BAI­LA­RI­CO

Jornal Cultura - - Arte Poética -

Va­mos dan­çar dan­çar dan­çar que ama­nhã é fe­ri­a­do nin­guém tra­ba­lha. Ha­ja ale­gria, ale­gria. Mais uma rum­ba uma con­ga um sem­ba na­da de val­sas não que­re­mos slows. Ve­nha o rit­mo do nos­so ba­tu­que no som da or­ques­tra de Xa­vi­er Cu­gat. Tu­do dan­ça mi­nha gen­te. Não há ce­ri­mó­ni­as po­dem dan­çar sem gra­va­ta sem ca­sa­co. Não há aqui nin­guém pa­ra nos acu­sar de sel­va­gens. Va­mos des­can­sar um pou­co dan­ce­mos à von­ta­de. Dan­ce­mos até os nos­sos sen­ti­dos só per­ce­be­ram a dan­ça e o per­fu­me do nos­so par e o rit­mo do nos­so ba­tu­que no som da or­ques­tra de Xa­vi­er Cu­gat. Só dan­ça só ale­gria. A vi­da são dois di­as e ama­nha po­de­mos ir a São To­mé. Va­mos Ma­ria Ro­sa re­me­xe-me es­sas ca­dei­ras ra­pa­zes da mú­si­ca re­ben­tem-me com aque­le sam­ba do ou­tro dia. Ale­gria! Ra­pa­zi­a­da, ani­mar! Tu­do dan­ça Mi­nha gen­te. Dan­çar até as oi­to ho­ras da ma­nhã Ao rit­mo do nos­so ba­tu­que que ho­je é o dia da ale­gria ale­gria ale­gria só ale­gria.

1948 (do li­vro AMA­NHE­CER)

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