Crónica de Ma­nu­el Rui [email protected]

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O ca­ra ia pre­pa­ra­do pa­ra can­tar, ima­gi­na­ra Dil­ma com um tam­bo­rim e ele can­tan­do “co­mo se fos­se por mim”, ou que dos San­tos le­vas­se um tam­bor de um “en­tra faz fa­vor”, ou que Ca­va­co de vi­o­la e Pas­sos de gui­tar­ra co­mo se “da co­mu­ni­da­de nem uma lá­gri­ma de sau­da­de” mas o cer­to é que o mu­a­diê é bai­ta es­per­to, en­trou pro­te­gi­do pe­lo “Ai Ti­mor”, Xanana nem pa­re­cia do clu­be que é mas a vi­da ica as­sim mes­mo, va­mos fa­zer mais co­mo en­tão? O que es­pan­ta é que se nu­ma dro­ga que não va­lia na­da mas ti­nha o no­me de CO­MU­NI­DA­DE DOS PAÍ­SES DE LINGUA POR­TU­GUE­SA, en­tra pe­la por­ta da fren­te um país que não é da lín­gua e con­ti­nu­am a man­ter a si­gla, nem ao me­nos acres­cen­tam um SARL, ca­ram­ba, fa­la-se por­tu­guês em Ma­cau, Goa, na Na­mí­bia é bué, na Áfri­ca do Sul bué­lé-lé…

En­tão há qual­quer coi­sa que não foi ex­pli­ca­da, tam­bém não trans­mi­ti­ram as pa­la­vras em por­tu­guês des­te re­for­ço pa­ra o te­am que só da Ale­ma­nha so­ma qua­tro mais se­te, aí é que es­tá o ar­beit, o bum­bar, a Ân­ge­la lá na Bru­xe­las fa­la sem­pre em ale­mão, a lín­gua de­la, sem gran­de ex­pres­são mun­di­al, en­quan­to os tu­gas fa­lam em in­glês, os pró­pri­os que apre­go­am a for­ça da lín­gua por­tu­gue­sa, ao me­nos, o ba­ca­no par­cei­ro da equa­to­ri­al fa­lou em por­tu­guês, dez anos a lu­tar e a apren­der, co­men­do um co­zi­do à por­tu­gue­sa ali, uma sar­di­nha­da aco­lá, o cer­to é que ga­nhou. Por­que lhe dei­xa­ram. E por­que é que dei­xa­ram? Ou­ve al­gum re­fe­ren­do em ca­da país? E por­que é que não di­zem, não fa­lam a ver­da­de? Por­que se a Áfri­ca do Sul tem mais que fa­lam por­tu­guês, o Lu­xem­bur­go, a Fran­ça e etc., porquê a Gui­né Equa­to­ri­al? E ago­ra? So­ci­e­da­de Anó­ni­ma de Res­pon­sa­bi­li­da­de Li­mi­ta­da? E por mai­o­ria de ra­zão se é da co­mu­ni­da­de dos que fa­lam por­tu­guês, é afri­ca­no, en­tão é ou não é PALOP? E de or­to­gra ia não quer a no­va e tem ra­zão pois se ele ain­da não viu bem a ou­tra an­ti­ga e vai por aí uma con­fu­são nes­ta co­mu­ni­da­de des­co­mu­nal que se mo­di ica nas ci­mei­ras sem mo­di icar na­da nas bai­xei­ras on­de a mal­ta co­me e ca­la-se. E vi­va o Obi­ang que só lá foi quem quis e não ti­nha mais na­da que fa­zer. Pois!

30/7/2014

Ma­nu­el Rui

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