­te do Ti­tu­lar do Po­der Exe­cu­ti­vo, de­ci­diu com o apoio co­var­de do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co, Or­dem dos Ad­vo­ga­dos, Mi­nis­té­rio do En­si­no Su­pe­ri­or, cas­sar a mi­nha car­tei­ra pro­fis­si­o­nal de ad­vo­ga­do. Na sa­ga de­mo­nía­ca proi­bi­ram as grá­fi­cas de im­pri­mir o Fo­lha 8, as em­pre­sas, pú­bli­cas e pri­va­das, de pu­bli­ci­ta­rem no jor­nal, sob pe­na de re­ta­li­a­ções eco­nó­mi­cas, bem co­mo o im­pe­di­men­to do exer­cí­cio pro­fis­si­o­nal: fim do exer­cí­cio da ad­vo­ca­cia, da do­cên­cia uni­ver­si­tá­ria e da ac­ti­vi­da­de jor­na­lís­ti­ca. Re­sis­ti com fri­e­za, pa­ra a rai­va e o ódio não ce­ga­rem a men­te, des­vi­an­do-me do fo­co prin­ci­pal. As­sim me man­te­nho. Quan­do o re­gi­me man­dou a EX-DNIC (In­ves­ti­ga­ção Criminal) in­va­dir as ins­ta- la­ções do F8, des­truir o sis­te­ma in­for­má­ti­co e rou­bar to­dos os ar­qui­vos e com­pu­ta­do­res, pa­ra que não tivéssemos ca­pa­ci­da­de de pro­du­zir e as­sim en­cer­rar, por fa­lên­cia, o nos­so se­ma­ná­rio, saí­mos à rua, na mes­ma se­ma­na, pa­ra sur­pre­sa dos al­go­zes. E aqui es­ta­mos com o mes­mo vi­gor e com­pro­mis­so de ser­vir os que “não têm voz”. A co­mu­ni­ca­ção so­ci­al pú­bli­ca e as su­as an­te­nas da Se­cre­ta da­vam no­tí­ci­as fal­sas so­bre nós, des­de fu­ga ao fisco, re­la­ções com a CIA e re­cep­ção de aju­da fi­nan­cei­ra de ONGS in­ter­na­ci­o­nais. TU­DO MEN­TI­RAS. A es­tas in­fâ­mi­as re­sis­ti­mos, atra­vés da lu­ta da “NÃO DE­SIS­TÊN­CIA”, de­mons­tran­do e des­mon­tan­do no tem­po, to­dos os equí­vo­cos. F8 é um jor­nal, des­de a sua con­cep­ção, fun­da­ção e cres­ci­men­to, que não te­ve qual­quer apoio do ex­te­ri­or; o F8 foi o pri­mei­ro ór­gão de co­mu­ni­ca­ção so­ci­al a de­vol­ver o fi­nan­ci­a­men­to in­te­gral de uma ONG: Open So­ci­ety, quan­do es­ta pre­ten­deu, in­ter­fe­rir na sua li­nha editorial. Com ba­se nes­tes da­dos cai­em por ter­ra, as in­fun­da­das acu­sa­ções em re­la­ção ao nos­so pro­jec­to, que com fun­dos pró­pri­os, a en­tre­ga dos pro­fis­si­o­nais (os pou­cos) que não aban­do­na­ram o bar­co (ape­sar das con­di­ções aper­ta­das e bai­xo sa­lá­rio), dan­do azo à LI­BER­DA­DE e à “VOZ A QUEM NÃO TEM VOZ”. To­da es­ta re­sis­tên­cia agu­ça as ca­lú­ni­as, in­jus­ti­ças e as acu­sa­ções, tam­bém con­tra a mi­nha vi­da ín­ti­ma, so­ci­al, fa­mi­li­ar e pro­fis­si­o­nal, com vá­ri­as en­ge­nha­ri­as e es­tra­té­gi­as ab­jec­tas.

EX-MI­NIS­TRO DO EN­SI­NO SU­PE­RI­OR, ADÃO DO NAS­CI­MEN­TO

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